ATENÇÃO PARA O TOQUE!

ESTA É UMA VERSÃO PARA AS PRODUÇÕES CRIADAS NO BLOG TOQUE MUSICAL. AQUI PODERÃO SER ENCONTRADAS AS CRIAÇÕES EXCLUSIVAS QUE INICIALMENTE SÃO POSTADAS POR LÁ.
PARA TER ACESSO AOS ARQUIVOS, VOCÊ PRECISA ESTAR ASSOCIADO AO GTM (GRUPO DO TOQUE MUSICAL). CLIQUE AQUI PARA SE INSCREVER. SEJA BEM VINDO!

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Coletânea Feliz Aniversário - Toque Musical (2014)

Olá amigos cultos e ocultos! Hoje eu tive uma grande surpresa ao abrir o Facebook e me deparar com tantos votos de felicitações pelo meu suposto aniversário. Acontece que quando eu criei o perfil do Augusto TM, coloquei como data de aniversário o mesmo dia em que o Toque Musical fez sua primeira postagem. Em outras palavras, Augusto e Toque Musical nasceram juntos. Completam verdadeiramente hoje 7 anos. Eu havia me precipitado e cheguei a anunciar os sete anos do TM ainda em junho no Facebook. Acho que me confundi com os meses. Tenho recebido as saudações até hoje e agora, como o lembrete do Face e para a minha surpresa, a turma de amigos por lá engrossou os votos. De coração, agradeço a todos pelo carinho e atenção. Em retribuição, dedico a vocês esta coletânea que só podia mesmo ter nascido aqui no Toque Musical. Uma divertida seleção de músicas cujo o tema é o aniversário. São 17 músicas de diferentes épocas e com diferentes artistas e gêneros, bem ao jeito aqui da casa. Eis assim uma coletânea ótima para se consultar sempre. Afinal, todos os dias são dias de aniversários. Parabéns para todos nós!

feliz aniversário - coral céu da boca
parabéns pra você - carlos imperal e a turma da pesada
parabéns, parabéns - carequinha
parabéns a você - nilo sérgio e leo peracchi
canção de aniversário - nilo sérgio e leo peracchi
canção de aniversário - lyrio panicali
feliz aniversário - lô borges
parabéns - esquema 64
teu aniversário - pixinguinha
aniversário - jair rodrigues
a música do teu aniversário - mauro sérgio
um chorinho para aniversário - fred williams
parabéns a você - zaccarias e sua orquestra
parabéns do patati patatá
aniversário (fernando pessoa) - jô soares
meu aniversário - vanessa da mata
hoje é seu aniversário - lulu santos


segunda-feira, 28 de julho de 2014

Marlene - Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 110 (2014)




Depois de Emilinha Borba, na semana passada, nada mais justo que o Grand Record Brazil dedique este seu centésimo-décimo volume àquela que foi durante anos apontada como sua rival, sem nunca tê-lo sido. E nossos amigos cultos, ocultos e associados por certo já perceberam que estamos falando de Marlene, aliás uma das inúmeras perdas importantes deste ano de2014, ainda em curso. Batizada como Victoria Bonaiutti de Martino, nossa focalizada veio ao mundo no dia 22 de novembro de 1922, em São Paulo, na Bela Vista (o velho e bom Bixiga), bairro central tipicamente italiano, com características tradicionais ainda conservadas em parte.  Os  pais,claro, eram italianos, e Vitória era a caçula de três filhas, as demais eram Marieta e Geni. Seu nome vem do pai, Victorio, falecido sete dias após seu nascimento. A mãe, Dona Antonieta, não se casaria outra vez, e por isso teve de arcar sozinha com a manutenção e a educação das filhotas. Alfabetizava no Instituto de Surdos e Mudos e trabalhava como costureira. Como pertencesse à Igreja Batista, D. Antonieta conseguiu que Victorinha fosse internada, pagando apenas uma taxa, no Colégio Batista Brasileiro, com mensalidades dispensadas, em troca  de a futura estrela executar  serviços gerais, como a arrumação dos dormitórios.  Nesse colégio, frequentado por meninos e moças da alta sociedade, Victorinha estudou dos 9 aos 15 anos, destacando-se nas equipes esportivas, e no coro juvenil da igreja. Sabia também declamar, e cantava se acompanhando ao violão. Mais tarde, Victoria vai cursar a Faculdade de Comércio, na Praça da Sé, a fim de se tornar contadora. Ao mesmo tempo, necessitando trabalhar, emprega-se, durante o dia, em um escritório comercial, e começa a participar de uma entidade estudantil recém-formada, a qual passa a dispor de um espaço na PRH-9. Rádio Bandeirantes (então “a mais popular emissora paulista”), “A hora do estudante”, onde seria cantora. Nessa ocasião,seus colegas estudantes escolhem o nome artístico que a imortalizou, Marlene, por certo em homenagem à atriz e cantora alemã Marlene Dietrich. Mais tarde, acompanhando a sambista Jeanette Thadeu, “a garota do chapéu-de-palha”, vai conhecer a PRG-2, Rádio Tupi (“a mais poderosa emissora paulista”), sendo admitida com salário de 200 mil-réis mensais.  Cansada da desaprovação e dos temores de sua família (que não podia admitir nenhuma incursão no setor artístico, por razões sociais e religiosas então vigentes), Marlene soube que o empresário e radialista Armando Silva Araújo (Domanar) poderia lhe proporcionar um teste para crooner no Cassino Icaraí, em Niterói. Aí, toma o trem, e vai para o Rio de Janeiro, faz o teste no Icaraí com o maestro Vicente Paiva e é aprovada. Passa depois a ser crooner da orquestra de Carlos Machado, no Cassino da Urca, o mais famoso do Brasil e o preferido dos turistas, pelo qual passavam grandes cartazes internacionais.  E Marlene (“a que canta o samba diferente”) foi logo se constituindo em uma das atrações do cassino. Mas, em abril de 1946, o então presidente Dutra proíbe o jogo no Brasil, com o consequente fechamento dos cassinos e desemprego de artistas. Para Marlene, porém, houve compensação, pois seguiu com a orquestra de Carlos Machado para a boate Casablanca. Vai depois para o sofisticadíssimo Copacabana Palace, hotel dos irmãos Guinle, promovida a estrela da casa. Em 1947, atua na Rádio Mayrink Veiga e, depois, na Rádio Globo. Pouco antes, lançou pela Odeon seu primeiro disco, interpretando “Swing no morro” e “Ginga, ginga, moreno”,obtendo mais tarde seu primerio hit maiúsculo, no carnaval daquele ano, a marchinha “Coitadinho do papai”, premiada no concurso oficial da prefeitura do Rio. Já estreara no cinema, em 1944, atuando na comédia “Corações sem piloto”, e em seguida nos filmes carnavalescos “Pif-paf” (1945), “Caídos do céu” (1946) e “Esta é fina” (1947). Em 1948, assina contrato com a lendária Rádio Nacional, para atuar no programa de César de Alencar, logo tornado-se uma das estrelas da emissora da Praça Mauá. Um ano mais tarde, vence espetacularmente o concurso de Rainha do Rádio, derrotando Emilinha Borba,franca favorita, com o apoio da Antarctica, que então lançava o guaraná Caçula, sendo esse concurso a origem da eterna rivalidade entre seus fãs e os de Emilinha. A partir daí, todos sabem o que acontece: sucessos sem conta no disco (grava também na Star, Continental, RCA Victor, Todamérica, Sinter,  RGE...), e excursões pelo Brasil e no exterior. Vai a Paris (ficou quatro meses e meio em cartaz no famoso teatro Olympia), Nova York , Chicago, Santiago do Chile, Buenos Aires (na Argentina, em 1954, atuou no filme “Adeus, problemas”), e se apresenta em Cannes, na França, a convite do duque e da duquesa de Windsor. Em 1952, casa-se com o também ator Luiz Delfino, que conhecera durante as filmagens de ”Tudo azul”, e o enlace, na Igrejinha do Outeiro da Glória, é um verdadeiro acontecimento. Ao lado dele, dedica-se ao teatro, sua maior e declarada paixão, consagrada pelo público e crítica como atriz, e ambos fazem sucesso no rádio e na TV com o programa “Marlene, meu bem”, escrito por Mário Lago,versão brazuca da sitcom americana “I love Lucy”, satirizando episódios da vida a dois. . Atuou em espetáculos como “Carnavália”, “É a maior”, “Te pego pela palavra”, “Botequim” e “Ópera do malandro”, a maior parte registrados  em disco.  Como compositora, fez o samba-canção ‘A grande verdade” (parceria com Luiz Bittencourt), gravado em 1951 por Dalva de Oliveira. Enfim, uma artista completa. Marlene faleceria em 13 de junho de 2014, no Rio, aos 91 anos, de falência múltipla de órgãos. Ela estava internada no hospital Casa de Portugal, em virtude de uma queda sofrida dias antes, em casa. Para sempre “a maior”, “a incomparável” e “aquela que não perde a majestade”,  Marlene recebe a homenagem do GRB, nesta edição em que apresentamos catorze de suas melhores gravações,  nas quais se mostra uma intérprete versátil e personalíssima. Abrindo esta seleção, que contou inclusive com a preciosa colaboração deste que vos escreve, a marchinha “Vou nas águas”, de Raul Sampaio e Benil dos Santos, para o carnaval de 1959, gravação Odeon de 6 de novembro de 58, lançada ainda em dezembro, disco  14398-B, matriz 13037. Em seguida,o baião “Estrela Miúda”, primeira composição gravada do maranhense (de Pedreiras)  João do Valle, em parceria com Luiz Vieira, gravação Todamérica de 26 de março de 1953, lançada em junho do mesmo ano sob n.o TA-5293-B, matriz TA-432. Nessa ocasião, João do Valle era servente de pedreiro, de dormir na obra e tudo o mais, e uma mulher que morava lá perto tocava esse disco sem parar,o dia todo. João não tinha coragem de dizer que a música era dele. Um dia, não dando mais para segurar a coisa, ele se chegou para seu chefe e perguntou: “Tá ouvindo essa música?” “Sim, é Estrela Miúda”, respondeu ele. “Sabe quem canta?”, perguntou João. “Sei, é a Marlene”. “E quem é o autor?” O chefe não sabia, e ao ouvir de João do Valle que o autor era ele, nem acreditou: “Que é isso, neguinho, tá delirando? Traz massa, neguinho, traz massa!” Depois vem o samba “Gabi morena”, de autoria de outro expressivo compositor nordestino, o pernambucano Luiz Bandeira (também autor de”Na cadência do samba”,o famoso “Que bonito é”), gravado na Continental pela “maior” em 2 de junho de1954, com lançamento em junho-julho desse ano, disco 16991-A, matriz C-3380. Temos em seguida a divertida marchinha-crônica “Ibrahim piu-piu (Marcha do Ibrahim)”, um dos hits do carnaval de 1956, de autoria de Miguel Gustavo, sem dúvida um cronista musical de seu tempo. Lançada pela Sinter ainda em novembro-dezembro de 55 sob n.o 00-00.440-B, matriz S-1002, faz referência ao colunista social Ibrahim Sued, muito popular na imprensa e na televisão, com bordões que marcaram época: “Depois eu conto”, “De leve...”, “Bola branca”, “Bola preta”, “Alô, panteras e panterinhas”, “E ademã que eu vou em frente” etc. O lírico e expressivo samba-canção “Luz de vela”, de Luiz Antônio, é lançado por Marlene, na Continental, em maio-junho de 1952, com o n.o 16563-B,matriz C-2822. Sucesso no carnaval de 1953, a “Marcha do sapinho”, de Humberto Teixeira e Norte Victor, é lançada pela mesma Continental na voz da “incomparável” em janeiro desse ano, com o n.o 16670-B, matriz C-2990, sendo interpretada também por Oscarito e Maria Antonieta Pons no filme “Carnaval Atlântida”.  “Canta, menina, canta”, samba de Monsueto e Arnaldo Passos,é lançado pela Sinter em maio-junho de1955 sob n.o 00-00.395-A, matriz S-893, entrando mais tarde no LP de dez polegadas “Vamos dançar com Marlene e seus sucessos”. João “Braguinha” de Barro, Nássara e Antônio Almeida assinam a marchinha “Sereia da areia”, do carnaval de 1952, que a Continental põe nas lojas um mês antes dos festejos momescos, em janeiro, disco 16509-B, matriz C-2777, e é também interpretada por Marlene no já citado filme “Tudo azul”, da Flama Filmes, último trabalho do cineasta Moacyr Fenelon.  Do mesmo suplemento Continental de “Luz de vela”, maio-junho de 1952, é o baião junino “Canção das noivas”, de Haroldo Lobo e Rômulo Paes, que é catalogado com o número 16556-B, matriz C-2843. “Quero sambar”, de autoria de Zé Kéti, é gravado na RCA Victor pela nossa Marlene em 30 de agosto de 1957, sendo lançado em novembro seguinte sob n.o 80-1862-A,matriz 13-H2PB-0207. Marlene também o interpreta no filme “O cantor e o milionário”, da Cinematográfica Guarujá”, no qual atua como atriz, interpretando a si mesma, ao lado do marido, Luiz Delfino. Norival Reis,o Vavá, que também era técnico de gravação da Continental, assina com Rutinaldo Silva “Vamos à valsa”, que Marlene lança pela gravadora dos irmãos Byington em maio-junho de 1951, sob n.o 16406-A,matriz 2610. Também na Continental, agora tendo ao lado o então nascente conjunto vocal Os Cariocas, e com acompanhamento impecável da Orquestra Tabajara de Severino Araújo, Marlene lança, entre outubro e dezembro de 1949, no disco 16125, dois baiões clássicos da parceria Luiz Gonzaga-Humberto Teixeira, que o próprio Gonzagão só irá gravar posteriormente. No lado A, matriz 2166, “Macapá”, e no verso, matriz 2167, “Qui nem jiló”, originalmente valsa,mas que Humberto Teixeira transforma no então ritmo da moda, alcançando expressivo êxito. Esta faixa encerra nosso retrospecto marleniano, mas, antes dela, iremos encontrar a divertida valsa ‘Marlene, meu bem”, de Mário Lago, em dueto com o entoa marido Luiz Delfino, e inspirada no já citado programa de rádio e TV de mesmo nome, escrito justamente por Mário Lago. Foi lançado pela Sinter em setembro-outubro de 1955, sob n.o 00-00.425-A, matriz S-975.Enfim, esta é a homenagem do GRB àquela que foi, é e será eternamente A MAIOR!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Gilberto Gil - Compactos (2014)


Olá, amigos cultos e ocultos! Para levantar a moral, hoje iremos com uma coletânea de compactos. E nada melhor se for de um super artista, bacana como o Gilberto Gil. Por certo, as músicas selecionadas aqui são de pleno conhecimento de todos e talvez não haja aqui nenhuma novidade. São quatro compactos do que considero ser sua melhor fase, os anos 60 e 70 :) Vale por ser Gil. Vale por ser jóia! ;) Fiz até capinha!

lugar comum
joão sabino
aquele abraço
dezessete légua e meia
o má iao
meio de campo
só quero um xodó
questão de ordem

.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Emilinha Borba - Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 109 (2014)



E aí vai, para nossos amigos cultos, ocultos e associados, a centésima-nona edição do Grand Record Brazil. Desta vez, apresentamos uma das mais queridas cantoras do Brasil, autêntico ídolo da fase áurea do rádio brasileiro e um fenômeno de popularidade como poucos:  Emilinha Borba. O nome completo de nossa focalizada era Emília Savana da Silva Borba. Ela veio ao mundo na Estação de Mangueira, no Rio de Janeiro, no dia 31 de agosto de 1923, filha do engenheiro agrônomo Eugênio Jordão da Silva Borba, por sinal proprietário da Vila Savana, onde nasceu e morava Emilinha, e Edith da Silva Borba. A família teve ao todo sete filhos, sendo seis mulheres  (Maria de Lourdes, Xezira, Salete, Emília, Ely e Terezinha)e apenas um homem, José Maria, qual Emilinha era irmã gêmea.  A prodigalidade do pai acabou por deixar a todos, quando faleceu prematuramente,em situação bem difícil.  E Dona Edith precisou distribuir os filhos pelas casas dos parentes, e nossa Emilinha foi para a residência da avó, Dona Bela. Desde muito pequena, Emilinha demonstrou estar fadada a trilhar o caminho da arte, passando a frequentar as emissoras de rádio. Apresentando-se no programa “De graça para todos”, da PRG-3, Rádio Transmissora, produzido por Oscar Gomes Cardim, em 1937, recebia cachês de 20 mil-réis.  Passou também pelo “Programa juvenil”, da PRD-2, Rádio Cruzeiro do Sul, e até mesmo pelo programa de calouros do sempre exigente Ary Barroso, onde conquistou o primeiro prêmio, feito do qual se orgulharia para o resto da vida.  Na Cruzeiro do Sul,conheceu Bidu Reis, com quem formaria o duo As Moreninhas. Xezira Borba,irmã de Emilinha, também chegou a esboçar carreira de cantora, com o pseudônimo de Nena Robledo, gravando dois discos com três músicas, mas abandonou o canto ao se casar com o compositor Peterpan (José Fernandes de Paula). Dona Edith, mãe de Emilinha, em 1938, trabalhava como faxineira do Cassino da Urca, e despertou a atenção de Cármen Miranda, então grande atração da casa. Ao saber da reviravolta na vida dos Borbas, Cármen se ofereceu para ajudar, caso alguma das filhas da Dona Edith pudesse ser aproveitada no espetáculo. Esta então indicou Emilinha, que, com roupas fornecidas por Cármen, fez um teste perante o mineiro Joaquim Rolas,dono do cassino. Percebendo o nervosismo da menina, que teve sua idade aumentada em dois anos, Cármen desviava a atenção de Rolas com uma conversa sem fim enquanto Emilinha cantava. Além de ser uma das “crooners” da Urca, a futura “Favorita” atuava na Rádio Cajuti. Em fevereiro de 1939, apresentou-se pela primeira vez em São Paulo, através da Rádio Record, no Teatro Coliseu, ao lado de Orlando Silkva, Almirante e Sílvio Caldas. No mesmo ano, ainda como Emília Borba, estreia em disco, na Columbia, interpretando a marchinha “Pirulito”, ao lado de Nílton Paz,  e, embora só este  aparecesse como intérprete no selo, sua voz se evidenciava, e bem. Até 1940, ela faria mais quatro discos na Columbia, e um ano depois, teve curta passagem pela Odeon, aparecendo pela primeira vez no selo do disco como Emilinha Borba. Ela foi também a cantora que mais participou de filmes  em toda a história do cinema brasileiro, cerca de 40, todos eles musicais: “Vamos cantar” (1940), “Tristezas não pagam dívidas” (1944), “Não adianta chorar” (1944), “Segura esta mulher” (1946), “Estou aí?” (1948), “De pernas pro ar” (1957), etc.  Em 1944, Emilinha ingressa na lendária Rádio Nacional, onde atua por 27 anos, e volta a gravar na Columbia, já com o nome de Continental, onde fica até 1958, quando ingressa em outra Columbia, a futura CBS, hoje Sony Music. É aí que tudo acontece: sucessos sobre sucessos em disco, programas de auditório (inclusive o de César de Alencar, seu apresentador oficial, então líder de audiência nas tardes de sábado), faixas, troféus, a propalada rivalidade com Marlene...  Esta começou em 1949, quando Marlene venceu o concurso de Rainha do Rádio (Emilinha só ganharia o título em 1953). A “Favorita” teve até sua própria página na “Revista do Rádio”, o “Diário de Emilinha”, e o simples anúncio de sua presença em qualquer cidade ou lugarejo do Brasil era feriado local, com desfile em carro aberto, outorga da chave da cidade etc. Até agosto de 1995, foi a personalidade que mais apareceu em capas de revistas, aproximadamente 350! Entre 1968 e 1972, Emilinha esteve inativa por causa de um edema nas cordas vocais, voltando a cantar após três cirurgias e um longo estudo de reeducação da voz. Em toda a carreira, gravou, em 78 rpm, 117 discos com 216 músicas, e cerca de dez LPs.  Nos três últimos anos de vida, continuou se apresentando por todo o país, inclusive animando bailes carnavalescos. Em 2003,após 22 anos sem gravar, lançou o CD independente “Emilinha  pinta... e Borba”, que ela mesmo vendia de forma bem popular, em contato com o público.  No início de 2005, lançou seu último trabalho em disco, o CD “Na banca da folia”, para o carnaval desse ano. Emilinha Borba morreu na tarde do dia 3 de outubro de 2005, aos 82 anos, de infarto fulminante, enquanto almoçava em seu apartamento, no bairro carioca de Copacabana, mas continua até hoje lembrada por sua voz, popularidade e extremo carisma.  E o GRB reverencia sua memória apresentando dezoito faixas gravadas em 78 rpm, uma amostragem de alguns de seus melhores momentos, que os fãs da cantora por certo reconhecerão aos primeiros acordes. Abrindo esta seleção, a batucada “A louca chegou”, do carnaval de 1953, de autoria de Rômulo Paes, Henrique de Almeida e Adoniran Barbosa, em dueto com o também “bandleader” Ruy Rey, lançada pela Continental em janeiro desse ano com o n.o 16692-B, matriz C-3005 (nessa ocasião também gravada na Copacabana por Elza Laranjeira). A maior parte das faixas com a ‘Favorita” aqui incluídas foi por sinal gravada na Continental. Em seguida, um verdadeiro clássico: o baião “Paraíba”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, por ela imortalizado em primeiro de março de 1950, com lançamento em abril, disco 16187-B, matriz 2256 (Gonzagão só fez seu próprio registro em 1952). No acompanhamento,o regional de Canhoto (Waldiro Frederico Tramontano) e o coro Os Boêmios. A música iria criar, por sinal, um neologismo significando mulher masculinizada, mas a expressão “Paraíba masculina, mulher macho, sim senhor” significava que a Paraíba era um estado, mas com nome feminino.  A faixa 3 apresenta o choro ‘Divagando”,  de Nélson Miranda e Luiz Bittencourt, com Emilinha acompanhada pelo conjunto Bossa Clube, e lançado pela Continental em novembro de 1945,disco 15473-B, matriz 1299. “Quando tu não estás (Cuando tu no estás)” é uma versão de Haroldo Barbosa, em ritmo de bolero, para um tango de Carlos Gardel, Alfredo Le Pera e Battistella, que Francisco Alves interpretava em seus programas de rádio. Mas foi Emilinha quem a gravou comercialmente, na Continental, menos de um ano depois da morte trágica do Rei da Voz, em 15 de abril de 1953, com lançamento em julho-agosto seguintes sob número 16796-A,matriz C-3113. A faixa seguinte traz a toada junina “Capelinha de melão”, motivo popular adaptado por João de Barro, o Braguinha, e Alberto Ribeiro, com lançamento  pela então “marca dos sininhos” em março-abril de 1949, disco 16041-A, matriz 2058. Desse mesmo suplemento bimestral da Continental  é o samba “Deixa que amanheça (Como nos versos de Bilac)”, de autoria de Oswaldo Santiago, catalogado com o número 16036-A,matriz 2041. A faixa 7 é um verdadeiro clássico de Emilinha e do carnaval: a marchinha “Chiquita Bacana”, de Braguinha e Alberto Ribeiro, lançado em janeiro de1949 com o número 15979-A,matriz 2001, época em estava em moda o chamado Existencialismo, cuja figura de proa era a atriz francesa Juliette Greco. Emilinha também a interpretou no filme “Estou aí?”, de Moacyr Fenelon. “Dançando a rumba”, de Ayrton Amorim e Mário Menezes,  é outro dos conhecidos hits da “Favorita”, e a Continental o lançou entre julho e setembro de1951, disco 16416-A, matriz 2680. Em seguida, temos o fox “Deixa eu, nêgo (Let me go, lover)”, de Jenny Lou Carson e All Hill, com letra brasileira de Giuseppe Ghiaroni, escritor, jornalista e então colega de Emilinha na Rádio Nacional, onde escreveu inúmeras novelas e programas. A gravação da ‘Favorita” foi lançada pela Continental em maio-junho de 1955, sob número 17123-A, matriz C-3609, imediatamente após a de Violeta Cavalcanti com o Trio Irakitan, pela Odeon.  Depois , do primeiro disco-solo de Emilinha, então Emília Borba, o Columbia 55048, temos o lado A, o samba-choro “Faça o mesmo”, de Nássara e Eratóstenes Frazão, gravado em 2 de março de 1939 e lançado em maio do mesmo ano, matriz 145. Voltando à Continental, ou melhor, permanecendo nela, já que era a antiga Columbia, temos o samba “Jurei”, também de Nássara, agora em parceria com Waldemar “Dunga” de Abreu, lançado em setembro-outubro de 1950 sob n.o 16295-B, matriz 2417. A seguir, outra marchinha carnavalesca conhecidíssima: a famosa “Vai com jeito”, de exclusiva autoria do grande Braguinha, que a “Favorita” imortalizou em 19 de outubro de 1956, com lançamento em janeiro de 57, sob n.o 17372-B, matriz C-3869, abrindo também o LP coletivo “Carnaval de 1957”, em 10 polegadas. “Vai com jeito”,aliás, dominou essa folia, sendo também apresentada no filme ‘Garotas e samba”, da Atlântida.  “Você e o samba”, de Peterpan (cunhado de Emilinha) e Ari Monteiro, saiu pela “marca dos sininhos” em outubro de 1945, sob número 15455-B, matriz 1215. O fox-samba “Istambul”, de Norman Simon e Jimmy Kennedy, tem letra brasileira de Lourival Faissal, gravada por Emilinha em 2 de agosto de 1955 e lançada em outubro seguinte com o n.o 17177-A, matriz C-3675. Chegaria até mesmo ao LP, na compilação  “Seleções Continental n.o 1”, por sinal o primeiro da gravadora no formato-padrão de 12 polegadas. Ainda do cunhado Peterpan, agora em parceria com José Batista, é o bolero ‘Noite de chuva”, que Emilinha imortaliza na Continental de sempre em 7 de junho de 1954, para lançamento no suplemento do bimestre junho-julho, disco 16990-B, matriz C-3361, sendo também apresentado no filme “Capricho de amor”, da Bandeirante Filmes.  Outro inesquecível hit carnavalesco de Emilinha aqui incluído é a marchinha “Tomara que chova”, de Paquito e Romeu Gentil, que dominou a folia de 1951. Inicialmente gravado na Odeon pelos Vocalistas Tropicais, ganha também registro de Emilinha pela Continental, em 25 de outubro de 50, com lançamento um mês antes do carnaval, janeiro, sob n.o 16339-B, matriz 2479. A “Favorita” igualmente a interpretou no filme “Aviso aos navegantes”, da Atlântida.  A lírica toada “Não é só o luar”, de José Batista, é lançada pela “marca dos sininhos” em  abril-maio de 1956, sob n.o 17273-A, matriz C-3408. Para encerrar, temos justamente a estreia de Emilinha em disco, em dueto com Nílton Paz: a marchinha “Pirulito”, composta por João “Braguinha” de Barro e Alberto Ribeiro, com estribilho oriundo do folclore português, para o filme “Banana da terra”, da Cinédia, em substituição ao samba ‘Boneca de piche”, de Ary Barroso, que seria interpretado por Almirante e Cármen Miranda com os rostos pintados de preto, como malandros da Lapa. Como não houve acordo financeiro com Ary, Almirante e Cármen filmaram “Pirulito” com essa mesma caracterização.  A gravação, porém, coube a dois estreantes em disco, o maranhense (de Caxias) Nílton Paz, em dupla com nossa Emilinha, na Columbia, em 3 de janeiro de 1939, com lançamento em plena folia, fevereiro, sob n.o  55013-A, matriz 120, e com estrondoso sucesso, um fecho realmente de ouro para esta seleção. Com vocês, a minha, a sua, a nossa favorita.... Emilinha Borba!

Texto - Samuel Machado Filho

quarta-feira, 16 de julho de 2014

A Música De Alvaiade E De Djalma Mafra - Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 108 (2014)



Dois grandes compositores cariocas abrilhantam a centésima-oitava  edição do Grand Record Brazil: Alvaiade e Djalma Mafra. Alvaiade, na pia batismal Oswaldo dos Santos,  nasceu na Estrada da Portela, no subúrbio carioca de Oswaldo Cruz, a 21 de dezembro de 1913. Órfão de pai aos cinco anos, começou a trabalhar aos treze, como empregado de uma tipografia, assim sustentando a família. Desde criança interessou-se por música, e sua primeira composição data de 1926: o choro “O que vier eu traço”,em parceria com Zé Maria, só gravado em 1945 por Ademilde Fonseca.  Em 1928, a convite de Paulo da Portela, deixou o pequeno bloco carnavalesco  de que participava em Oswaldo Cruz para integrar a escola de samba dirigida por Paulo, a Vai Como Pode, que mais tarde se transformou na atual Portela. Inicialmente, Alvaiade (apelido que recebeu de companheiros de futebol, tendo jogado no time da própria Portela e na Associação Atlética Portuguesa) apresentava-se fazendo um cavaquinho (que tocava de ouvido) de centro,  acompanhando o samba, e mais tarde passou a compor para a escola. Era também percussionista. Na Portela, desempenhou funções várias, inclusive administrativas, e tendo também lançado compositores como Manaceia, Walter Rosa, Candeia e Chico Santana. Apresentou-se nas rodas de samba do Teatro Opinião, na década de 1970, fez parte da ala de compositores da Portela e foi um dos fundadores da UBC (União Brasileira de Compositores). Alvaiade faleceu em seu Rio natal em 23 de junho de 1981, já aposentado da UBC e dos serviços tipográficos, e seu corpo permaneceu dois dias no IML (Instituto Médico Legal), antes de ser reconhecido, sendo depois sepultado no cemitério do Irajá. E foi justamente o bairro carioca do Irajá o berço natal de Djalma Mafra, que veio ao mundo no dia 2 de novembro de 1916, e faleceu, também no Rio de Janeiro, em plena véspera de Natal de 1974, ou seja, a 24 de dezembro. Djalma sempre esteve muito ligado ao carnaval, especialmente de Madureira, do qual foi grande folião. Teve inúmeras composições gravadas, especialmente sambas e marchinhas,  em parceria com outros nomes de prestígio:  Geraldo Pereira, o próprio Alvaiade, que também abordamos aqui, Ataulfo Alves, Joel de Almeida, etc. Nesta edição do GRB, um pouco do expressivo legado de Alvaiade e Djalma Mafra, em catorze preciosas gravações. Abrindo-a, o samba “O coração ordena”, de Alvaiade e Paquito, do carnaval de 1939, gravação Victor de J. B. de Carvalho, em 27 de setembro de 38, lançada ainda em dezembro sob n.o 34392-A, matriz 80906. Do carnaval seguinte é outro samba de Alvaiade, agora em parceria com Alcides Lopes, “Eu chorei”, gravado na Odeon por Joel e Gaúcho em 4 de dezembro de 1939 e lançado um mês antes da folia de 40, em janeiro, disco 11820-B, matriz 6286. De ambos os nossos focalizados, Alvaiade e Djalma Mafra, em parceria, é o samba-canção “Brigas de amor”, gravado na Sinter por Flora Matos (não confundir com a “rapper” brasiliense), com lançamento em maio-junho de 1955, disco 00-00.400-A,matriz S-889. Flora, também compositora, gravou 16 discos 78 com 32 músicas, entre 1946 e 1960, e participou de LPs coletivos. De Alvaiade e Ari Monteiro é o samba “De sol a sol”, do carnaval de 1942, gravação Victor de Linda Batista em  12 de novembro de 41, lançada um mês antes dos festejos momescos, em janeiro, com o n.o 34860-B, matriz S-052419. De Djalma Mafra sem parceiro é o samba “Banco de réu”, que o mestre de Miraí, Ataulfo Alves, com suas Pastoras a tiracolo, lança pela Star em  maio de 1949, disco 132-B. Logo em seguida, acompanhado por sua Academia de Samba, Ataulfo interpreta outro samba, “Deus me ajude”, do carnaval de 1943, de autoria de Alvaiade, Estanislau Silva e Humberto de Carvalho, gravação Odeon de 11 de setembro de 42, lançada ainda em dezembro, disco 12232-A, matriz 7063. Novamente com as Pastoras, Ataulfo interpreta em seguida “Brasil”, outro samba de Alvaiade, agora com a parceria de Nílson Gonçalves, do carnaval de 1945, também gravado na “marca do templo” em 19 de outubro de 44 e lançado ainda em dezembro, disco 12525-A,matriz 7682. O paulista Risadinha (Francisco Ferraz Neto, 1921-1976), interpreta depois um samba só de Alvaiade, “Eu ainda sou eu”,  outra gravação Odeon, esta de 14 de abril de 1952, lançada em maio do mesmo ano com o n.o 13292-B, matriz 9282. Na faixa 9, volta Ataulfo Alves, com sua Academia de Samba, agora para interpretar o samba “Leonor”, dele próprio com Djalma Mafra, em registro Odeon de 9 de setembro de 1943, lançada em novembro seguinte sob n.o 12372-B, matriz 7376. Djalma Mafra assina em seguida,com Joel de Almeida, a marchinha ‘Cavalinho bom”, do carnaval de 1944, que Joel grava com Gaúcho na mesmíssima Odeon em 5 de agosto de 43 com lançamento ainda em novembro, disco 12373-B, matriz 7354. Marilu (Maria de Lourdes Lopes), carioca da Vila Isabel, aqui comparece com o samba “Réu primário”, de Djalma Mafra e Amaro Silva, também destinado ao carnaval de 1944. Gravação Victor de 12 de outubro de 43, lançada ainda em dezembro com o n.o 80-0137-A,matriz S-052854. O eterno ‘Formigão”, Cyro Monteiro,  interpreta em seguida o samba “Dentro da capela”, parceria de Djalma Mafra com Alcides Rosa, gravado na RCA Victor ao apagar das luzes de 1946, 20 de dezembro, indo para as lojas em março de 47 com o n.o 80-0502-B, matriz S-078703. O cantor José Ribamar, que deixou uma escassa discografia (apenas cinco discos 78 com dez músicas, entre 1954 e 1958), vem aqui com o lado B de seu primeiro disco, o Todamérica TA-5479: o samba “Falsidade”, de Djalma Mafra e João Pereira de Lucena, gravado em 17 de agosto de 1954 e lançado em outubro do mesmo ano, matriz TA-720. Para encerrar, o  trombonista  e maestro Astor Silva, à frente do grupo Rio Melodian’s, executa o choro “Comprando barulho”, de Djalma Mafra e Jorge Tavares, gravação da marca Rio, de existência efêmera, disco 10-0034-B, datado de 1951. Aqui fica a homenagem do GRB a estes compositores que muito contribuíram para nossa música popular, Alvaiade e Djalma Mafra, para a alegria e o deleite de todos os que apreciam o que é bom! 

Texto de Samuel Machado Filho

domingo, 13 de julho de 2014

O Rock Do Augusto - 60 Pedras Escolhidas A Dedo (2011)

Olá amigos cultos e ocultos! Uma boa noite para todos vocês. Hoje é um dia muito especial e poderia ser ainda mais, não fosse o 'grande fiasco da invenção da Copa'. Mas eu não quero falar disso Este é um momento que eu quero apagar da minha lembrança. Não estou suportando a maioria dos brasileiros com esse 'complexo de mulher de malandro'. Felizmente, pra salvar o dia, pra salvar-me do domingo, hoje é o Dia do Rock. Eu vou mais é me afundar no rock'n'roll. Pensei em fazer uma seleção rock brazuca, daí me lembrei que já havia feito isso anteriormente. Eu confesso que as vezes eu simplesmente esqueço o que já postei aqui no Toque Musical. Mas também não é para menos, muito pelo contrário, é para mais. Com tantas publicações ao longo desses últimos sete anos, se eu não pesquisar ou verificar na unha, acabo as vezes repetindo a dose. Desta vez eu vou repetir em forma de um 'repost' :) Como já tenho aqui uma seleção, criada e publicada em 2011, acho que vou trazê-la de volta, pois acredito que irá fazer tanto sucesso quanto fez da primeira vez. Eis aqui uma seleção com 60 músicas do nosso singular rock'n'roll. Uma escolha que obedece o meu gosto pessoal, embora incompleta, pois não corresponde integralmente a tudo que eu gostaria de selecionar. Fica então assim a minha homenagem ao Dia do Rock e a seleção "60 Pedras Escolhidas A Dedo" de 2011. Uma repostagem que merece! ;)

chuck berry fields forever - doces bárbaros
de ponta a cabeça - a chave do sol
casa do rock - casa das máquinas
seráque eu vou virar bolor - arnaldo baptista
sinal da paranóia - som nosso de cada dia
flores astrais - secos e molhados
não pare na pista - raul seixas
super god - som imaginário
é como teria que ser - bixo da seda
1990 projeto salva a terra - erasmo carlos
os pilares da cultura - a barca do sol
se o rádio não toca - raul seixas
marta, zeca, o prefeito, o padre, o doutor e eu - bango
eu quero essa mulher assim mesmo - caetano veloso
sujeito de sorte - belchior
que loucura - tutti frutti
hey amigo - o terço
prá cabeça (jogue tudo prá cabeça) - casa das máquinas
bicho do mato - som nosso de cada dia
tecnicolor - mutantes
os pingos da chuva o os novos baianos
noite e dia - blow up
ando jururú - rita lee e tutti frutti
trem - bixo da seda
baby - erasmo carlos
jardim elétrico - mutantes
uma banda made in brazil - made in brazil
os hemadecons cantavam em côro - a bolha
eu não tô nem aí - arnaldo baptista
saravá - mutantes
lagoa das lontras - o terço
a hora e a vez do cabelo crescer - mutantes
posso contar comigo - rita lee e tutti frutti
porta das maravilhas - rick ferreira
essa menina tá ficando moça - dom e ravel
toada & rock & mambo & tango & etc - secos e molhados
luz de vela - o terço
cabeça feita - guilherme lamounier
água limpa p som nosso de cada dia
sociedade alternativa - raul seixas
sou louco por você - peso
minha fama de mau - cilibrinas do éden
delírio - secos e molhados
coração paulista - guilherme arantes
ainda vou transar com você - mutantes
a paulicéia pirou - made in brazil
ilusão e brisa - tutti frutti
beijo exagerado - mutantes
como vovó já dizia - raul seixas
essa éa vida - casa das máquinas
e você ainda duvida - cilibrinas do éden
mudança de tempo - o terço
send it for tomorrow - torbuk
análise descontraída - erasmo carlos
make believe waltz - som imaginário
departamento de criação - rita lee e tutti frutti
stress - casa das máquinas
é como teria que ser - bixo da seda (repetido, vacilão!)
caroço de manga - raul seixas
sempre brilhará - celso blues boy