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domingo, 30 de maio de 2010

A Música Das Estrelas - Um Programa Exclusivo De Castro Muniz S.A. (1956)

Prezados amigos cultos e ocultos, reservei para este domingo um programa especial. Uma daquelas postagens que só mesmo no Toque Musical vocês podem encontrar. Teremos hoje realmente um programa, o de númeo 73, gravado em 30 de novembro de 1956. Estou me referindo à "A música que vem das estrelas", uma produção exclusiva para a Cassio Muniz S. A.
Temos aqui um raro exemplar de um vinil de 12 polegadas e 33 rpm gravado em 1956 para o grupo Cassio Muniz. Este nome compreende entre outras coisas uma antiga e bem conhecida loja de departamento que existia no centro de São Paulo. Era uma loja que vendia de tudo, de carro a roupa de cama. Tinha também o departamento de eletrodoméstico e de disco, o qual a Cassio Muniz era representante e distribuidora de diversos selos e gravadoras. O grupo empresarial paulista Cassio Muniz S. A. atuava em diversos segmentos, inclusive o fonográfico. Em 1957 criaram a Chantecler, um gravadora conhecida principalmente pela produção de discos de música sertaneja. Antes disso, porém eles já tinha uma boa visão comercial, produzindo em discos programas prontos para serem executados nas rádios. Um ideia genial, uma pausa para o locutor. Era botar o disco no prato e sentar a agulha.
Temos então de amostra um programa da série "A música das estrelas". Durante quase um hora vocês terão o prazer de ouvir os temas do filme "Melodia Imortal" (The Eddy Duchin Story), estrelado por Kim Novak e Tyrone Power. O filme conta a história do compositor americano Eddy Duchin. A trilha, com músicas de Duchin e também uma versão de "Aquarela do Brasil", são interpretadas pelo pianista Carmen Cavallaro. No disco tudo isso é apresentado como na deliciosa transmissão radiofônica. Porém, para salvar ainda mais o dia, incluí um recheio especial, que é para não deixar ninguém na vontade... Só falta agora alugar o filme para assistir :)

quarta-feira, 12 de maio de 2010

P. Trio - Embalo (S/D)

Olás! Diante a tantos discos e a toda oculta história da Paladium, eu acho que ainda iremos render mais uma semana postando seus títulos. Eu ontem estive no Estúdio Bemol recolhendo um depoimento com o Dirceu Cheib e ele me esclareceu muitas coisas sobre o selo. Sem dúvidas, muito do que eu já supunha e escrevi em postagens anteriores foi confirmado. Deixarei para fazer o relato de tudo no final de semana, quando terei mais tempo para escrevinhar a verdadeira história da Paladium e o meu encontro com este senhor, que foi o pioneiro e é um dos mais respeitados profissionais da gravação no Brasil.
Para compor o nosso dia, estou trazendo hoje um disco, o qual eu não tenho a capa. Descobri que se tratava de um exemplar com erro. O selo do lado B não corresponde às músicas das faixas. Consta como sendo do 'conjunto' The Black Boys, um grupo ao estilo da Jovem Guarda. Mas ao ouvir percebemos o engano. O selo foi colado no disco errado. O que temos na verdade não é 'êi êi êi' e sim um belo disco de bossa e jazz. O lado B é a sequência do disco do 'grupo" P. Trio, pura Bossa Nova. Como eu não tenho a capa, não achei informações sobre o disco. Quanto ao "P. Trio", não deve ser mineiro, possivelmente deve ter sido formado por músicos paulistas ou ainda cariocas. Havia um certo 'intercâmbio fonográfico' entre a Bemol/Paladium e um grupo de empresários cariocas responsáveis pelo obscuro selo Coledisc, que seguia a mesma onda do selo mineiro. Algumas das faixas do lado trocado, eu não soube imediatamente identificar. Estou deixando essa missão para os amigos cultos e ocultos do blog. Quem adivinhar ganha um doce :) O concurso termina assim que todas as faixas forem nomeadas ;)
A capa original eu não consegui localizar, nem como exemplo. Daí, criei essa frontal que nada mais é que uma derivação da capa do disco dOs Abutres, já postado aqui. Notaram a semelhança? Confiram o disco. muito bom!

meu refrão
love letters
the shadows of your smile
a rita
carinhoso
roda
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prá dizer adeus