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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Luiz Gonzaga Instrumental - Gravações Na Década De 40 Volumes 1 e 2 (2011)

Chegamos, enfim, na sexta feira! Já comecei a fazer as minhas malas. Amanhã eu quero já estar cedinho com o pé na estrada. Levo comigo toda a parafernália necessária para (tentar) manter o ritmo diário das postagens. De qualquer forma, não vou garantir nada. Vamos deixar rolar, ok?
Para a nossa sexta independente eu preparei uma coletânea gorda e especial. Como podemos ver no encarte exclusivo, criado para dar forma a essas gravações, temos um Luiz Gonzaga inteiramente instrumental. Trata-se de gravações diversas feitas por ele na década de 40. Procurei reunir material lançado em discos de 78 rpm e também gravações realizadas por ele em programas de rádio. Temos aqui mais de 50 músicas! O que daria um belo box, com pelo menos uns três discos. Mas para a minha edição, eu preferi criar apenas dois volumes. O primeiro compreende os anos de 41 a 43, o segundo vai de 43 a 45. Ao ouvirmos esses registros fica mais fácil entender o porquê do Baião fazer tanto sucesso. Sem dúvida, é um ritmo contagiante, que se contrasta de forma relevante com a música popular produzida naqueles tempos. Luiz Gonzaga foi mesmo o Rei. Ele está para o Baião assim como João Gilberto para a Bossa Nova. São os donos da bola, os fodas! Entre essas gravações temos coisas de espantar e mesmo com uma qualidade sofrível do registro sonoro, percebemos em muitas músicas e no jeito de tocar de Lua uma contemporaneidade e semelhança com coisas que nem são do universo da música nordestina. É certo que muitas das músicas apresentadas aqui não são, naturalmente, só em ritmo de Baião ou mesmo de autoria de Gonzaga. Elas se tornam Baião ao serem tocadas por ele. Confiram e comentem também. É sempre gratificante um retorno, seja ele para complementar, corrigir ou criticar. Fazer um blog desses e sozinho, só mesmo contanto com os amigos cultos e ocultos :)

Volume 1
saudades de são joão del rey
numa serenata
farolito
arrancando caroá
o chamego da guiomar
segura a polca
véspera de são joão
vira e mexe
apitando na curva
calangotango
minha guanabara
pé de serra
pisa de mansinho
sanfonando
santana
saudade de ouro preto
saudades de areal
seu januário
verônica
apanhei-te cavaquinho
araponga
destino
galo garnizé
manoelita
meu passado
Volume 2
bili bilu
caprichos do destino
o carimbó
despedida
escorregando
fazendo intriga
fuga da áfrica
luar do nordeste
subindo ao céu
madrileña
pingo namorando
recordações de alguém
wanda
xodó
última inspiração
aperreado
bolo mimoso
caxangá
sanfona dourada
zinha
dança do macaco
impertinente
mara
na hora h
passeando em paris
provocando as cordas
queixumes

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Jograis De São Paulo - Poesia Contemporânea Brasileira (1980)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Para os fãs da poesia, esta vai ser uma semana privilegiada. Vamos ter por aqui mais alguns discos dedicados a ela. Eu, pessoalmente, gosto muito e sempre quero estar mostrando a vocês um pouco desta arte em versões fonográficas.
Para hoje, quero trazer mais um disco do Jograis de São Paulo. Para os que acompanham o Toque Musical, já sabem. Os Jograis foi criado pelo ator e poeta Ruy Affonso nos anos 50. Pelo grupo passaram diversos atores como Alex Ribeiro, Alvim Barbosa, Amilton Monteiro, Armando Bogus, Carlos Vergueiro, Carlos Zara, Clóvis Marcos, Eli Ortega, Felipe Wagner, Fúlvio Stefanini, Gustavo Pinheiro, Homero Cozac, Ítalo Rossi, Jairo Arco e Flexa, Maurício Barroso, Nelson Duarte, Nilson Condé, Raul Cortez, Ronaldo Costa, Rubens de Falco, Ruy Affonso e Wolney de Assis, além das participações especiais de: Caetano Zama, Inezita Barroso e Roberto Ribeiro. Foram mais de 50 anos de atividades, sempre com muito sucesso. Depois da morte de Ruy Affonso os Jograis de São Paulo parecia ter chegado ao fim. Mas o seu legado foi passado ao ator Alex Ribeiro, que tem procurado manter viva a memória do grupo. Alex também é o detentor dos direitos do Jogral e até criou um site exclusivo, contando a bela história do grupo.
O álbum que temos aqui, me parece, foi o último gravado por eles, em 1980. Na época, o quarteto era formado por Ruy, Armando Bogus, Rubens de Falco e Carlos Vergueiro. Em "Poesia Contemporânea Brasileira", temos uma seleção com algums dos mais expressivos poemas de grandes nomes da nossa poesia moderna. Confiram aí...

evocação ao recife - manuel bandeira
romance do embuçado - cecília meireles
colagem de "na avenida" e "nossa senhora dos cordões - oswald de andrade
a rua da rimas - guilherme de almeida
poemas concretos - haroldo de campos
velha história - mário quintana
jandira - murilo mendes
josé - carlos drummond de andrade
trem de alagoas - ascenio ferreira
a vida particular do jardim público - cassiano ricardo
estudo de concerto - ruy affonso
coco do major - mário de andrade
batismo - menotti del picchia
o dia da criação - vinícius de moraes