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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Joao, Tom, Vinicius & Os Cariocas - Um Encontro No Au Bon Gourmet (1962) REPOST

E o Carnaval passou... Agora, para curar a ressaca só tomando outra dose. Mas desta vez a panacéia curativa vai ser outra. Cheguei a conclusão que tratamentos homeopáticos nesses casos não resolvem, principalmente depois que o organismo acostuma. Tem mesmo que ser diário! Para os bons entendedores esta introdução tem múltiplos sentidos.
Hoje eu vou fazer diferente, repostando uma gravação que todos já conhecem, "Um encontro no Au Bon Gourmet". Trata-se de um show, duas noites no restaurante Au Bon Gourmet, no Rio, onde se encontraram as ilustres figuras de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, João Gilberto e o grupo Os Cariocas. Realmente um encontro e tanto, que ainda contou com a presença na 'cozinha' de Milton Banana na bateria e Otávio Bailly no contra-baixo. Sob a direção musical de Aloysio de Oliveira, o show foi uma espécie de batismo, a primeira apresentação em público de canções que em pouco tempo se tornariam clássicos da nossa MPB. Este é mais um daqueles históricos registros do começo da Bossa Nova que foi apresentado primeiramente no Loronix. Logo em seguida eu também o publiquei aqui no Toque Musical, criando inclusive uma capinha para ele. Agora eu o trago de volta neste 'repost', incluindo o registro da primeira noite (remixada pelo Chris. Merci!) que nas versões anteriores não estava presente. Na verdade não há muitas diferenças entre as duas noites de show. A qualidade do som é até mais precária na primeira apresentação, contudo não deixa de ser um documento sonoro curioso e interessante. Temos assim o registro completo daquela apresentação histórica de 1962...

01. Só Danço Samba (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes)
Os Cariocas
02. Samba de uma Nota Só (Antonio C. Jobim/Newton Mendonça)
Tom Jobim & Os Cariocas
03. Corcovado (Antonio Carlos Jobim)
João Gilberto & Os Cariocas
04. Samba da Bênção (Baden Powell/Vinicius de Moraes)
Vinicius de Moraes
05. Amor em Paz (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes)
João Gilberto & Os Cariocas
06. Bossa Nova e Bossa Velha (Miguel Gustavo)
Os Cariocas
07. Samba do Avião (Antonio Carlos Jobim)
Tom Jobim & Os Cariocas
08. O Astronauta (Baden Powell/Vinicius de Moraes)
Vinicius de Moraes & Os Cariocas
09. Samba da Minha Terra (Dorival Caymmi)
João Gilberto
10. Insensatez (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes)
João Gilberto
11. Garota de Ipanema (Antonio C. Jobim/V. de Moraes)
João, Tom & Vinicius
12. Devagar com a louça (Haroldo Barbosa/Luiz Reis)
Os Cariocas
13. Só Danço Samba (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes)
João Gilberto & Os Cariocas
14. Garota de Ipanema /Só Danço Samba / Se Todos Fossem Iguais a Você (Jobim/Vinicius) Todos juntos
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* o repertório das duas noites é exatamente o mesmo, apenas com ligeiras diferenças e uma música a mais.


domingo, 1 de fevereiro de 2009

Arena Conta Zumbi (1965)

Interessante... Em pouco mais de uma semana, três pessoas, em situações totalmente distintas, me perguntaram se eu teria no blog o disco Arena conta Zumbi. Eu tinha certo de que já o havia postado, não sei porque razão. Depois me lembrei de outras encarnações e tudo ficou claro. Realmente, eu ainda não o apresentei aqui no Toque Musical. Portanto, hoje vamos a ele :)
"Arena conta Zumbi" é uma peça teatral de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, com música composta por Edú Lôbo. O musical, um marco na trajetória do Teatro de Arena, estreou neste saudoso e emblemático teatro de São Paulo, no dia 1 de maio de 1965. A direção musical foi de Carlos Castilho que também participa tocando violão e a direção geral de Augusto Boal. No elenco, entre outros haviam o Guarnieri, Lima Duarte, Dina Sfat e Marília Medalha.
O texto da peça é baseado no romance de João Felício dos Santos e conta a história do Quilombo dos Palmares e da vinda de Zambi para o Brasil num barco negreiro. Porém, a adaptação de Boal e Guarnieri refletia a realidade do momento, o contexto social, cultural e principalmente político do país naqueles anos. Como exemplo, temos incluído um discurso do General Castelo Branco que na peça é fala do personagem, o governador Dom Ayres.
Esta peça teve várias montagens, não apenas no Brasil, mas também na Argentina, Uruguai, França e América.
Apesar de existir pausa entre falas e músicas no disco, eu achei por bem não separá-las, mantendo inteiros os lados A e B.