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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sérgio Sampaio - Ao Vivo No Cabaré Mineiro (2010)

Olá amigos cultos e ocultos! Hoje é sexta feira, dia de independência musical. Antes porém, de falarmos sobre 'o disco' da postagem, eu gostaria de mandar um alô ao amigo Zeca Louro, que muito bem lembrado por um de nossos visitantes, está há um ano sem atividade em seu maravilhoso Loronix. Com certeza, ele tem deixado muitos de nós ansiosos pela sua volta. O mistério envolvendo o seu desaparecimento é que nos deixa mais agoniados. Seja lá onde ele estiver, desejo-lhe tudo de bom. Em sua homenagem eu dedico esta postagem. Sei que o Zeca era um fã incondicional do Sérgio Sampaio.
Há pouco mais de uma semana tive o prazer de receber, do amigo Trix, um registro digitalizado de partes de um show do poeta maldito Sérgio Sampaio, realizado em Belo Horizonte, em 1986, na extinta e saudosa casa de espetáculo, o Cabaré Mineiro. Me lembro de ter visto por lá shows maravilhosos, de artistas nacionais e internacionais. Taí uma das coisas boas dos anos 80, não posso negar. Este show aconteceu na noite do dia 21 de abril de 1986. Sérgio veio a Beagá acompanhado do violonista (hoje ainda mais destacado) Moacyr Luz. Para este registro, eu fiz questão de produzir a arte (completa) e ainda dei um trato no áudio e uma nova editada. Pelo que me informou o Trix, este registro ele conseguiu de um colecionador. A gravação foi feita em fita cassete, talvez extraída diretamente da mesa de som, quase não se escuta a platéia. As vezes, até se tem a impressão de que o local devia estar meio vazio, mas não estava não. Tenho um amigo que assistiu ao show, comentei com ele sobre esta gravação. Ele disse que a Casa estava sempre cheia, inclusive nesse dia do show do Sérgio. O grande barato da gravação é conter ali algumas músicas, até então, inéditas. Coisas que só viriam a aparecer no álbum póstumo, "Cruel", produzido por Zeca Baleiro. Há também duas outras músicas ainda hoje inéditas, as quais não sabemos o nome. Eu tomei a liberdade de nomeá-las como "Eu não minto quanto faço" e "O que eu sinto agora". São títulos que me pareceram mais adequados para essas canções, frases chaves contidas nas letras. Agradeço mais uma vez ao amigo Trix, que nos brindou com essa pedra bruta. Salve Sérgio Sampaio! Um artista prá lá de genial :) Confiram... ;)

viajei de trem
pobre meu pai
cala a boca zebedeu
quatro paredes
eu quero é botar meu bloco na rua
que loucura
eu não minto quando faço
meu pobre blues
roda morta (reflexões de um executivo)
cabras pastando
ninguém vive por mim
o que eu sinto agora

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Orlando Silva - Olhos Magos E Outros Clássicos (2010)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Aqui estamos em mais uma 'sexta independente'. A semana passou tão rápida que não deu nem tempo para eu programar a postagem de hoje. Ainda bem que eu sempre tenho à mão aqueles meus famosos 'álbuns de gaveta', prontos para as eventualidades. Tinha, inclusive, diferentes opções de artista e discos independentes, mas optei por essa coletânea do Orlando Silva para manter o clima da semana.
Aproveito, inclusive, o momento para informar aos artistas independentes que enviaram material para ser divulgado no Toque Musical, que seus discos irão entrando conforme a temática da semana. Ainda quero fazer aqui uma semana inteira (ou mais) dedicada ao disco e artista independente. Há cada coisas que vocês nem imaginam, mas sempre interessantes e de qualidade (ou no mínimo curiosas). Vamos ver...
Segue então na postagem de hoje uma coletânea de Orlando Silva, que não é exatamente um álbum independente, mas sim uma produção amadora, com capinha e lista das músicas, que me foi enviada como uma colaboração, pelo amigo culto José Carlos Martins. Na coletânea temos 24 músicas interpretadas por Orlando Silva, extraídas de seus diversos discos de 78 rpm lançados na década de 40 pela Odeon. São gravações raras, remasterizadas e relativamente em ótimas condições. Tenho certeza que vocês irão gostar ;)

sempre no meu coração
nossas vidas... sempre iguais
estrela dalva
e... guardarás uma saudade
há sempre alguém
não terminei tua canção
carioca boêmio
voltei sertaneja
boa noite querida
minha devoção
apartamento pequenino
saudade
quero te como és
begin the beguine
pássaro cativo
noutros tempos... era eu
olhso magos
abigail
zé ponte
rococó
não serás feliz
poema imortal
flor mulher