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sábado, 24 de outubro de 2009

Compactos Diversos

Bom dia a todos! Inicialmente eu gostaria de explicar a situação de duas postagens que fiz nas últimas semanas. Me refiro aos discos de Orlando Silva e Francisco Alves pela Collector's Editora. Recebi uma solicitação desta editora pedindo para retirar os links dos dois discos. Eu até então não sabia que os referidos discos ainda se encontram em catálogo. Os discos ainda estão em catálogo e podem ser adquiridos através do site da Collector's. Foi uma surpresa saber disso, inclusive porque eu tenho interesse em completar a minha coleção. Os arquivos digitalizados são uma mão na roda, mas nada substitui ao fetiche do objeto disco de vinil. Vou logo comprar os que faltam em minha coleção e aconselho a todos que façam o mesmo. Sei que muitos irão dizer a vitrola já não faz mais parte de suas vidas e que o melhor mesmo é o mp3 ou semelhante. Para esses, eu aconselho também entrar no site ou enviar um e-mail aos donos da editora. Acredito que eles, além dos discos, devem estar vendendo as gravações digitalizada como fazem as gravadoras atualmente. Os preços não devem ser uma coisa muito absurda, mesmo considerando se tratar de um material tão precioso. Diante a tudo isso, não faz sentido e eu nem quero manter as tais postagens com links. Peço publicamente desculpas ao Ricardo Manzo, responsável pela Collector's Editora, pelo inconveniente e só espero que esse fato tenha também um lado positivo, despertando a atenção e o interesse das pessoas pelo trabalho de resgate musical da editora. Para compensar, em breve teremos uma outra série, tão rara e interessante quanto a da Collector's Editora.
Hoje estamos chegando ao final de nossa mostra de compactos. Sei que muita gente tem gostado e eu também, mas o Toque Musical não fica só numa faixa. Há tempos venho recebendo e-mails da moçada mais jovem e roqueira pedindo a vez. Tá na hora de virar o disco. Assim, na próxima semana, a temática vai ser o rock'n'roll ou coisa parecida.
Vamos seguindo em frente com mais seis compactos raros, todos da primeira geração dos disquinhos lançados no Brasil. Temos aqui um Altamiro Carrilho e Sua Bandinha, interpretando um repertório com clássico de toda banda típica de coretos, tradição que hoje em dia só comum em cidades do interior. Seguindo, temos um compacto do selo Cantagalo trazendo uma marchinha carnavalesca, cantada por Alventino Cavalcante e um samba também carnavalesco na voz de Luizito. Eu não conheço esses artistas, mas achei o disco interessante :) Temos em outro disco a presença de Gilberto Alves interpretando o pioneiro Donga (e mais), num momento raro. Para dançar, seguimos com Paulinho e seu conjunto num quase 'pot-pourri' dançante com três temas de sucesso de cada lado. Uma autêntica dupla de música sertaneja, Torres e Florencio, em um raro compacto lançado pela Chantecler, possivelmente no final dos anos 50. Finalizando, vamos com o Trio Surdina, ainda com Fafá Lemos, interpretando quatro clássicos do mestre Ary Barroso pelo selo Musidisc. Uma maravilha. Momentos raros que não voltam mais ;)

Altamiro Carrilho e Sua Bandinha
saudades de matão
saudades de ouro preto
saudades de pádua
última inspiração
+
Alventino Calvalcante
casamento bossa nova
Luizito
amor, porque me faz sofrer
+
Gilberto Alves
pelo telefone
saudades de tatuí
+
Paulinho e Seu Conjunto
samba de teleco-teco
lobo bobo
a felicidade
petite fleur
quem é
tom thumb's tune
+
Torres & Florencio
campo grande
cavalo zaino
moda da mula preta
pingo d'agua
+
Trio Surdina
rio de janeiro
bahia (na baixa do sapateiro)
aquarela do brasil
risque


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Juca Chaves, Moreira Da Silva, Mauro Celso, Os Araganos, Raul Gil, Trio Esperança - Compactos!

Na sequência da nossa 'dobradinha', alternando entre compactos e long plays, vamos até domingo nesse ritmo variado. Para a próxima semana estou programando uma mostra de rock. As vezes é preciso ir de um extremo ao outro para que as pessoas percebam que o Toque Musical é um blog eclético. Rola de tudo e para todos, com exceção apenas aos novos lançamentos comerciais e algumas coisas que nem ouvindo com outros olhos se pode levar fé. Axé! Salve, salve!
Temos para hoje mais uma boa leva de compactos. Procurei desta vez concentrar músicas e artistas com algo em comum, o humor e a descontração. Começamos pelo Juca Chaves e o seu tão aguardado "Lé com lé, cré com cré". Finalmente chegou a sua vez! Essa música é realmente muito legal e acredito que não tenha sido lançada em lp, somente em compacto. Seguimos com a malandragem do Moreira da Silva com seu grande sucesso "Morenguera contra 007" de Miguel Gustavo e "O analfabeto", música que eu não me lembro de tê-la visto e ouvido em algum de seus lps. Outra curiosidade é o Mauro Celso, lembram dele? Aquele do "Farofa-fá" e de alguns outros sucessos populares. Esta música não poderia faltar em nosso blog (para desespero do Walter Franco). Mais um interessante e raro, o conjunto vocal e instrumental do Rio Grande do Sul, que fez sucesso nos anos 60, Os Araganos. Especializados em temas do cancioneiro gaúcho. Aqui eles interpretam as divertidas "Pára Pedro" e "Mexericos de vovó". Tem que ouvir... Na mesma linha segue o Raul Gil, aquele apresentador de programas de calouros, do microfone dourado, também cantando o "Pára Pedro" e duas do Volta Seca, "Acorda Maria Bonita" e "Se eu soubesse". Encerramos com "A festa do Bolinha", sucesso nas vozes do Trio Esperança. Uma boa seleção musical, não é mesmo? Então, manda ver... e ouvir ;)

Juca Chaves
lé com lé, cré com cré
romina
+
Mauro Celso
farofa-fá
coceira
+
Moreira da Silva
morenguera contra 007
o analfabeto
+
Os Araganos
mexericos de vovó
pára pedro
+
Raul Gil
pára pedro
acorda maria bonita
se eu soubesse
+
Trio Esperança
a festa do bolinha
não me abandone (downtown)


sábado, 17 de outubro de 2009

Compactos De Cantoras II

Amigos cultos e ocultos, seguimos ainda no fim de semana com os compactos. Como eu havia mencionado, na próxima semana ainda teremos mais disquinhos, mas desta vez farei de maneira alternada, quer dizer, um dia Long Play, no outro Compacto, ok?
Bom, hoje, como se pode ver logo acima, teremos as cantoras: Brigite, Clara Nunes, Claudia e Marisa. Quatro grande vozes e intérpretes da música popular brasileira das décadas de 60 e 70.
Começamos por Irene Andrade, cujo o nome artístico era Brigite. Cantora pouco lembrada, dona de uma voz forte e impostada, ficou mais conhecida por participações na Jovem Guarda. Ela ganhou este nome pela semelhança com a atriz francesa Brigitte Bardot. Mas neste compacto, seu primeiro disco, não tem nada a ver com a turma do Roberto Carlos. Aqui ela canta "Viola Enluarada" de Marcos e Paulo Sergio Valle e "Nosso amor é bem melhor" de Léo e Gilberto Karan. Começou bem a moça, mas depois de alguns outros compactos na linha romântica, sumiu do mapa. É muito difícil achar informações sobre ela. Os discos, nem se fala...
A segunda cantora é Clara Nunes. Esta dispensa apresentações. Neste compacto duplo, lançado em 1968, ela ainda não era aquela intérprete do gênero que a consagrou. Aqui temos Clara cantando versões de temas famosos internacionais feitas por Geraldo Figueiredo. Das quatro faixas destaco "Sozinha" uma versão adaptada da Suite nº3 de Bach, muito bonita.
Seguindo, vamos com Cláudia num compacto de 1971 trazendo "Mudei de ideia", de Antonio Carlos e Jocafi. Do outro lado ela interpreta dos irmãos Valle, "Minha voz virá do sol da América", uma gravação que, me parece, não chegou a ser lançada em nenhum dos seus lps. Raridade!
Finalmente chegamos em Marisa, outra grande cantora em um dos seus melhores momentos. Neste disquinho ela canta o sucesso "Viagem" de João de Aquino e Paulo Cesar Pinheiro. Do outro lado vai "Samba do Estácio", composição de Cesar Costa Filho com Jair Amorim. Também muito bom! Vamos conferir?

Brigite
viola enluarada
nosso amor é bem melhor
+
Clara Nunes
mamãe
sozinha
o amor é azul
adeus a noite
+
Claudia
minha voz virá do sol da américa
mudei de ideia
+
Marisa
viagem
samba do estácio


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Compactos Independentes

Olá amigos cultos e ocultos! Dando sequência às nossas postagens de compactos, vamos hoje nas edições independentes. Seguindo a política do "lugar onde se escuta música com outros olhos" fiz aqui uma salada mista bastante curiosa. Não vamos levar em conta a qualidade artística dos trabalhos ou gostos pessoais. A ideia é mesmo ver e ouvir esses fonogramas com outros olhos. Tenho aqui quatro compactos distintos, com artistas que nada tem a ver um com outro em estilos ou gêneros, mas no conjunto formam uma curiosa experiência musical.
Inicio com um disquinho da Família Castro Teixeira, um grupo católico do Padre Nereu, sacerdote da diocese da cidade de Oliveira (MG). Trata-se de um trabalho bem amador, mas as músicas trazem uma mensagem fraternal bacana. Consta como destaque "Berimbau" de Vinícius e Baden Powell. Para que coleciona versões dessa música, como eu, esta é mais uma e rara!
Outro disco curioso é o Dilúvio. Composições de Danilo Horta na voz de Freddy, cantor da noite em Belo Horizonte nos anos 70. Danilo Horta, pelo que tudo indica tem um parentesco com o mago das cordas, Toninho Horta. Isto é bem evidente ao lermos a ficha técnica. Participam desta produção os músicos mineiros, Célio Balona, Geraldinho Lima, Fernando Boca, Laércio Villar, Nenem e (claro!) Toninho Horta. Não sei a data de lançamento deste compacto, mas imagino que seja do final dos anos 60. Coisa rara!
Temos também outro mineiro, o cantor, compositor e ator Maurício Tizumba em seu primeiro trabalho fonográfico. Imagino que nem ele tenha mais este disco. Bacaninha :)
Para finalizar, vamos com o 'peça rara' Thildo Gama. Este guitarista baiano, já apresentado aqui em um álbum solo, volta mais uma vez assombrando e ressuscitando seu maior trunfo, a amizade com Raul Seixas. Só mesmo embriagado ou muito louco... (amigos é pra essas coisas)

Família Castro Teixeira
balada da caridade
berimbau
canto da gente
folha de papel
vai amor
+
Danilo Horta
dilúvio
canção para gisele
joão pintor
+
Maurício Tizumba
lembrança do cativeiro
marasmo
+
Thildo Gama
raulzito e seus panteras
adeus oxum rainha
jegue da jamaica
merengue da galinha
tributo à bob marley


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Compactos De Festivais (1968, 70, 72)

Compactos de Festivais ou festival de compactos? É, pelo jeito teremos que prolongar por mais uma semana as postagens de compactos. Está 'bombando', como diz o outro... Acho que vou fazer o seguinte, na próxima semana, colocarei intercalado às postagens tradicionais, os disquinhos, ou então irei revezando. Vamos ver...
Hoje temos aqui três compactos de três diferentes festivais de música. Como podemos ver logo acima (ou logo a baixo), temos: o III Festival Internacional da Canção Popular de 1968 trazendo Cynara & Cybele cantando "Sabiá", de Chico Buarque e Tom Jobim, música vencedora, que levou o primeiro lugar da festa. Do outro lado temos o terceiro lugar, "Andança", de Danilo Caymmi, Paulinho Tapajós e Edmundo Souto, aqui cantanda por Danilo e Vânia (Santos Leal de Carvalho, irmã de Beth Carvalho). Segue com o III Festival Universitário da Música Brasileira, de 1970. Neste temos o MPB 4 com o samba, "Amigo é pra essas coisas" de Aldir Blanc e Sílvio da Silva Jr. Do outro lado segue o Gonzaguinha com sua música "Parada obrigatória para pensar". No terceiro compacto vamos ter o VII Festival Internacional da Canção, de 1972, aqui representados por Jorge Ben e seu "Fio Maravilha" e o MPB 4 com "Viva Zapátria", dos mineiros Sirlan e Murilo Antunes. Os disquinhos desta série não chegam a ser totalmente raridades, considerando que praticamente tudo dos antigos festivais pode ser encontrados na blogosfera, mas não deixam de ser uma boa e interessante opção. Vamos conferir? ;)

andança - danilo caymmi e vânia
sabiá - cynara e cybele
+
amigos é pra essas coisas - mpb 4
parada obrigatória para pensar - luiz gonzaga jr
+
fio maravilha - jorge ben
viva zapátria - mpb 4


quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Erasmo Carlos, Bob Lin, George Freedman, Os Caçulas, Os Vips - Compactos (1967 e 68)

Bom dia! Inicialmente eu gostaria de informar que algumas postagens antigas já foram reativadas, tais como Victor Jarra, e o português Fausto. No caso de encontrarem outros vencidos, basta avisar no Comentários ou pelo e-mail toquelinkmusical@gmail.com
Dando sequência em nossas postagens de compactos, temos para hoje cinco disquinhos da fase da Jovem Guarda. Como representante do Rei, temos o Erasmo Carlos de 1967 com seu sucesso "O caderninho". Do mesmo ano temos a dupla paulista Os Vips que traz como 'carro chefe' a balada romântica de Roberto Carlos, "Faça alguma coisa pelo nosso amor". Ainda deste mesmo ano segue o cantor das versões, George Freedman e o sucesso "Something stupid" na versão criada por Gileno (da dupla Lilian & Leno) , "Coisinha estúpida". De 1968, segue outro cantor de versões, o Bob Lin com "Daydream believer", aqui chamada de "Vivo Sonhado". Para finalizar, vem o melhor de todos, Os Caçulas. Este grupo vocal era ótimo e aqui neste compacto eles trazem duas músicas que eu gosto muito e fez parte do meu repertório de favoritos. Quem nunca ouviu "A chuva que cai" ou "A matinê"? Esta última então é uma delícia. Eu não entendo porque até hoje não foi regravada por algum conjunto ou artista. A letra ficou um pouco ultrapassada, mas mesmo assim ela ainda mantém uma sonoridade moderna e cola logo no ouvido. Taí a diversão desta quarta-feira. Confiram... ;)

Erasmo Carlos
estrelinha
o caderninho

Bob Lin
tristeza de broto
vivo sonhando
bonequinha (bônus)

George Freedman
coisinha estúpida
nossa infância

Os Caçulas
a matinê
chuva que cai

Os Vips
faça alguma coisa pelo nosso amor
volte benzinho


terça-feira, 13 de outubro de 2009

Alda Perdigão, Dorinha Freitas, Martha Mendonça - Compactos

Olá amigos cultos e ocultos! Realmente o tal do compacto faz um sucesso danado e dar o maior 'ibope'. Por isso, essa semana vai ser quente ;)
Para hoje trago três disquinhos bacana, com três cantoras que embora não tenham muito a ver uma com a outra, não deixam de ter em comum o fato de serem excelentes intépretes e de terem iniciado suas carreiras nos anos 50. Como podemos ver logo acima, aqui estão: Alda Perdigão, cantora paulista de grande potencia vocal, fez muito sucesso nos anos 50 não apenas pela presença e voz, mas por estar ligada ao 'cast' de emissoras de televisão, o que lhe garantia mais popularidade. Chegou a ter um programa exclusivamente dela, de 30 minutos, na TV Cultura de São Paulo. Dorinha Freitas é outra cantora paulista. Começou a carreira em 1956, meio que por acaso ao se inscrever, sem pretensões, em um programa de calouros na TV Tupi. Tirou o primeiro lugar, foi contratada pela emissora e logo em seguida lançou seu primeiro disco. Considerada uma das melhores vozes da era final do Rádio, gravou uma dezena de discos pela RGE, Continental e Copacabana. A terceira cantora é a mineira Martha Mendonça, que também estreou nos anos 50 pela Chantecler. Cantou em casas noturnas de São Paulo. Gravou vários discos e fez muito sucesso até fora do Brasil. Casou-se com o cantor Altemar Dutra e logo abandonou a carreira, se dedicando apenas à familia. Segue assim três estilos femininos diferentes, todas de grande talento. Confiram o toque...

Alda Perdigão
desespero
primeiro beijo

Dorinha Freitas
aqui neste mesmo lugar
descendo o morro
lamento
vento vadio
você é a saudade

Martha Mendonça
canção cigana
eu mesma


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Chico Buarque - Compactos (1967-68)

Bom dia das crianças, amigos cultos e ocultos! Já faz um tempinho que eu não promovo aqui uma semana temática. Resolvi então iniciar esta, não exatamente com um tema, mas dedicada à um tipo de disco muito comum nos anos 60 e 70, os compactos, aqueles disquinhos de 7 polegadas que traziam geralmente uma música de cada lado. Os compactos, ou 'single play' foram lançados no final dos anos 50 e era discos de 17 cm de diâmetro que tocavam em 45 rpm. No Brasil eles surgiram em 33 rpm e sua capacidade era a de até 5 minutos de cada lado. Esses disquinhos eram geralmente utilizados para difundirem as músicas de trabalho de um álbum. Era uma espécie de pré lançamento, um 'test drive' para sentir a aceitação do público. Em alguns casos eram como amostra grátis, mas no Brasil se tornaram também uma alternativa econômica para aqueles que se aventuravam no mundo fonográfico, artista em seu primeiro disco e coisas assim. A popularidade dos compactos no Brasil durou até o início dos anos 80, quando então vieram os chamados 'maxi single', discos de 12 polegadas, mudando todo o conceito e matando de vez os compactos. Mas quem, na faixa dos 40, nunca teve nas mãos (ou na vitrola) um compacto? Quem não se lembra pelo menos daqueles disquinhos coloridos de estórias infantis? Hoje, Dia da Crianças, bem que eu poderia ter iniciado com um daqueles, mas prefiro deixar os discos infantis para quem já é especialista, o Cantos & Encantos. Vou começar nossa mostra de compactos abrindo com chave de ouro e também em homenagem ao retorno do meu amigo Chris Rousseau, recém chegado do 'Velho Continente'. Para ele e também para todos vocês, estou postando dois compactos do Chico Buarque de Holanda, um de 67 e o outro de 68. Acho que não carece falar sobre o artista e suas músicas. Chico é figura notória e suas músicas também. Apenas complemento dizendo (ou escrevendo?) que os dois discos que temos aqui são mais que simples amostras de pré lançamentos. Temos o compacto simples de 1967 com a presença do MPB 4 em "Roda Viva". No de 68 o compacto é duplo, quer dizer, com duas músicas de cada lado, sendo a faixa "Sem Fantasia" com a participação da irmã, Cristina Buarque. Temos assim, seis músicas, quase um lp.

1967:
roda viva
até pensei

1968:
bom tempo
pedro pedreiro
sem fantasia
sonho de um carnaval


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Mercedes Sosa - La Negra En Familia

Buenos dias! É com um tremendo pesar que inicio hoje a semana. Ontem, como já é sabido, faleceu La Negra, a grande cantora argentina Mercedes Sosa. Sem dúvida, uma grande perda, não apenas para a música argentina, mas também para todo o povo latino americano. Em sinal do nosso agradecimento, estou postando aqui um registro da cantora em uma apresentação ao vivo com seu irmão Cacho, seu filho Fabian e seus sobrinhos Coqui e Claudio. Essas gravações eu fui buscar em um blog argentino chamado "Los que no se consiguen". A gravação nos traz 15 músicas e tem uma boa qualidade. Para tal, eu criei uma capa e contracapa, dando uma melhor identidade a este registro, que agora se faz histórico. Viva em nossos corações Mercedes Sosa!

si llega a ser tucumana
pescadores de mi rio
la soledad
serenatero de bombos
de fiesta en fiesta
la tucumanita
la plañidera
camino a quimili
zamba de los humildes
la estrella azul
zamba a monteros
el pais de las manzanas
el cosechero
puente de los suspiros
corazon vagabundo


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Brasil: A Century Of Song - Bossa Nova Era (1995)

Bom dia! No passo ligeiro, aqui vai o disco de hoje. Estou numa correria que só vendo... Tenho para hoje uma coletânea de gaveta, daquelas que ficam prontas para qualquer emergência. Um coletânea feita por gringos e a qual é chamada de bossa nova. Como se a música brasileira se resumisse a nisso. Mas a gente entende porque sabemos que a nossa música tem mesmo muita bossa. Uma música de personalidade mais que expressiva. O disquinho que apresento já é da geração cd, mas seu conteúdo oscila entre o antigo e o moderno, entre o Samba e Bossa Nova. Contudo, vale a pena ouví-lo, pois nele encontraremos coisas muito interessantes e até raras, que não se encontram fácil por aí. Esta é uma copilação feita por americanos (ou canadenses?) em parceria com uma produtora brasileira. Um autêntico disco feito pelo e para o mercado norteamericano. É bem possível que haja algum engano nos créditos das músicas, mas se tiver, eu vou deixar à cargo de vocês, especialistas. Podem comentar... Vejam (e ouçam) o que temos no disquinho:

a felicidade - joão gilberto
o orvalho vem caindo - j. t. meirelles e conjunto
só quero ver - beth carvalho
dindi - sylvia telles e rosinha de valença
desacato - antonio carlos & jocafi
ela desatinou - chico buarque
canto de ossanha - toquinho & vinícius
quando eu penso na bahia - elizeth cardoso e cyro monteiro
pedro pedreiro - quarteto em cy
aqui ó - toninho horta
oh what a sight - oscar castro neves & império serrano
berimbau/cuíca/cavaquinho/tristeza - edu lobo, sylvia telles, rosinha de valença, meirelles e +
pescador - baden powell
rapaz de bem - leila pinheiro
vrap - grupo beijo & coral da usp
rio - leny andrade


quinta-feira, 18 de junho de 2009

Mark Morawski (1961)

Olás! Estou fazendo desta quinta-feira o Dia do Independente, trazendo para vocês uma curiosidade. Embora eu tenha usado inicialmente as sextas-feiras para postagem de trabalhos de artistas independentes, não ficamos condicionados ao dia certo e nem todas as semanas poderemos ter um artista assim. Tenho listado pelo menos uns dez, que pretendo ir agendando de acordo com o clima da semana. Peço aos artistas que tenha paciência, todos serão atendidos :)
Desta vez eu quero mostrar para vocês este mais que obscuro disquinho, o qual eu acredito ser o primeiro independente lançado no Brasil. É claro que eu não me refiro aos discos com tiragem comercial. Desses, até onde eu sei, o primeiro foi o do Antonio Adolfo, salvo o engano. Todavia, aqui temos esta bolacha de 78 rpm, sem data e sem maiores informações além do que vem impresso no selo. Temos o artista, um ilustre desconhecido chamado Mark Morawski em suas duas composições e acompanhado de orquestra. No selo podemos ler que se trata de uma gravação particular. O retrato recortado nos ilustra a tal figura, coisa típica dos antigos discos de 78 rpm, igual aos da gravadora Toda América, lembram? Como outros discos de 78 rpm, este também não tem data impressa. Nós poderíamos até considerá-lo como sendo um disco das décadas de 40 ou 50. Tem todas as características, inclusive musical. Mas o que me levou a datá-lo com um disco de 1961 foi o seu estado de conservação quase novo, o fato de ser uma gravação particular e principalmente pela anotação feita a caneta onde se consegue decifrar "agosto 1961" (ou seria 65?). Por via de dúvidas e até que me provem o contrário, fica como está.
Falando um pouco mais sobre o cantor, percebe-se logo pelo nome (que não deve ser o artístico) que ele é estrangeiro. Isso fica claro ao ouvirmos sua voz. Eu diria que se trata de um judeu. Fazendo um 'pente fino' na rede, eu não achei absolutamente nada sobre este nome. Nosso Mark Morawski é um verdadeiro mistério. Mas a curiosidade não fica só aqui. É preciso ouvir a bolacha para ver (não é atoa que o lema do Toque Musical é o de ouvir a música com outros olhos). De um lado temos "Amor de mãe", um tango enaltecendo o amor verdadeiro com sendo apenas o de mãe. O mundo nessa época, para o autor, já estava perdido. A salvação é só o amor da mamãe. Este tango, para mim, é 'sui generis', nunca ouvi nada igual. Do outro lado temos "Zuleika", um fox mais condizente com o tema romântico apresentado. Nem por isso menos curioso que o primeiro. Depois de ouví-lo umas duas ou três vezes não há como esquecer as melodias e mesmo sem querer balbuciar alguns de seus versinhos. Divertido... :) Gostaria dos comentários de vocês.

amor de mãe
zuleika


quarta-feira, 3 de junho de 2009

Os Sambas Que João Gilberto Ama (2009)

Bom dia! Começando a quarta feira com muito pique, fui logo preparando esta coletânea, mais que especial, para fazer valer o dia. Esta seleção musical a qual eu denominei "Os Sambas que João Gilberto Amam" foi inspirada numa outra que saiu no 'mercado paralelo' do japonês no ano passado, reunindo uma série de sambas antigos, clássicos que o nosso querido João Gilberto sempre incluiu em seu repertório. Os arquivos me foram enviados pelo Chris Rousseau e agora, depois de preparar uma capinha com sabor tropical, apresento montado um álbum que foi sem nunca ter sido. Como vocês podem observar logo a baixo, trata-se de uma coletânea com gravações originais e algumas, inclusive, muito raras.
Só mesmo através de coletâneas como esta podemos hoje em dia ter acesso às velhas bolachas de 78 rpm. Gravadoras como RCA, Odeon e Copacabana sempre se preocuparam em relançar seus antigos sucessos na época de ouro do vinil. Com a chegada do cd as preocupações se concentraram no máximo aos 'Long Plays', em especial àqueles que tiveram boa vendagem. Foi mais por iniciativas isoladas, como as dos selos Revivendo e Moto Discos, que viemos a ter contato com pérolas esquecidas no fundo do mar. As questões de direito de publicação, exclusividades e contratos tiranos foram o grande empecilho para que uma seleção como esta pudesse vir a público. Viva hoje a liberdade conquistada na anarquia! Salve os novos tempos e a tecnologia que nos permitiu ter acesso ao que achávamos já ter perdido, a nossa memória fonográfica e musical. Por favor, não me venham falar de direito autoral baseado em estruturas comerciais fracassadas. Ponha o cifrão de lado e use o bom senso. Nem tudo que tem valor se adquire através do dinheiro. A riqueza cultural não pode ser vendida. Ela é naturalmente do povo, feita para o povo e pelo povo. É preciso separar o joio do trigo...

aquarela do brasil - francisco alves
no tabuleiro da baiana - luiz barbosa e carmem miranda
morena boca de ouro - silvo caldas
da cor do pecado - silvo caldas
a primeira vez - orland silva
aos pés da cruz - orlando silva
samba da minha terra - band da lua
acontece que eu sou baiano - anjos do inferno
rosa morena - anjos do inferno
doralice - anjos do inferno
sem compromisso - anjos do inferno
bolinha de papel - anjos do inferno
pra que discutir com madame - janet de almeida
eu sambo mesmo - anjos do inferno
de conversa em conversa - isaura garcia e os namorados da lua
tintim por tintim - os cariocas
adeus america - os cariocas
eu quero um samba - os namorados da lua
quando você recordar - garotos da lua
amar é bom - garotos da lua
duas contas - trio surdina
outra vez - dick farney
você esteve com meu bem - marisa
quando ela sai - joão gilberto
meia luz - joão gilberto


domingo, 31 de maio de 2009

Caco Velho - Coletânea Toque Musical - 78 RPM (2009)

Como e havia prometido e também no sentido de completar o que seria somente a postagem de ontem, aqui estamos novamente com o fabuloso Caco Velho. Os arquivos deste "disco" que eu montei, com direito a capinha (gostaram?), me foram enviados pelo amigo culto (e as vezes oculto) Tales. Pelo que ele me informou e também pelas minhas consultas às fontes históricas musicais, estes arquivos nos trazem alguns dos primeiros registros de Caco Velho em discos de 78 rpm. Há também gravações com outros artistas interpretando composições do "sambista infernal".
Nesta semana nós não tivemos o dia do artista independente, devido a uma falha minha de não preparar antecipadamente alguma coisa relacionada ao tema do samba. Cheguei até a fazer contato de última hora com uns artistas independentes, mas eles não me responderam. Suponho que já estejam bem divulgados em outro blog. Além do mais, nesta troca de figurinhas, o Toque Musical tem ficado só com as repetidas. Espero que para os próximos haja uma contrapartida, uma pequena divulgação do blog nos sites do independentes. É justo, não? Contudo, para a próxima semana, ainda no ritmo do samba, vou trazer quem realmente precisa de uma força. Aqui é assim, uns sambam e outros dançam... :)

carreteiro - trio de ouro
a vida é uma mentira - aracy de almeida
samba russo - caco velho
mania da rita - caco velho
é mania - caco velho
preto alinhado - caco velho
porto rico - caco velho
barriga vazia - caco velho
por um beijo teu - caco velho
nêga mentirosa - caco velho
nêga - caco velho
minha candidatura - caco velho
viva o rio - caco velho


sábado, 30 de maio de 2009

Caco Velho - Coletânea Toque Musical (2009)

Aqui estou eu neste sábado maravilhoso, trazendo para vocês um presente muito especial. Uma coletânea do sambista Caco Velho. Um nome pouco lembrado hoje em dia, mas sem dúvida, um artista genial. Gaúcho de Porto Alegre, começou a carreira nos anos 30, na Rádio Gaúcha como 'crooner' e pandeirista do Regional de Piratini. Também tocava piano, bateria e contrabaixo. Seu nome era Mateus Nunes. O apelido ou nome artístico Caco Velho vem da canção de Ary Barroso, esta era a música que ele mais gostava de cantar. Daí veio o epíteto nominal. Ele também trabalhou no cinema, em musicais de carnaval da Atlantida. Esteve por um tempo na Europa excursionando como cantor da Orquestra de Georges Henri. De volta ao Brasil, abriu uma casa de shows, a "Derval Bar" e depois outra, a "Brazilian's Bar onde se apresentava com seu conjunto. Seguiu depois para os 'States' onde também fez apresentações. Depois foi para Portugal onde foi atração musical em rádio e televisão. A cantora portuguesa Amália Rodrigues chegou a gravar duas de suas músicas (esqueci de comentar que ele também era compositor hehe...)
A coletânea que tenho para vocês, na verdade trata-se de uma discografia incompleta, mas essencialmente básica. Tenho aqui um 3 em 1. Quer dizer, três álbuns importantes da carreira desse artista, reunidos por mim e graças à colaboração de alguns amigos cultos. São eles os seguintes discos: O compacto duplo lançado pela Copacabana em 1956, "A Voz do Sangue", "Vida Noturna Nº1" de 1957 e aquele que deveria ser um dos 300, o delicioso "Comendador da Bossa Nova", lançado em 1963. Tenho certeza que vocês irão gostar. E já prometendo para amanhã, tenho mais uma dose de Caco Velho. Aguardem... ;)

*A Voz do Sangue
a voz do sangue
chaufeur de lotação
raça
tem que ter mulata
*Vida Noturna Nº 1
botina estranha
não consigo entender
adoro a dora
silêncio
minueto
me diga teu nome
caco velho
nêga
minha candidatura
mulher infernal
se acaso você chegasse
vegeto sem mulher
*O Comendador da Bossa Nova
onde está
a cuíca está roncando
meu fraco é mulher
não faça hora comigo
maria cândida
parei na jogada
o pato
não quero intruso no meu samba
uma crioula
samba do meu tio
tonalidade original
samba de uma nota só


sexta-feira, 22 de maio de 2009

Christophe Rousseau - Na Casa Do Músico (2009)

Bonjour! Hoje meu dia vai ser foda! Daí, serei ainda mais vespertino, agilizando para não ficar no atraso. Tenho uma boa surpresa, que preparei ao longo da semana.
Apresento a vocês o franco-uruguaio-carioca, Christophe Rousseau, um artista independente que vive entre o Brasil e a Europa. Ele passa seis meses na França, tocando em diversos lugares e nos outros seis ele está no Rio. Chris é uma figura conhecida do blog. Foi através dele que o Toque Musical lançou as polêmicas fitas de João Gilberto na casa de Chico Pereira. Desta vez ele volta às nossas postagens, mas como um artista, o elemento principal.
Há pouco mais de um mês ele me mostrou essas gravações despretensiosas que fez no Estúdio Casa do Músico, em São Gonçalo, Rio. De maneira bem intimista ele toca violão e canta, demonstrando muito bom gosto e qualidade. As gravações não foram feitas com a intenção de irem a público, percebe-se logo que são apenas ensaios. Mesmo assim ficou muito legal e eu insisti em apresenta-lo como se fosse um álbum de verdade. Criei a capinha com a arte em anexo, como qualquer outro álbum. Espero que vocês gostem do resultado e caso alguém tenha interesse em contratar o Christophe, o contato segue na embalagem. Pode chamar que vai ser show ;)

joão e maria
la javanaise
sorry seems to be the hardest world
l'écran noir de mes nuits blanches
j'ai rendez-vouz avec vous
dansez sur moi
les petits pavés
l'orage
the man i love
il faut tourner la page
dans mon ile
jeanne la française
le sud
ne me quittes pas
les moulins de mon coeur
nature boy
muito a vontade
bebê
c'était pour jouer
carinhoso


domingo, 3 de maio de 2009

Brasil - França (2008)

Eis aqui uma seleção musical interessante que ficou na gaveta. Esta me foi passada pelo meu amigo 'franco-uruguaio-brasileiro', Christophe Rousseau, que nessa altura deve estar lá na França, tocando e cantando para os compatriotas. Aliás, aproveitando o ensejo, eu estou preparando uma boa amostra do talento desse cara para mostrar no Toque Musical. Tenho certeza que vocês irão gostar. Ele canta e toca que é uma beleza :)
Brasil-França é uma coletânea especial. Não tenho certeza, mas acho que chegou a ser lançada em 2005, nas 'Saisons Culturelles' (Temporadas Culturais) - manifestações do Governo da França organizadas pela Associação Francesa para a Ação Artística do Ministério das Relações Exteriores francês - ano em que o Brasil foi o convidado.
Temos reunidos neste "disco" diversos artistas internacionais, pinçados daqui e dali, cantando em francês a música popular brasileira. Há também outras que não são exatamente brasileiras, mas que tem relação com o Brasil. Temos até a Elis Regina cantando "Récit de Cassard" - do filme "Les parapluies de Cherbourg" e do disco de 69 "Como & Porque". E também "Noites Dos Mascarados" em francês com George Moustaki. Vale a pena ouvir esta coletânea, pois há muita coisa bacana e difícil de encontrar por aí. Toque este toque... 'et ont un bon dimanche!'

tico tico no fubá - dalila
la chupeta - maurice chevalier
fais comme l'oiseau - michel fugain
fio maravilha - nicoletta
les eaux de mars - george moustaki
bip bip - joe dassin
récit de cassard - eleis regina
qui c'est celui-là - pierre vassilu
noite dos mascarados - elis et george moustaki
balancê - george moustaki
brésilein - claude nougaro
samba saravah - pierre barouh
portugal - george moustaki
tu verras - claude nougaro


terça-feira, 31 de março de 2009

João Gilberto - Aos Vivos (2009)

Bom dia a todos! Hoje não chove lá fora, pelo menos por enquanto... e aqui dentro o sol já raiou :) Ontem na introdução, ao comentar sobre meu desejo de postar um 'bootleg' do João Gilberto, esperava que alguns se manifestassem desejosos de ouvir o que tenho aqui para mostrar. Para meu espanto, ninguém se tocou. Ninguém fez referência ou teve a curiosidade de saber. Fiquei pensando em todas as possíveis razões, mas preferi acreditar no impacto do disco do Tito Madi. Talvez tenha sido este o motivo. Uma imagem reluzente tem mais poder do que as palavras. Todos se centram no Tito Madi, daí quem não conhecia, 'entrou de sola' e quem já conhecia, não quis 'meia sola'. Me refiro ao fato de que esse disco já havia sido postado anteriormente em outros blogs. Quem já o havia baixado achou que era a mesma coisa, mas não é não!
Bom, deixemos isso prá lá... vem prá cá. Mesmo sem manifestação de interesse, sei que a grande maioria adora o João Gilberto (inclusive eu!). Por isso, não vou deixar que essa conversa passe 'no batido', mas sim na batida... no toque do Midas, o grande João Gilberto!
Desta vez temos uma coletânea, reunido momentos de apresentações ao vivo feitas pelo João em épocas e lugares distintos. Essas gravações, autênticos 'bootlegs', foram selecionadas e trabalhadas pelo meu amigo Christophe Rousseau e na parceria eu criei a capinha (gostaram?).
Temos 14 momentos do artista em apresentações que se iniciam em Recife, seguindo depois para outros lugares que não foi possível identificar e nem saber a data. Há também registros de encontro com o Astrud e o saxofonista americano Stan Getz, certamente feito nos 'States'. Eu acredito que algumas coisas aqui nunca chegaram a ser gravadas oficialmente por Ele. As gravações estão em muito boa qualidade e tratadas pelo Chris ficaram ainda melhor.
Sem dúvida, ouvir João Gilberto ao vivo é outra coisa. Seu carisma se faz presente apenas ao ouví-lo e ao vivo fica inda mais evidente essa sensação. Minha intenção ao fazer esta postagem foi mais uma vez a de demonstrar o quanto Ele é importante para mim, para você e para todos os que estão vivos.

aos pés da cruz
as três da manhã
ave maria do morro
hino nacional brasileiro
farolito
odete
lealdade
foi a noite
solidão
recife, cidade lendária
você esteve com meu bem
corcovado (astrud e stan getz)
você e eu (astrud e stan getz)
garota de ipanema (astrud e stangetz)
brazil com s (bônus)


quarta-feira, 4 de março de 2009

Os Garotos Da Lua - Sete Toques Musicais Com João Gilberto (2010) REPOST

Mais um bom dia para vocês! Continuo na matinal, pois meu tempo anda muito curto (e grosso). A sorte é que eu já tinha algumas coisas já preparadas e ainda conto com os meus famosos 'arquivos de gaveta' para casos de emergência, hehehe...
Hoje, temos de volta a genialidade do mestre João. Estou trazendo para vocês esta coletânea, que eu mesmo fiz, dos Garotos da Lua e João Gilberto. Estão reunidas as gravações do grupo com João Gilberto, lançadas originalmente em discos de 78 rpm. Esses discos não são novidades na 'blogosfera', já foram postados em diversos outros blogs e até nos 'orkuts da vida'. Porém, modéstia à parte, aqui eles receberam um tratamento especial, com capinhas e um som restaurado pelo meu amigo Christopher Rousseau. De quebra, ainda incluí como bônus, os dois solos de João gravados em 1958 e 59. Taí um pacotinho de primeira.
Deixo as considerações e complementos para vocês no Comentários. Por aqui eu paro porque já estou passando da minha hora. O tempo urge e a caravana passa...

recruta biruta (antonio almeida e nassar) - 1950
bateria sentido (erasmo silva) - 1950
anjo cruel (wilson batista e alberto rego) - 1951
sem ela (raul marques e betinho) - 1951
não diga não (tito madi) - 1956
amar é bom (zé ketti e jorge abdala) - 1951
quando você recordar (valter souza e milton silva) - 1951
Bônus JG 1958-59
bim bom
chega de saudade
a felicidade
o nosso amor


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Joao, Tom, Vinicius & Os Cariocas - Um Encontro No Au Bon Gourmet (1962) REPOST

E o Carnaval passou... Agora, para curar a ressaca só tomando outra dose. Mas desta vez a panacéia curativa vai ser outra. Cheguei a conclusão que tratamentos homeopáticos nesses casos não resolvem, principalmente depois que o organismo acostuma. Tem mesmo que ser diário! Para os bons entendedores esta introdução tem múltiplos sentidos.
Hoje eu vou fazer diferente, repostando uma gravação que todos já conhecem, "Um encontro no Au Bon Gourmet". Trata-se de um show, duas noites no restaurante Au Bon Gourmet, no Rio, onde se encontraram as ilustres figuras de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, João Gilberto e o grupo Os Cariocas. Realmente um encontro e tanto, que ainda contou com a presença na 'cozinha' de Milton Banana na bateria e Otávio Bailly no contra-baixo. Sob a direção musical de Aloysio de Oliveira, o show foi uma espécie de batismo, a primeira apresentação em público de canções que em pouco tempo se tornariam clássicos da nossa MPB. Este é mais um daqueles históricos registros do começo da Bossa Nova que foi apresentado primeiramente no Loronix. Logo em seguida eu também o publiquei aqui no Toque Musical, criando inclusive uma capinha para ele. Agora eu o trago de volta neste 'repost', incluindo o registro da primeira noite (remixada pelo Chris. Merci!) que nas versões anteriores não estava presente. Na verdade não há muitas diferenças entre as duas noites de show. A qualidade do som é até mais precária na primeira apresentação, contudo não deixa de ser um documento sonoro curioso e interessante. Temos assim o registro completo daquela apresentação histórica de 1962...

01. Só Danço Samba (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes)
Os Cariocas
02. Samba de uma Nota Só (Antonio C. Jobim/Newton Mendonça)
Tom Jobim & Os Cariocas
03. Corcovado (Antonio Carlos Jobim)
João Gilberto & Os Cariocas
04. Samba da Bênção (Baden Powell/Vinicius de Moraes)
Vinicius de Moraes
05. Amor em Paz (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes)
João Gilberto & Os Cariocas
06. Bossa Nova e Bossa Velha (Miguel Gustavo)
Os Cariocas
07. Samba do Avião (Antonio Carlos Jobim)
Tom Jobim & Os Cariocas
08. O Astronauta (Baden Powell/Vinicius de Moraes)
Vinicius de Moraes & Os Cariocas
09. Samba da Minha Terra (Dorival Caymmi)
João Gilberto
10. Insensatez (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes)
João Gilberto
11. Garota de Ipanema (Antonio C. Jobim/V. de Moraes)
João, Tom & Vinicius
12. Devagar com a louça (Haroldo Barbosa/Luiz Reis)
Os Cariocas
13. Só Danço Samba (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes)
João Gilberto & Os Cariocas
14. Garota de Ipanema /Só Danço Samba / Se Todos Fossem Iguais a Você (Jobim/Vinicius) Todos juntos
.
* o repertório das duas noites é exatamente o mesmo, apenas com ligeiras diferenças e uma música a mais.


domingo, 1 de fevereiro de 2009

Arena Conta Zumbi (1965)

Interessante... Em pouco mais de uma semana, três pessoas, em situações totalmente distintas, me perguntaram se eu teria no blog o disco Arena conta Zumbi. Eu tinha certo de que já o havia postado, não sei porque razão. Depois me lembrei de outras encarnações e tudo ficou claro. Realmente, eu ainda não o apresentei aqui no Toque Musical. Portanto, hoje vamos a ele :)
"Arena conta Zumbi" é uma peça teatral de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, com música composta por Edú Lôbo. O musical, um marco na trajetória do Teatro de Arena, estreou neste saudoso e emblemático teatro de São Paulo, no dia 1 de maio de 1965. A direção musical foi de Carlos Castilho que também participa tocando violão e a direção geral de Augusto Boal. No elenco, entre outros haviam o Guarnieri, Lima Duarte, Dina Sfat e Marília Medalha.
O texto da peça é baseado no romance de João Felício dos Santos e conta a história do Quilombo dos Palmares e da vinda de Zambi para o Brasil num barco negreiro. Porém, a adaptação de Boal e Guarnieri refletia a realidade do momento, o contexto social, cultural e principalmente político do país naqueles anos. Como exemplo, temos incluído um discurso do General Castelo Branco que na peça é fala do personagem, o governador Dom Ayres.
Esta peça teve várias montagens, não apenas no Brasil, mas também na Argentina, Uruguai, França e América.
Apesar de existir pausa entre falas e músicas no disco, eu achei por bem não separá-las, mantendo inteiros os lados A e B.


sábado, 31 de janeiro de 2009

Basf - 50 Anos De Memória Brasileira 1934-84 (1984)

Comemorando os 50 anos da fita de gravação no Brasil, a BASF em 1984 brindou à um limitado público com esta antologia sobre "50 Anos de Memória Brasileira". O trabalho, obviamente, foi apresentado em fita cassete (lembram dela?). Nele, uma equipe de pesquisadores, coordenada por Maurício Quadrio, procurou reunir todos os fonogramas e registros possíveis sobre nossa história recente. Esta fita é bem ao estilo do lp Nosso Tempo. Há inclusive uma série de fotogramas que são os mesmo do disco. Mesmo assim, não deixa de ser um trabalho valioso que merece estar disponível para todos.


terça-feira, 27 de janeiro de 2009

As 20 Melhores Para Vizinho Chato (2007)

Todo mundo, alguma vez na vida, já teve problemas com o vizinho. Principalmente quem mora em apartamento. É mesmo de lascar essa relação comunitária que separa a gente do outro apenas por uma simples e fina parede de tijolos. Fica difícil manter mais afrouxada a nossa privacidade. Qualquer barulhinho pode ser ouvido pelo vizinho. Seus atos, seus passos, suas idas e vindas... são sempre acompanhados por 'olhos mágicos' e cameras de segurança. Nesses meus tempos vivendo em apartamento descobri que o vizinho chato é aquele que se acha o dono do pedaço, como se os outros moradores fossem seus inquilinos. Vigia, fofoca e trama. Felizmente, aqui para os meus lados isso já acabou. Mas sei que é um desgosto dos mais comuns e todo mundo tem alguma estória dessas pra contar.
Mas eis que surgi uma nova técnica para enfrentar seus vizinhos chatos. Agora você vai poder vencê-los pelo cansaço. Com este curioso disquinho (faça o seu) você vai poder se vingar não apenas da Candinha, mas também daquela turminha da república que mora ai do lado e não deixou você dormir a noite passada com aquela festa infernal. Taí a sua chance de vingança. Aumete o volume, aperte o play, configure para tocar e repetir todas e saía para dar um passeio. Só volte se o síndico ligar pedindo "pelo amor de Deus" para você parar. Tenho certeza que depois dessas, a turma aí no prédio vai ficar 'pianinho'. Divirtam-se...