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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Moreira Da Silva - Seleção 78 RPM Do Toque Musical - Vol. 71 (2013)

Continuando sua vitoriosa trajetória, o Grand Record Brazil chega a sua edição número 71, desta vez homenageando o eterno e festejado rei do samba de breque: Moreira da Silva!
Batizado como Antônio Moreira da Silva, nosso biografado nasceu, e isso não é nenhuma mentira, no dia primeiro de abril de 1902, no bairro carioca da Tijuca, tendo sido criado no morro do Salgueiro. Era o filho mais velho de Bernardino de Sousa Paranhos, trombonista da Polícia Militar, e Pauladina de Assis Moreira (sim, o nome dela era Pauladina mesmo!). Moreira tinha 11 anos quando teve a infelicidade de perder seu pai, o que o obrigou a abandonar precocemente a escola para ingressar no mercado de trabalho. Foi empregado de fábricas de cigarros e tecelagens, e também motorista de praça (comprou um táxi aos 19 anos) e de ambulância, tendo-se casado em 1928. Ao mesmo tempo, freqüentava rodas de malandros e boêmios.
Em 1932, Moreira lança seu primeiro disco, na Odeon, interpretando dois pontos der macumba de Getúlio “Amor” Marinho: “Ererê” e “Rei de umbanda”. Mais tarde, obtém seu primeiro grande sucesso, na Columbia, com o samba “Arrasta a sandália”, uma das músicas mais cantadas no carnaval de 1933. Outros sucessos, além dos presentes nesta edição do GRB: “Implorar”, “Jogo proibido”, “Na subida do morro”, “Amigo urso”, “Doutor em futebol”, “É batucada”, “O rei do gatilho” (com o qual ganhou o apelido de Kid Morenguera), “O último dos moicanos”, “Os intocáveis” (inspirado no seriado americano de TV de mesmo nome), “Morenguera contra 007”, “O sequestro de Ringo”, “Supermorenguera” (que gravou em dupla com Cyro Aguiar), etc. Seu último trabalho em disco, lançado em 1995, foi o CD “Os três malandros in concert”, gravado juntamente com Bezerra da Silva e Dicró, uma brincadeira com os “três tenores”, Luciano Pavarotti, José Carreras e Plácido Domingo.
Segundo os que conheceram o grande Morenguera, sua imagem de malandro e boêmio não passava de um tipo, um personagem. Era um cidadão exemplar, de vida regrada, não bebia, não fumava, e sempre cumpriu à risca seus deveres, em uma trajetória de vida longa e repleta de acontecimentos surpreendentes. Primeiramente como seresteiro, depois como um autêntico mestre do samba de breque, tornou-se um verdadeiro mito, uma autêntica unanimidade na história da música popular brasileira. Moreira da Silva faleceu no dia 6 de junho de 2000, em seu Rio de Janeiro natal, vítima de falência múltipla de órgãos.
Para esta edição do GRB, foram pinçadas treze faixas de excelente qualidade, uma seleção que agradará a todos aqueles que conhecem o trabalho do grande Morenguera e vai permitir os que não conhecem de desfrutar um pouco de seu trabalho. Para começar, temos “Esta noite eu tive um sonho”, que o próprio Moreira assina com Wilson Batista, gravação Victor lançada em junho de 1941, disco 34754-A. Mostra como um alemão é enganado no jogo de chapinha, no qual se usavam três tampinhas de cerveja, com um miolo de pão dentro de uma delas. “Antes porém” leva a assinatura de Djalma Mafra e Cyro Monteiro, e saiu pela Odeon em junho de 1943, com o número 12315-A. “Acertei no milhar” é um clássico indiscutível, assinado por Geraldo Pereira e Wilson Batista, tendo sido editado pela mesma Odeon em agosto de 1940 sob número 11883-B. Teve regravações pelo próprio Moreira e por Jorge Veiga, entre outros. “Olha a cara dela” é uma marchinha do Morenguera em parceria com Geraldo Pereira, e saiu pela Victor bem em cima do carnaval de 1941, em fevereiro, sob n.o 34717-A. Ismael Silva e José de Almeida assinam “Maestro, toque aquela”, editado pela Odeon em dezembro de 1943, visando evidentemente o carnaval de 44, sob n.o 12390-B. Desse disco também foi escalado o lado A, “Samba pro concurso” (faixa 10 de nossa seleção), outra parceria do Morenguera com Geraldo Pereira. “Com açúcar”, a faixa 6, é também do Moreira, em parceria com Darcy de Oliveira, e saiu pela Victor em dezembro de 1940 para o carnaval de 41, com o número 34686-B. “O que tem Iaiá”, de Getúlio “Amor” Marinho e Antonico do Samba, é de 1937, lançado pela Columbia sob n.o 8249-B. “Amor” também assina sozinho “Na Favela”, lançado pela Odeon em 1932 com o número 10896-A. Em seguida temos o lado B, “Eu sou é bamba”, do mesmíssimo autor. “Nicolau” é de João da Baiana e Ari Monteiro, e saiu pela Odeon bem em cima do carnaval de 1942, em fevereiro, com o n.o 12107-A. Para finalizar, dois sambas de Geraldo Pereira em parceria com o próprio Morenguera, gravados na Odeon: “Lembranças da Bahia”, parceria com o próprio Morenguera, editado em agosto de 1942 com o n.o 12186-A, e “Voz do morro”, lançado para o carnaval de 1943, em janeiro, sob n.o 12252-B. Uma homenagem à altura que o GRB presta ao eterno Moreira da Silva, que foi, é e sempre será “o tal”!

* Texto de SAMUEL MACHADO FILHO 


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Vários Cantores - Seleção 78 RPM Do Toque Musical - Vol. 41 (2012)

E chegamos à quadragésima-primeira edição do meu, do seu, do nosso Grand Record Brazil. Desta vez, apresentamos uma seleção de sambas, do acervo do blog Coisa da Antiga (http://coisadaantiga.blogspot.com.br), pertencente ao grande Ary do Baralho, dono de um autêntico tesouro do gênero, cheio de raridades absolutas. A você, Ary, os nossos mais sinceros agradecimentos. 
Esta seleção, com doze preciosas gravações, dá bem uma ideia do que o Ary tem no Coisa da Antiga, autênticas joias do samba. E começamos com o carioca Moreira da Silva (1902-2000), o eterno rei do samba de breque, de vida (98 anos) e carreira lôngevas. O eterno Kid Morenguera se faz presente através do disco Columbia 22165, lançado em dezembro de 1932, com vistas ao carnaval de 33. A faixa de abertura, matriz 381362, apresenta este que foi o primeiro grande sucesso do Moreira: “Arrasta a sandália”, de Aurélio Gomes e Osvaldo Vasques, este último conhecido como Baiaco (Rio de Janeiro, c.1913-idem, c.1935), ritmista e um dos fundadores da primeira escola de samba, a Deixa Falar, no bairro carioca do Estácio. Entoado num esquema pergunta-resposta típico do partido alto, caiu no agrado popular e tornou-se um clássico. No verso, matriz 381363, outra composição do Baiaco, agora em parceria com Ventura: “Vejo lágrimas”.O acompanhmento neste disco é do grupo Gente do Morro, liderado por Benedito Lacerda, com sua flauta inconfundível. 
Patrício Teixeira (1893-1972) era também carioca, da Rua Senador Eusébio, no coração da lendária Praça Onze, autêntico reduto de sambistas e boêmios, e onde aconteciam os desfiles da escolas de samba cariocas até sua demolição, para dar lugar à Avenida Presidente Vargas. Cantor e violonista, também foi professor de violão, e entre suas alunas mais famosas estão Linda Batista, Aurora Miranda e as irmãs Danusa e Nara Leão. Dele apresentamos, inicialmente, outra composição de Osvaldo “Baiaco” Vasques, em parceria com o grande flautista Benedito Lacerda: “Tenho uma nêga”, gravação Victor de 14 de novembro de 1932, lançada em dezembro seguinte com o número 33600-B, matriz 65535, também para a folia de 1933. Em seguida, de Max Bulhões e Mílton de Oliveira, outro samba bastante conhecido: “Sabiá-laranjeira” (“ouvi teu cantar bem perto”...), de Max Bulhões e Mílton de Oliveira,  gravação Victor de 13 de maio de 1937, lançada em agosto seguinte com o número 34137-B, matriz 80404. Apesar de ser o outro lado do clássico “Não tenho lágrimas”, dos mesmos autores, este “Sabiá” também fez sucesso, e ambas as músicas seriam bastante cantadas no carnaval de 1938.
No disco seguinte, o Columbia 22238, de 1933, mais uma vez Osvaldo Vasques, o Baiaco, se faz presente, com dois sambas interpretados em dueto por Léo Vilar (futuro líder do conjunto vocal Anjos do Inferno) e Arnaldo Amaral (que também foi galã de cinema): de um lado, matriz 381527, “Rindo e chorando”, parceria de Baiaco com Bucy Moreira (1909-1982), neto da Tia Ciata, em cuja residência aconteciam rodas de samba na qual se reuniam autênticos bambas da MPB no início do século XX, como Pixinguinha, Donga e João da Baiana. Bucy também fundou uma escola de samba de nome pitoresco: Vê se Pode! No verso, matriz 381526, “Se passar da hora”, em que Baiaco tem a parceria de Boaventura dos Santos. 
Relembramos depois o grande Ciro Monteiro (1913-1973), o “cantor das mil e uma fãs”, também conhecido como “Formigão”, sem dúvida um dos maiores expoentes de nosso samba, com uma carreira repleta de sucessos. Ele comparece aqui com dois sambas de Djalma Mafra (Rio de Janeiro, c.1900-idem, 1974), gravados na Victor: “Obrigação”, parceria de Djalma com Alcides Rosa, registrado em 3 de maio de 1945 e lançado em julho seguinte sob n.o 80-0294-B, matriz S-078163, e “Oh seu Djalma”, parceria de Mafra com Raul Marques (1913-1991), gravado em 13 de outubro de 1943 e lançado em dezembro seguinte com o n.o 80-0138-A, matriz S-052856.
Apresentamos em seguida duas composições de Geraldo Pereira (Juiz de Fora, MG, 1918-Rio de Janeiro, 1955), responsável por clássicos como “Falsa baiana”, “Sem compromisso”, “Escurinha” e “Escurinho”, interpretadas por Roberto Paiva (pseudônimo de Helim Silveira Neves). Primeiro, “Se você sair chorando”, de Geraldo com Nélson Teixeira, gravação Odeon de 26 de setembro de 1939, lançada em novembro seguinte com o n.o 11788-B, matriz 6206, visando ao carnaval de 1940. Depois Roberto canta “Tenha santa paciência”, parceria de Geraldo com Augusto Garcez, em gravação Victor de 6 de março de 1942, lançada em maio seguinte, disco 34923-A, matriz S-052489.
Para encerrar, o notável Otávio Henrique de Oliveira, aliás, Blecaute (Espírito Santo do Pinhal, SP, 1919-Rio de Janeiro, 1963), detentor de inúmeros êxitos no meio de ano e no carnaval (quem nunca cantou “Maria Candelária”, “General da banda”, “Papai Adão”, “Pedreiro Valdemar” e tantas outras?), e que recebeu esse apelido do Capitão Furtado (Ariowaldo Pires), por causa dos blecautes (apagões) que havia em toda a orla marítima do Brasil na época da Segunda Guerra Mundial durante a noite, a fim de evitar ataques inimigos. Blecaute aqui comparece com dois clássicos de Geraldo Pereira, gravados na Continental: Primeiro o delicioso “Chegou a bonitona”, de Geraldo com José Batista, gravado em 11 de agosto de 1948, com lançamento entre outubro e dezembro do mesmo ano, disco 15954-A, matriz 1922. Depois outro clássico do Geraldo Pereira, agora em parceria com Arnaldo Passos, o famoso “Que samba bom”, lançado em janeiro de 1949 para o carnaval daquele ano com o número 15981-B, matriz 2002. Um fecho realmente de ouro para esta sambística seleção do GRB, para enriquecer os acervos de muitos amigos cultos, ocultos e associados. E olha: pretendemos aproveitar muito mais coisas do blog Coisa da Antiga, pois o Ary do Baralho tem bastante coisa boa nele. Aguardem! 


Texto de SAMUEL MACHADO FILHO. 



segunda-feira, 23 de julho de 2012

Vários - Seleção 78 RPM Do Toque Musical - Vol. 28 (2012)

Fratura no joelho é um troço bem complicado... O nosso Augusto TM que o diga! Mas depois de mais um período de ausência forçada (até eu senti saudades), eis aqui a vigésima-oitava edição do meu, do seu, do nosso Grand Record Brazil, apresentando mais dez preciosos fonogramas da era das 78 rotações por minuto para enriquecer os acervos de nossos amigos cultos e associados. E começamos com um sucesso de Patrício Teixeira (1893-1972), carioca da Rua São Leopoldo, na lendária Praça Onze, que começou a gravar ainda pelo processo mecânico e continuou de maneira bem sucedida na fase elétrica, até quando saiu seu último disco, em 1944. (depois disso, ainda gravaria a canção “Azulão”, de Hekel Tavares e Luiz Peixoto, para um LP da Sinter).  Foi até professor de violão, e entre suas alunas mais ilustres estão Nara Leão e as irmãs Linda e Dircinha Batista. E Patrício aqui comparece com um clássico: o samba “Gavião calçudo”, do mestre Pixinguinha, com letra de Cícero “Baiano” de Almeida, cujo sucesso desaguaria no carnaval de 1930. Saiu em duas gravações de Patrício: a primeira no selo Parlophon, em março de 1929, e esta segunda, com o selo Odeon, lançada em agosto do mesmo ano com o n.o 10436-A, matriz 2685, na qual o intérprete canta a letra completa, acompanhado de piano e violão (no registro original era com orquestra, e nele só foram apresentados o estribilho e uma das estrofes). “Azulão” também está aqui, mas no registro original do “cantor das noites enluaradas”, Paraguassu (Roque Ricciardi, 1894-1976), lançado pela Columbia em fevereiro de 1930, disco 5141-A, matriz 380474.
Em seguida, um monólogo divertidíssimo interpretado pelo ator Pinto Filho. Trata-se de “Guerra ao mosquito”, de Luiz Peixoto e Marques Porto, lançado pela Parlophon em agosto de 1929 com o n.o 12989-A, matriz 2670. Mais atual impossível, uma vez que o Brasil tem sido, nos últimos tempos, atingido por endemias tropicais como a dengue, especialmente no verão. Não faltam farpas a políticos de prestígio na época, como o então candidato a presidente da República Júlio Prestes.
A próxima faixa vem a ser o primeiro grande sucesso nacional de Ary Barroso como compositor: a marchinha “Dá nela”, interpretada por Francisco Alves com a Orquestra Pan American de Simon Bountman, e um dos hits do carnaval de 1930. Gravação de 9 de janeiro daquele ano, lançada pouco depois sob n.o 10558-A, matriz 3258. No dia 18, a música venceu um concurso promovido no Teatro Lírico do Rio de Janeiro, e com o dinheiro ganho (cinco contos de réis!), Ary Barroso teve condições de se casar (com Yvonne Belfort Arantes) e ainda recebeu seu diploma de advogado. De letra extremamente machista (característica da época), “Dá nela” também deu nome a uma revista do Teatro Recreio, nela interpretada (de calça comprida!) por Zaíra Cavalcanti.
Um dos clássicos de Ary Barroso em parceria com Luiz Peixoto, o samba-canção “Na batucada da vida” (subintitulado “A canção da enjeitada”) tornou-se inovador na época do lançamento, pelo realismo com que tratava uma temática de cunho social. Originalmente saiu em 1934, na voz de Cármen Miranda, e aqui é apresentada no registro de Dircinha Batista, feito na Odeon em 14 de abril de 1950 e lançado em agosto seguinte, disco 13031-B, matriz 8685, com acompanhamento de piano do próprio mestre de Ubá. Como bem sabem os fãs de Elis Regina, em 1974 ela também fez um registro memorável desta composição.
O inesquecível Kid Morenguera, o grande Moreira da Silva (1902-2000), insubstituível rei do samba de breque, aqui comparece com o raríssimo disco Star 225, datado de 1951, com acompanhamento do conjunto do violonista Claudionor Cruz, destacando-se o saxofone de Portinho (Antônio Porto Filho), também maestro e arranjador de prestígio. De um lado, o samba-choro “Entrevista”, do próprio Moreira, e no verso, nesse mesmo ritmo, a homenagem do GRB aos motoristas na semana do dia deles e de seu santo padroeiro, São Cristóvão: “Sou motorista”!
Humberto Marsicano fez parte da geração de artistas paulistas surgidos no final dos anos 1920. De sua escassa discografia como cantor (apenas 16 fonogramas distribuídos em nove 78 rpm), apresentamos o disco Columbia 5051, lançado em julho de 1929, com acompanhamento da orquestra de Álvaro Ghiraldini. Abrindo-o, matriz 380143, o samba-choro “Mulher sem coração”, composto por um nome que iniciava então sua carreira, José Maria de Abreu (1911-1966), paulista de Jacareí, responsável por sucessos inesquecíveis, tais como “E tome polca”, “Alguém como tu”, “Dançando com você” e muitos outros. No verso, matriz 380144, o delicioso “sambinha-embolada” Tico-tico vuô”, de Juca Paulista e Juvenal de Abreu.
Para encerrar, uma marchinha do carnaval de 1957, lançada pela Continental em janeiro desse mesmo ano, com o n.o 17375-B, matriz C-3912. É “Seu Romeu”, de João Rosa, Arnaldo Moraes e do paulistano Ruy Rey (1915-1995), sendo este último o intérprete. Ruy, que se chamava Domingos Zeminian, foi também exímio “bandleader”, e especializou-se em ritmos hispano-americanos, precursores da atual salsa. Enfim, um belo apanhado com o qual o GRB mata as saudades de todos que estavam aguardando esta retomada. Divirtam-se e recordem! 

* TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Juca Chaves, Moreira Da Silva, Mauro Celso, Os Araganos, Raul Gil, Trio Esperança - Compactos!

Na sequência da nossa 'dobradinha', alternando entre compactos e long plays, vamos até domingo nesse ritmo variado. Para a próxima semana estou programando uma mostra de rock. As vezes é preciso ir de um extremo ao outro para que as pessoas percebam que o Toque Musical é um blog eclético. Rola de tudo e para todos, com exceção apenas aos novos lançamentos comerciais e algumas coisas que nem ouvindo com outros olhos se pode levar fé. Axé! Salve, salve!
Temos para hoje mais uma boa leva de compactos. Procurei desta vez concentrar músicas e artistas com algo em comum, o humor e a descontração. Começamos pelo Juca Chaves e o seu tão aguardado "Lé com lé, cré com cré". Finalmente chegou a sua vez! Essa música é realmente muito legal e acredito que não tenha sido lançada em lp, somente em compacto. Seguimos com a malandragem do Moreira da Silva com seu grande sucesso "Morenguera contra 007" de Miguel Gustavo e "O analfabeto", música que eu não me lembro de tê-la visto e ouvido em algum de seus lps. Outra curiosidade é o Mauro Celso, lembram dele? Aquele do "Farofa-fá" e de alguns outros sucessos populares. Esta música não poderia faltar em nosso blog (para desespero do Walter Franco). Mais um interessante e raro, o conjunto vocal e instrumental do Rio Grande do Sul, que fez sucesso nos anos 60, Os Araganos. Especializados em temas do cancioneiro gaúcho. Aqui eles interpretam as divertidas "Pára Pedro" e "Mexericos de vovó". Tem que ouvir... Na mesma linha segue o Raul Gil, aquele apresentador de programas de calouros, do microfone dourado, também cantando o "Pára Pedro" e duas do Volta Seca, "Acorda Maria Bonita" e "Se eu soubesse". Encerramos com "A festa do Bolinha", sucesso nas vozes do Trio Esperança. Uma boa seleção musical, não é mesmo? Então, manda ver... e ouvir ;)

Juca Chaves
lé com lé, cré com cré
romina
+
Mauro Celso
farofa-fá
coceira
+
Moreira da Silva
morenguera contra 007
o analfabeto
+
Os Araganos
mexericos de vovó
pára pedro
+
Raul Gil
pára pedro
acorda maria bonita
se eu soubesse
+
Trio Esperança
a festa do bolinha
não me abandone (downtown)