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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Elizeth Cardoso - Elvira Pagã - Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 119 (2014)



E chegamos à edição de número 119 do nosso Grand Record Brazil, apresentando duas cantoras de diferentes estilos, mas ainda assim bastante representativas.
 A primeira delas é a também vedete e atriz Elvira Pagã (Elvira Olivieiri Cozzolino,  Itararé,SP, 6/9/1920-Rio de Janeiro, 8/5/2003), uma das personalidades mais ousadas de seu tempo, cuja beleza e sensualidade lhe deram fama e até resultaram em inúmeras prisões, um autêntico “sex symbol”. Já abordada pelo GRB em seu volume de número  59, Elvira volta aqui com seis gravações de sua carreira-solo que não haviam aparecido no mesmo, conseguidas bem depois de sua postagem pelo nosso companheiro, amigo e pesquisador Beto de Oliveira. Em seu segundo disco, o Continental  15251, lançado bem em cima do carnaval de 1945, em fevereiro, Elvira interpreta quatro marchinhas, duas em cada fonograma. No lado A, matriz 973, ela interpreta, de Gadé, Amado Régis e Almanyr Grego, “E o mundo se distrai”e “Meu amor és tu”. No lado B, matriz 974, ela nos traz “Cabelo azul” e “Briga de peru”, ambas de Herivelto e Roberto Martins (que não tinham qualquer parentesco, apesar do sobrenome ser o mesmo). Depois temos as faixas do Todamérica TA-5333, gravado em 14 de julho de1953 e lançado em setembro do mesmo ano, com dois sambas da própria Elvira: no lado A, matriz TA-508, “Reticências”, sem parceria, e, no verso, matriz TA-507, “Sou feliz”, parceria de um certo M. Zamorano. Elvira Pagã encerra sua participação neste volume do GRB com as músicas de seu derradeiro 78 (ela só gravou nesse formato),do extinto selo Marajoara, número MA-10012, com duas composições de sua autoria para o carnaval de 1959. No lado A, matriz M-23, o samba “Vela acesa”, que fez com Orlando Gazzaneo e Orlando Valentim.E no lado B, matriz M-24, a marchinha “Viva los toros”, esta em parceria apenas com Gazzaneo. Enfim, mais seis faixas com Elvira Pagã para enriquecer a coleção de nossos amigos cultos,ocultos e associados (ficou faltando apenas o samba-jongo “Batuca daqui, batuca de lá”, de 1950).
A outra intérprete deste volume do GRB é a eterna “Divina”, “Magnífica” e “Enluarada” Elizeth Cardoso (Rio de Janeiro, 16/7/1920-idem, 7/5/1990). Dela temos cinco faixas marcantes, a maioria de seu início de carreira. De seu primeiro disco,o Star 202, de 1950, provavelmente lançado em março desse ano (e retirado do mercado por “problemas técnicos” jamais esclarecidos), temos, na faixa 10, o lado B, “Mensageiro da saudade”, samba de Ataulfo Alves e José Batista, com acompanhamento de Acyr Alves e sua orquestra. Logo depois, Elizeth foi para a então nascente Todamérica, onde estreou no dia 27 de julho de 1950 gravando dois sambas (estruturalmente sambas-canções)  lançados em outubro seguinte no disco TA-5010. O lado A, matriz TA-19 e oitava faixa desta seleção, é “Complexo”, de Wilson Batista e Magno de Oliveira. Mas o hit maior estava no lado B, matriz TA-20 e faixa 7 de nossa sequência: “Canção de amor”, de Chocolate e Elano de Paula, que consagrou Elizeth, saudada como grande revelação de 1950, e tornou-se o carro-chefe da cantora para sempre. A penúltima faixa é a clássica toada “Prece ao vento”, de Alcyr Pires Vermelho, Gilvan Chaves e Fernando Luiz Câmara, lançada originalmente em 1954 pelo Trio Nagô. O registro de Elizeth Cardoso aqui incluído é de 1956, extraído do LP de 10 polegadas “Fim de noite”, selo Copacabana, relançado dois anos mais tarde em 12 polegadas e com quatro faixas a mais. Por fim, Elizeth nos apresenta “Venho de longe”, samba-canção de Dermeval Fonseca e Alberto Ribeiro,gravação Todamérica de 25 de janeiro de 1952, lançada em abril seguinte sob número TA-5145-B, matriz TA-238. Enfim, foi o que deu para o amigo Augusto selecionar para o GRB desta semana. Mas seu esforço, com certeza, sempre vale a pena... Divirtam-se! 

Texto de Samuel Machado Filho

sábado, 16 de abril de 2011

Coletânea Do Lindenor - Hipopótamo Zeno (2007)

Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos. Infelizmente, para alguns ocultos (metidos a cultos), o dia vai ser babando e roncando na cama (e sozinho), recompensando a noite amarga que passaram como raposas desprezando as uvas. É foda, a inveja é mesmo uma merda! Por certo, não há desculpas para erros, pelo menos para aqueles que conseguem ver uma espinha no rosto na Gisele Bundchen. Depois que inventaram um corretor automático de textos, tem nêgo aí se achando... Eu, não tenho nem como negar, sou um analfabeto buscando aprender a escrever. Mas nessa 'escolinha', que mais parece a do professor Raimundo Canabrava (digo, Canavieira), o que tem de aluno 'colando' os meus exercícios, não é pouco. Outros, invejando o meu progresso, vão jogando pedras. Mas fazem isso de maneira covarde, ocultos em seus anonimatos. Fazem críticas dessa natureza porque não sabem nada além da espinha na Gisele Bundchen. Mesmo sendo 'crititica', não deixam de estar me prestando um favor. Vão aí apontando os meus erros, que eu de cá irei corrigindo. No final, quem fica mesmo 'bem na fita' sou eu ;)
Mas, mudando de pau para cacete (ou vice versa), eu quero mesmo é chocolate! Levanto, sacudo a poeira e dou a volta por cima...
Hoje, nosso encontro é com as coletâneas e convidados. Como eu já havia informado anteriormente, os sábados por aqui (até segunda ordem) passaram a ser dedicados às coletâneas, minhas e dos meus convidados. Estou, aos poucos, convidando os parceiros de blogs musicais para nos brindarem com suas seleções. Acho essa ideia bem legal, pois abre um diálogo maior com os colegas, uma forma de interação do grupo e compartilhamento das nossas afinidades. Se você, amigo blogueiro, ainda não recebeu o meu convite, aguarde... eu chego já ;)
Estou trazendo para vocês uma seleção musical feita pelo amigo DJ Mandacarú, do site Hipopótamo Zeno. Ao convidá-lo, por sorte, de imediato ele já tinha uma coletânea prontinha, que fez em homenagem ao seu   falecido pai. Ele até já a havia postado no HZ e fez muito sucesso. Pelas circunstâncias e mais ainda pelo repertório, bem ao gosto do Toque Musical, eu não tive a menor dúvida. Tomei a liberdade de criar essa capinha, usando o nome do Seu Lindenor. É esta mesma a postagem do dia. Reproduzo a baixo a lista das músicas relacionadas conforme a maneira bem original feita pelo nosso amigo. 

1 - Coqueiro Velho, mega sucesso de Orlando Silva em 1940.
2 - Camisola do Dia, ouvida em primeira mão uns seis meses antes de ser gravada, com o próprio Nelson Gonçalves no Clube Recreativo Iguatuense.
3 - Aqueles Olhos Verdes, boleraço com o Trio Irakitan.
4 - You'll Never Know, com o invejadíssimo Dick Haymes – pela voz e por ter sido marido da Rita Hayworth.
5 - September Song e 6 - Days of Wine and Roses, com o preferido acima de todos Frank Sinatra.
7 - Basin Street Blues, com a preferida acima de todas Ella Fitzgerald.
8 - Canção da Mulher Amada, do único disco do rádio-ator Roberto Faissal, acompanhado pelo Evaldo Gouveia.
9 - Eu e o Rio, com o Miltinho acompanhado apenas pelo violão do Baden Powell.
10 - Canção de Amor, da paixão da vida toda, Elizeth Cardoso.
11 - Go Down Moses, com o Louis Armstrong largando o hot jazz e caindo de cabeça em hinos religiosos.
12 - Devagar Com a Louça, com Os Cariocas, dando roupa nova aos sambas da antiga.
13 - Desafinado, com o Tamba Trio entortando mais ainda a bossa nova.
14 - Saudade do Brazil, pela beleza atemporal da música de Tom Jobim.