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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Seleção 78 RPM Do Toque Musical - Especial De Natal (2011)

É Natal, e a quarta edição do Grand Record Brazil, como não poderia deixar de ser, entra nesse clima de festa e fraternidade, apresentando mais uma seleção de raríssimas gravações.
Para começar, temos o “cantor que dispensa adjetivos”, Carlos Galhardo. Ele apresenta aqui justamente a música que inaugurou o gênero “musica natalina” entre nós: “Boas festas”, composta pelo baiano Assis Valente. Só que aqui, trata-se da segunda gravação da música, feita na Victor em 21 de novembro de 1941, matriz S-052428, sob número de disco 34865-A. O registro original data de 1933, com acompanhamento dos Diabos do Céu de Pixinguinha (aqui é com a orquestra do maestro Passos) e foi justamente com esta música que Galhardo se projetou nacionalmente. Foram vendidas tantas cópias do disco original que a matriz de cera ficou gasta de tanta prensagem, e isso fez com que Galhardo registrasse a música novamente em 1941, o que faria em outras oportunidades. No lado B, matriz S-052429, uma música então inédita: “Sonho de Natal”, outra marchinha, de autoria de Sanches de Andrade. Detalhe intrigante: registra-se como mês de lançamento desse disco o de janeiro de 1942, já perto do carnaval! Dá pra entender? Enfim... Galhardo encerra sua participação nesta edição natalina do GRB com a singela canção “Feliz Natal”, escrita por Peterpan (José Fernandes de Paula, Maceió, AL, 1911-Rio de Janeiro, 1983) e pelo jornalista e poeta Giuseppe Artidoro Ghiaroni (Paraíba do Sul, RJ, 1919-Rio de Janeiro, 2008), que trabalhou na Rádio Nacional (onde escreveu “Mãe”, uma das novelas de maior sucesso da emissora da Praça Mauá, que foi até levada ao cinema) e também assessorou Chico Anysio na TV Globo, quando este fazia a clássica “Escolinha do Professor Raimundo”. Galhardo gravou a música na RCA Victor de sempre em 4 de agosto de 1950, matriz S-092728, com lançamento em outubro (por aí se vê que antecedência nesses casos sempre foi fundamental), com o número 80-0697-A. Há também um registro posterior de Emilinha Borba, cantora da qual Peterpan era cunhado, feito um ano depois deste original de Galhardo, e a “favorita da Marinha” cantava a música todo santo Natal em suas apresentações na Nacional. Outra autêntica raridade é o disco da Continental com o número 15947, gravado em 20 de agosto de 1948 e lançado entre outubro e dezembro do mesmo ano. No lado A, matriz 10936-2, o coro Continental, dirigido por Alberto W. Ream, interpreta “Ó pinheirinho de Natal”, versão de Nice do Val para a canção “Tannenbaum”, de origem alemã, cuja versão mais conhecida foi escrita em 1824 pelo organista, professor e compositor Ernst Anschutz. A melodia é de origem folclórica, e sua primeira letra conhecida data de 1550. No lado B, matriz 10937-2, o próprio Alberto W. Ream interpreta a canção “Ó noite santa”, do compositor e crítico musical francês Adolphe Charles Adam (1803-1856), sem indicação do autor da versão. Alberto W. Ream foi missionário metodista, fundador da Escola de Música Sacra do Colégio Bennett e também ministro de música da Union Church (RJ), professor, compositor e escritor, autor de várias obras sobre música sacra.
Em seguida, “o rouxinol do Brasil”, Dalva de Oliveira, comparece com um disco gravado em 1952, nos estúdios londrinos da EMI, durante sua vitoriosa temporada pela Europa, com acompanhamento orquestral, regência e piano de Roberto Inglez, que apesar do nome era escocês de Elgin (seu nome era Robert Inglis, e o sobrenome mais próximo em português e espanhol é Inglês). Lançado pelas Odeon em seu selo azul internacional com o nr. X-3372, o disco traz duas músicas natalinas tradicionais: no lado A, matriz CE-14164, ela interpreta “Noite de Natal”, que nada mais é que a famosa “Noite feliz”, com uma letra de Mário Rossi diferente da que se costuma cantar. Seu título original é “Stille Nacht, heilige Nacht”, e a música surgiu em 1818, vejam vocês, por um capricho de ratos que entraram no órgão da igreja de Arnsdorf, Áustria, e roeram os foles! Aí, o padre Joseph Mohr saiu atrás de um instrumento que pudesse substituir o órgão (perigava de o Natal daquele ano não ter música) e começou a imaginar como teria sido a noite em que nasceu em Jesus, em Belém. Fez anotações, e procurou o maestro Franz Gruber para musicá-las. Deu no que deu: um clássico imortal! No lado B, matriz CE-14165, outra versão de Mário Rossi, “Lindo presente”, para “Adeste fideles”, um dos mais conhecidos hinos natalinos, com melodia atribuída ao britânico John Francis Wade, e cuja letra inglesa mais conhecida é do padre católico Frederic Oakeley, com o título “Oh come all ye faithful”.
Em seguida um bolachão inquebrável da Philips, nr. P61058H, de 1960 (lançado em dezembro, claro), trazendo um cantor português que teve imensa popularidade entre nós: Francisco José (1924-1988), aquele da música “Teus olhos castanhos”. Aqui, acompanhado pelos Pequenos Cantores da Guanabara, ele interpreta duas canções tradicionais do gênero natalino: outra vez “Noite feliz”, agora em versão do cantor e compositor Paulo Tapajós (que integrou o Trio Melodia com Albertinho Fortuna e Nuno Roland), e “É Natal”, outra versão de Tapajós, agora para “Jingle bells”, composta em 1850 pelo americano James Lord Pierpont, e publicada sete anos mais tarde com o título “One horse open sleigh”. A versão brasileira mais conhecida é a de Evaldo Ruy (“Sinos de Belém”), gravada em 1951 por João Dias.
Prosseguindo, duas notáveis cantoras brasileiras. A primeira é Lana Bittencourt, que se faz presente com o disco Columbia CB-10388-B, matriz CBO-1206, lançado ao apagar das luzes de 1957, trazendo o fox “Feliz Natal”, da dupla Klécius Caldas-Armando Cavalcanti, responsável por inúmeros hits de meio-de-ano e carnaval. “Feliz Natal” foi lançada originalmente por Dick Farney, em 1949, e o registro de Lana também saiu no LP-coletânea “Nosso Natal”, igualmente postado no Toque Musical. Zezé Gonzaga (Manhuaçu, MG, 1926-Rio de Janeiro, 2008), por sua vez, interpreta “Um sonho que sonhei (Marcha dos anõezinhos)”, de autoria de dois expressivos compositores: Alcyr Pires Vermelho e José de Sá Roris, este último parceiro de Nássara no clássico carnavalesco “Periquitinho verde”, de 1938. Zezé lançou esta simpática marchinha ao apagar das luzes (mais um!)de 1951, pela Sinter, com orquestração e regência do sempre eficiente Lírio Panicalli, e o número 10.00.114-B, matriz S-245. O último trabalho de Zezé em disco foi o CD “Sou apenas uma senhora que ainda canta”, lançado em 2002 pela Biscoito Fino.
E, para encerrar com chave de ouro, o Rei da Voz, o eterno Francisco Alves, em disco gravado na sua Odeon de sempre em 5 de dezembro de 1950, mas só lançado um ano depois, ou seja, em dezembro de 51. De qualquer forma a espera valeu a pena. No lado A, a “Canção de Natal do Brasil”, matriz 8876, parceria dele com David Nasser (jornalista que inclusive fez uma série de reportagens sobre Chico na revista “O Cruzeiro”, mais tarde publicadas no livro “Chico Viola”) mais Felisberto Martins, então diretor artístico da “marca do templo”, e a matriz 8877, o lado B, tem “Sinos de Natal”, de Victor Simon e Wilson Roberto. Lembrando que Victor Simon fez também a clássica “Bom dia, café”, sucesso de 1958 na voz de Roberto Luna.
Estas são as relíquias natalinas que o GRB, em sua quarta edição, nos oferece. A todos os amigos cultos e ocultos do Toque Musical, os meus mais sinceros votos de um Natal maravilhoso, e um ano novo repleto de alegrias, realizações e conquistas!
*SAMUEL MACHADO FILHO

boas festas - carlos galhardo
canção de natal do brasil - francisco alves
é natal - francisco josé e os pequenos cantores da guanabara
feliz natal - carlos galhardo
feliz natal - lana bittencourt
lindo presente - dalva de oliveira
noite de natal - dalva de oliveira
noite feliz - francisco josé e os pequenos cantores da guanabara
ó noite santa - alberto w. ream e côro continental
ó pinheirinho de natal - côro continental e alberto w ream
sinos de natal - francisco alves
sonho de natal - carlos galhardo
um sonho que eu sonhei - zezé gonzaga


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Belo Horizonte 114 Anos!

E Belo Horizonte completa hoje 114 anos de fundação. Parabéns Belô! Só quem conhece seus encantos sabe lhe dar valor. No mundo há muitas cidades para se conhecer, mas para morar, prefiro a minha Beagá ;)
Como eu nunca manifestei aqui diretamente sobre a cidade onde escolhi viver, achei nesta data comemorativa o melhor momento. E para saudá-la estou deixando aqui uma valsa de Anacleto Rosa Jr. e Arlindo Pinto, gravada pelo cantor Solon Salles (ou Sólon Sales) em 1948, pela Continental. Este fonograma faz parte da série que venho digitalizando a partir das bolachas de 78 rpm para o nosso selo virtual "Grand Record Brazil". Em breve teremos mais Solon Salles, com resenhas do nosso amigo Samuel.
Fica aqui o meu abraço à Belo Horizonte. Parabéns BH!

Tito Madi, Juca Chaves, Jonas Silva E Baden Powell - Seleção 78 RPM Do Toque Musical (2011)

O Gran Record Brazil chega à sua terceira edição, e apresenta relíquias do final da década de 1950, começo da de 60, que certamente se constituem em autênticos presentes de Papai Noel para colecionadores.
Para começar, um nome que dispensa qualquer tipo de apresentação: Chaiki Madi, aliás Tito Madi, paulista de Pirajuí. E ele abrilhanta a terceira edição do GRB com seu 78 rpm de estreia na gravadora Colúmbia, futura Sony Music, lançado ao apagar das luzes de 1959 (certamente em dezembro) com o número 3101, já emplacando dois sucessos estrondosos, com orquestração e regência de Lírio Panicalli (Queluz, SP, 1906-Niterói, RJ, 1984), autêntica fera do setor. Abrindo o disco, matriz CBO-2172, uma joia inspiradíssima de Luiz Antônio: "Menina-moça", que fez parte da trilha sonora do filme "Matemática, zero... amor dez", comédia dirigida por Carlos Hugo Christensen, filmada em cores (Agfacolor) e estrelada por Alberto Ruschel e Suzana Freire, tendo também no elenco Jayme Costa, Agildo Ribeiro, Heloísa Helena (não confundir com a política fundadora do PSOL), entre outros. E "Menina-moça" era o tema principal da película, cuja trilha sonora também saiu em LP pela Colúmbia (apenas o lado A foi disponibilizado em blogs). Teve inúmeras gravações, mas a melhor continua sendo a de Tito Madi. O lado B, gravado oito matrizes depois (CBO-2180) é outro carro-chefe do autor de "Chove lá fora", mais um produto de sua inspiração: o belo samba "Carinho e amor", outra pérola imperdível do cancioneiro romântico, e também regravada inúmeras vezes, inclusive pelo próprio Tito. "Carinho e amor" também fez do parte do LP de mesmo nome, que Tito dividiu com o pianista José Ribamar, e foi o primeiro álbum brasileiro da Colúmbia gravado em estéreo (esse sim esta inteiro nos blogs!). Em seguida, iremos nos encontrar com o "menestrel do Brasil", Juca Chaves. Ele estreou em disco na Chantecler, em outubro de 1959, com dois sambas de sua autoria: "Nós, os gatos..." e "Chapéu de palha com peninha preta". Apenas três meses depois, em janeiro de 1960, e já por outra gravadora, a RGE de José Scatena, foi para as lojas o segundo 78 do humorista, estampando no selo o número 10206, e com arranjo e regência do italiano Enrico Simonetti, então um dos maestros de plantão na gravadora. A matriz RGO-1440, no lado A, apresenta uma divertida gozação do "Juquinha" com o então chefe da nação Juscelino Kubitschek de Oliveira, a hoje clássica "Presidente bossa nova", não faltando referências a seu característico sorriso, a suas viagens aéreas constantes, à nova capital que seria inaugurada em abril daquele ano (Brasília) e às aulas de violão que JK tinha com Dilermando Reis. Com a mesma mordacidade, o lado B, matriz RGO-1441, é o choro "Tô duro", crítica clara à situação de miséria que vivia (e ainda vive) boa parte de nossa população. Aliás, era uma época de inflação galopante, que estava perto de 40% ao ano (diante disso, inflação de 6% ou 7% ao ano como a atual não é nada...). Ambas as músicas também constaram do primeiro LP do humorista, "As duas faces de Juca Chaves". Outra preciosidade é o segundo e último 78 rpm do cantor Jonas Silva, sobre o qual não há informações disponíveis. Ele estreou em 1955 na Mocambo, com os sambas "Andorinha" e "Eu gosto de você", e - um mistério! - só fez o segundo 78 seis anos mais tarde. Ele saiu pela Philips em julho de 1960, com o número P61068H e a vantagem de ser inquebrável, prensado em vinil! No lado A, uma das mais conhecidas composições de Tito Madi, o samba "Saudade querida", hit absoluto naquele ano, gravado por inúmeros intérpretes e, claro, pelo próprio Tito. No lado B, outro samba, "Complicação", dos mesmos Chico Feitosa e Ronaldo Bôscoli que nos deram, nesse mesmo ano, o samba-canção "Fim de noite", na voz de Alaíde Costa. É a única gravação desta preciosidade, ao menos em 78 rpm, e o acompanhamento no selo diz apenas que é por conjunto. Para finalizar, temos o genial violonista Baden Powell de Aquino (Varre-Sai, RJ, 1937-Rio de Janeiro, 2000) em mais um bolachão inquebrável da Philips, com o número P61103H, lançado em julho de 1961. Abrindo o disco, uma "Lição de Baião" assinada por Jadir de Castro e Daniel Marechal. E o curioso é que o baião na época andava meio esquecido, com a bossa nova no apogeu, mas ainda com um público fiel ao gênero, particularmente a colônia nordestina, que sempre existiu nos grandes centros urbanos, São Paulo em especial. A letra é cantada por coral masculino, e começa até em francès! O lado B nos traz o belo samba instrumental "Do jeito que a vida quer", assinado por nada mais nada menos do que o cearense de Fortaleza Eduardo Lincoln Barbosa Sabóia, mais conhecido como Ed Lincoln. Ambas as músicas do 78 que encerra este volume do GRB saíram depois no segundo LP de Baden Powell, intitulado "Um violão na madrugada". Enfim, oito joias imperdíveis para colecionadores. Não percam!

menina moça - tito madi
carinho e amor - tito madi
presidente bossa nova - juca chaves
tô duro - juca chaves
complicação - jonas silva
saudade querida - jonas silva
lição de baião - baden powell
do jeito que a gente quer - baden powell

*TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

João Gilberto E Antonio Carlos Jobim - Seleção De 78 RPM Do Toque Musical (2011)

Muito bom dia, amigos cultos e ocultos! Como todos já devem saber, conforme informei em postagens anteriores, nossa segunda feira será exclusiva, com as postagens do 'selo virtual' adotado pelo Toque Musical. Para abrilhantar ainda mais nossas postagens, eu convidei um grande comentarista musical, nosso amigo culto, Samuel Machado Filho. Caberá a ele todas as resenhas referente às postagens da segundona. E começa agora ;)
*O Gran Record Brazil nos apresenta doze preciosas gravações, todas com obras e/ou arranjos deste gênio tijucano criado em Ipanema que foi Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 1927-Nova York, EUA, 1994) cuja obra ainda hoje é reconhecida internacionalmente. Para começar, o 78 Odeon de número 14662,com João Gilberto, lançado em abril de 1961. De um lado, o clássico de Caymmi "Saudade da Bahia", gravação de 10 de março daquele ano, matriz 14663. O outro lado foi gravado um dia antes, 9 de março, matriz 14662, e nele João revive "Bolinha de papel", outro clássico do samba, este de Geraldo Pereira, original de 1945 na voz dos Anjos do Inferno (você pode ouvir as duas gravações originais dessas obras na coletânea "Os sambas que João Gilberto adora", também no Toque Musical). O disco serviu de "aperitivo" para o terceiro e último LP que João Gilberto fez no Brasil, que no entanto, só terminou de ser gravado em setembro de 61, dada a ex trema mania de perfeccionismo do gênio baiano. Em seguida, recuaremos dez anos no tempo e conheceremos o primeiro disco de João: ele saiu em agosto de 1952 pela Copacabana com o número 099, e tem dois sambas-canções bem ao gosto da época: "Meia-luz", de Hianto de Almeida e João Luiz, e "Quando ela sai", de Hianto de Almeida e João Luiz. Prestem atenção da interpretação do futuro papa da bossa nova, muitos jamais irão notar que é João Gilberto mesmo! Em seguida temos "Manhã de carnaval", inesquecível clássico de Luiz Bonfá e Antônio Maria incluído no filme "Orfeu negro" (nos cinemas, "Orfeu do carnaval"), produção ítalo-francesa rodada em cores no Brasil e falada em português, vencedora da Palma de Ouro em Cannes e do Oscar de filme estrangeiro. João Gilberto fez seu registro em 2 de julho de 1959, matriz 13623, com lançamento logo em seguida com o número 14495-A. A sexta faixa é a deliciosa "O pato", de Jayme Silva e Neusa Teixceira, gravação d e 4 de abril de 1960, matriz 14147, lançada em agosto seguinte com o número 14653-A, que na verdade foi feita por João Gilberto para seu segundo LP, "O amor, o sorriso e a flor". Na sétima faixa, um autêntico "atrevimento" do mestre Jobim ao acompanhar Agostinho dos Santos ao piano em outra música de "Orfeu negro", "A felicidade", sua e do poetinha Vinícius de Moraes. A RGE chegou a pôr a gravação nas lojas, em julho de 1959, com o número 10168-B, matriz RGO-1239, mas logo providenciou outro registro com Agostinho, com orquestração de Enrico Simonetti, este o que ficou mais conhecido. Temos depois "Estrada do sol", que completa a trilogia de composições de Tom Jobim com Dolores Duran, iniciada com "Se é por falta de adeus" e continuada com "Por causa de você". Este raríssimo registro de Maria Helena Raposo (Mocambo 15211-A, matriz R-939) parece ter sido o primeiro (talvez em março ou abril de 1958, não há indicação exata de mês), e foi incluído também no único LP da cantora, "Encantamento... na voz de Maria Helena Raposo". A gravação mais conhecida, a de Agostinho dos Santos, é de 23 de maio do mesmo ano, na Polydor. "Frevo de Orfeu", também do filme "Orfeu negro", aparece em duas versões distintas, a primeira lançada pela RGE em novembro de 1960 com o nr. 10269-B, matriz RGO-1458, com a orquestra da gravadora (estranhamente não se ouve coro nenhum, apesar da indicação no selo!). A segunda é a original, a cargo de orquestra e coro dirigidos pelo próprio Tom Jobim, registrada na Odeon em 2 de julho de 1959 com lançamento a toque de caixa com o número 14495-B, matriz 13624, e também em compacto duplo intitulado "João Gilberto canta músicas de "Orfeu do Carnaval", que também tem "Manhã de carnaval", aqui incluída, além de outras duas não presentes aqui na voz de João, "A felicidade" e "O nosso amor". Em seguida, uma bela demonstração de como Jobim "pintava e bordava" em termos de orquestração e regência: o samba-canção "Há um deus", de Lupicínio Rodrigues, interpretado por Dalva de Oliveira, o eterno "rouxinol do Brasil". Registro imortalizado na Odeon em 6 de maio de 1957, mas que só saiu em outubro seguinte com o número 14259-A, matriz 14737. Para encerrar, temos outro clássico da parceria de Jobim com o poetinha Vinícius: "Se todos fossem iguais a você", na interpretação de nada mais nada menos que Vicente Celestino, "a voz orgulho do Brasil", registrada na sua RCA Victor de sempre em 30 de janeiro de 1959 com lançamento em abril seguinte sob número 80-2050-A, matriz 13-K2PB-0581. Notem como Celestino está contido, interpretando a composição de forma correta. A música é do texto da peça "Orfeu da Conceição", texto de Vinícius e música de Jobim, e saiu pela primeira vez em 1956, na voz de Roberto Paiva, em LP de dez polegadas da Odeon. Desde então, tem sido uma das mais conhecidas e regravadas composições do repertório jobiniano. Ouça , colecione e deleite-se com estes raríssimos registros!

saudades da bahia - joão gilberto
bolinha de papel - joão gilberto
meia luz - joão gilberto
quando ela sai - joão gilberto
o pato - joão gilberto**
a felicidade - agostinho dos santos e tom jobim
estrada do sol - maria helena raposo
frevo - côro e orquestra rge
frevo - tom jobim, orquestra e côro odeon
há um deus - dalva de oliveira e tom jobim
se todos fosse iguais a você - vicente celestino

* TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO
** ÚNICA MÚSICA QUE NÃO FOI EXTRAÍDA DE UM DISCO DE 78 RPM (JG- REGISTROS NA CASA DE CHICO PEREIRA)

sábado, 26 de novembro de 2011

Zaccarias E Sua Orquestra - Seleção 78 RPM Do Toque Musical (2011)

Olá amigos cultos e ocultos! Hoje, sábado, é dia de coletâneas e também é um dia em que eu trago novidades. Estou inaugurando a inspirada coleção "Grand Record Brazil", mais uma produção do Toque Musical. Gostaram do nome? Bacana, não é mesmo? Trata-se de uma série de discos em 78 rpm, de várias gravadoras, que eu agora estou recuperando. Vocês não fazem ideia de quanta coisa boa e rara estar por vir. Estarei relançando semanalmente esses discos em blocos ou separadamente, como fazia o selo Revivendo.
Inaugurando nossa série/selo, eu trago para vocês o Maestro Zaccarias e sua Orquestra em gravações feitas pela RCA Victor na década de 40. Acredito que essas gravações foram relançadas posteriormente, na década seguinte, quando o vinil de 33 rpm surgiu no mercado. O Maestro Zaccarias, também, tem diversos de seus discos publicados em blogs, inclusive aqui no TM. Mesmo assim, vale a pena ouvir os quatro discos de 78 rpm que no toque se transformaram no primeiro lançamento da 'Grand Record Brazil'. Coincidentemente, temos aqui uma faixa, "Você faz que não sabe", interpretada pelo Francisco Carlos (olha ele aí de volta!)
A qualidade dessas gravações não fogem muito do padrão, são boas e eu ainda mantive duas versões de cada faixa para a escolha do freguês. Apreciem e continuem comentando. Comentários são os melhores aditivos para fazerem o Augusto criar ;)

atraente
peguei um ita no norte
enquanto descanso carrego pedras
gaúcho
gostosinho
você faz que não sabe
flor de laranjeira
parabéns para você


sábado, 19 de novembro de 2011

O Rock Do Augusto - 60 Pedras Escolhidas A Dedo (2011)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Putz, como o dia de hoje passou rápido! Quando dei por mim, já tinha anoitecido. No último sábado passado eu iniciei a postagem de uma caixa promocional da Fontana/Phonogram, com seis lps. Postei apenas o primeiro, prometendo para os próximos sábados a continuação dos outros discos. Minha intensão era, inclusive, de publicar hoje dois desses disco. Infelizmente surgiu um imprevisto, estou sem condições de fazer essas postagens hoje. Daí, fui obrigado a colocar em prática o plano B, e olha que dessa vez eu não tive nem como recorrer aos meus 'arquivos de gaveta'. Fiz então uma seleção dos rocks e músicas com essa pegada, alguns dos que sempre me acompanharam, seja no Ipod ou no computador. Escolhi a dedo 60 músicas entre as que eu mais gosto no rock nacional, principalmente dos anos 70. Talvez, alguns dos amigos apreciadores do rock tupiniquim possam achar meio incompleta ou questionável essa minha escolha. Sem dúvida que é. Se fosse selecionar tudo o que é mesmo legal, passaria dos 600. Procurei me pautar apenas no meu gosto pessoal, independente de terem sidos, qualquer das músicas, uma maravilha musical ou um grande sucesso. São, com eu disse, músicas que me acompanham..., há mais de 35 anos!!! Putz, como o tempo passa rápido. Isso ainda está tão fresco na minha cabela :)

chuck berry fields forever - doces bárbaros
de ponta a cabeça - a chave do sol
casa do rock - casa das máquinas
seráque eu vou virar bolor - arnaldo baptista
sinal da paranóia - som nosso de cada dia
flores astrais - secos e molhados
não pare na pista - raul seixas
super god - som imaginário
é como teria que ser - bixo da seda
1990 projeto salva a terra - erasmo carlos
os pilares da cultura - a barca do sol
se o rádio não toca - raul seixas
marta, zeca, o prefeito, o padre, o doutor e eu - bango
eu quero essa mulher assim mesmo - caetano veloso
sujeito de sorte - belchior
que loucura - tutti frutti
hey amigo - o terço
prá cabeça (jogue tudo prá cabeça) - casa das máquinas
bicho do mato - som nosso de cada dia
tecnicolor - mutantes
os pingos da chuva o os novos baianos
noite e dia - blow up
ando jururú - rita lee e tutti frutti
trem - bixo da seda
baby - erasmo carlos
jardim elétrico - mutantes
uma banda made in brazil - made in brazil
os hemadecons cantavam em côro - a bolha
eu não tô nem aí - arnaldo baptista
saravá - mutantes
lagoa das lontras - o terço
a hora e a vez do cabelo crescer - mutantes
posso contar comigo - rita lee e tutti frutti
porta das maravilhas - rick ferreira
essa menina tá ficando moça - dom e ravel
toada & rock & mambo & tango & etc - secos e molhados
luz de vela - o terço
cabeça feita - guilherme lamounier
água limpa p som nosso de cada dia
sociedade alternativa - raul seixas
sou louco por você - peso
minha fama de mau - cilibrinas do éden
delírio - secos e molhados
coração paulista - guilherme arantes
ainda vou transar com você - mutantes
a paulicéia pirou - made in brazil
ilusão e brisa - tutti frutti
beijo exagerado - mutantes
como vovó já dizia - raul seixas
essa éa vida - casa das máquinas
e você ainda duvida - cilibrinas do éden
mudança de tempo - o terço
send it for tomorrow - torbuk
análise descontraída - erasmo carlos
make believe waltz - som imaginário
departamento de criação - rita lee e tutti frutti
stress - casa das máquinas
é como teria que ser - bixo da seda (repetido, vacilão!)
caroço de manga - raul seixas
sempre brilhará - celso blues boy


sábado, 5 de novembro de 2011

Instrumental Vol. 1 - Ao Gosto Do Augusto (2011)

Olá amigos cultos e ocultos! Quando a gente está fora de casa, longe da discoteca e surpreendido por algumas eventualidades que nos afastam da rotina produtiva musical, o jeito é apelar para o que se tem à mão. Como hoje é dia de coletânea, o jeito foi eu recorrer ao que eu tinha no meu 'notebook'. Por precaução, eu sempre trago no meu portátil um pouco dos meus 'arquivos de gaveta'. Daí, foi só ir selecionando as músicas instrumentais que mais gosto. Obviamente, minha seleção não se limita à vinte e poucas músicas. Por isso foi que eu dei o nome a essa coletânea de Instrumental Vol. 1. Quem sabe, mas adiante, eu resolva criar aqui mais uma seleta instrumental, não é mesmo?
Mais uma vez, criei também a capinha (com direito a contracapa), desta vez utilizando um detalhe de um desenho da minha amiga, a artista plástica e professora Conceição Bicalho. Ficou bacana, vocês não acham?
Pois bem, segue aqui então 23 músicas que eu gosto muito. Temas variados, mas procurando sempre manter entre esses uma unidade, além do fato de serem músicas simplesmente sem vocal. Espero que os amigos apreciem e comentem se estou ou não agradando. Isso faz bem e reanima (ou não), hehehe...

maria fumaça - banda black rio
papasong - azymuth
folk song - marco antonio araújo
metrópole - cesar mariano e cia
azymuth - marcos valle
maracanã - grupo ponte aérea
nordestina - grupo medusa
fábrica - cesar mariano e cia
dear limmertz - azymuth
correnteza - grupo d'alma
metrô - cesar mariano e cia
mr. funky samba - banda black rio
bananal - grupo ponte aérea
o bofe - som ambiente
promessas do sol - oficina instrumental uakti
viver de amor - toninho horta
palhaço - egberto gismonti
latin flute - eumir deodato
cascavel - antonio adolfo
do it again - eumir deodato
viralata - antonio adolfo
freio aerodinâmico - marcos valle
rocking with mocotó - trio mocotó e dizzy gillespie


sábado, 29 de outubro de 2011

1 É Pouco 2 É Bom 33 É Demais - Favoritas Do Augusto Vol. 1 (2011)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Tenho em meu computador uma pastinha exclusiva, onde coloco as músicas que eu mais gosto. Vez por outra, carrego ela comigo, no Ipod ou no celular e ponho para tocar no modo aleatório. Como são centenas, quase milhares de músicas, elas nem sempre se repentem, ou se repente eu também acho ótimo, afinal são aquelas músicas que verdadeiramente me tocam. As favoritas do Augusto ;)
Foi desta pasta que eu separei 33 músicas, que trazem em comum o fato de serem ótimas numa roda de violão. Basta apenas que todos na roda estejam na mesma sintonia.
Procurei selecionar um repertório variado, com canções a partir dos anos 70. Alguns artistas se repente, como é o caso do Fagner e do Péricles Cavalcanti, que aqui aparecem em mais de duas músicas. Tem certos artistas e discos que são como Bis, não dá para ficar só em um. Incluí também, na faixa final, a música "Goodbye", de Paul McCartney, num belíssimo 'cover' da melhor banda 'cover' dos Beatles de todos os tempos, a Sgt Peppers Band, uai! :)
Segue assim a minha coletânea especial, que vale por um álbum triplo. Espero que a seleção despretensiosa agrade aos gregos e aos troianos. E que sirva de luz para os 'Zé Viola' espalhados por esse Brasil.

terral - ednardo
cretina - tom e dito
povo da montanha - sirlan
canção da américa - 14 bis
lenha - zeca baleiro
elegia - péricles cavalcanti
cabras pastando - sergio sampaio
enrosca - guilherme lamounier
serenou na madrugada - fagner
taxi lunar - geraldo azevedo
travessia - milton nascimento
canteiros - fagner
pó da estrada - sá, rodrix e guarabyra
telhados de paris - nei lisboa
pavão misterioso - ednardo
blues da passagem - péricles cavalcanti
artemanhas de lourenço, filho de serafim - rui maurity
filho único - erasmo carlos
artigo 26 - ednardo
tudo sobre eva - péricles cavalcanti
o vento, a chuva, o teu olhar - 14 bis
voarás - déo lopes
viajante - fábio
poesseu, poessua (pérnalas) - péricles cavalcanti
a palo seco - ednardo
marimbondo - sá e guarabyra
telegrama - zeca baleiro
odeio música - péricles cavalcanti
penedo - alberto rosenblit e mário adnet
a massa - raimundo sodré
coração de maça - sá e guarabyra
fim do dia - nei lisboa
goodbye - sgt. peppers band


sábado, 22 de outubro de 2011

Coletânea Trash Total (2011)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Cruzando as palavras, blogs e músicas, hoje nós teremos uma seleção especial e exclusiva, feita pelo amigo Chico, do blog Sanduiche Musical. Ele criou, com direito a capa e tudo mais, uma coletânea com 'hits' bem populares, conhecidos também como bregas e para ele 'trash total'. Esta não é a primeira vez que postamos aqui uma seleta relação coomo esta. Quem ainda não ouviu a coletânea "Beleza Pura", não sabe o que está perdendo. Disco feito para aquelas festas onde tudo acaba na 'zuação'. "Trash Total" também tem essa mesma proposta, uma série de músicas feitas para alegra a festa. Hoje é sábado, dia de agito dessa natureza. Taí um 'disquinho' ótimo para fim de festa, quando todo mundo já está mesmo calibrado e enfrenta na boa qualquer pagação de mico. Vamos nessa...

festa dos insetos - gilliard
vem fazer glu glu - sérgio mallandro
dorival o lobo mal - nahin
amante profissional - erva doce
vamos dançar o bambolê - trio los angels
40 grados - los angeles
melô do pata pata
é bom para a moral - rita cadillac
a dança do tiro liro - roberto leal
fuscão preto - magazine
massagem for men - sharon
ligeiramente grávida - o espirito da coisa
tia regina - absyntho
ela não gosta de mim - dominó
isso é tremendo - tremendo
meu gatinho - sol
maldito dinheiro - eduardo dusek
comer comer - brazilian genghin khan
saudades - odair josé
prenda o tadeu - clemilda e sandro becker
rock do jegue - genival lacerda

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Histórias De Bichos E De Gente (1967?)

Olá criançada culta e oculta! Hoje eu estou aqui tentando por a casa em ordem, refazendo alguns velhos toques e criando outros. Hoje, além de ser o Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, é também o Dia das Crianças. Embora pouquíssimas vezes eu tenha recebido aqui a visita dos pequenos, não vou deixar de pensar neles, em mim mesmo a algumas décadas atrás. Sinceramente, fui, talvez, em busca da minha infância, das boas lembranças e de um tempo que eu não desisto de perseguir. Sim, sou saudosista, até demais. Porém, procuro sempre não deixar que a saudade se torne o meu presente. Viver é mesmo o agora!
Foi pensando na minha infância que eu me lembrei de uma coleção infantil, lançada pelo selo Paladium, naqueles inocentes anos 60 (pelo menos para mim). Me lembrei da casa de minha tia, da radiola e dos diversos discos guardados no compartimento para os álbuns. Havia lá também uma caixa com cinco ou seis lps (não me lembro mais) trazendo uma série de histórinhas que faziam a festa para eu, minha prima e nossos amiguinhos. Ainda hoje me recordo bem de algumas passagens. Aliás, hoje eu passei o dia recordando tudo isso.
Há pouco tempo atrás, caiu nas minhas mãos novamente essa tal coleção. Como os discos estavam demasiadamente 'sambados', acabei deixando-os de lado, esperando um momento de coragem para tentar restaurá-los. Infelizmente, os discos estavam sem capa, o que me tirou ainda mais o ânimo de ressuscitá-los. Mas como hoje foi um dia especial e mais folgado para mim, decidi botar a mão na massa, ou melhor, nos discos. Percebi que além da capa, faltava também outro (s) disco (s). Mesmo assim, achei por bem recuperar o que tinha e trazer como a postagem do dia. Apesar das limitações, principalmente no áudio, senti que o momento era esse. Refiz tudo o que pude e ainda dei o toque musical...
Temos então a coleção infantil criada pelo jornalista e desenhista André de Carvalho, chamada "Histórias de bichos e de gente". Trata-se de uma série de historinhas infantis, algumas até bem conhecidas, adaptadas por André. Ele convidou o maestro e arranjador Aécio Flávio, até então um jovem músico ainda inexperiente, para musicar algumas letras que entrariam na série de contos infantis. Segundo relata o próprio músico, ele foi pego de surpresa e nunca, até então, havia passado pela experiência de compor músicas a partir de letras prontas, ainda mais infantil. Assumiu o trato com o jornalista e só veio mesmo a fazer as tais músicas poucos dias antes de entrarem no estúdio. O trabalho ficou muito bom e nem parece coisa feita às pressas. E olha que não foi uma tarefa pequena, afinal a série era de lps e não compactos, como geralmente conhecemos os discos infantis. No site "Recanto da Letras" temos o relato deste episódio, descrito por Aécio Flávio, que vale a pena conferir. Outra curiosidade é sabermos que foi nessas gravações a estréia do grande Toninho Horta. Foi, de uma certa forma, o mestre Aécio quem levou o jovem para o mundo da música profissional. Toninho não devia ter ainda nem 18 anos. Foi com o mestre pirata que tudo começou. Obviamente não vai ser aqui que iremos reconhecer o talento do Aécio e também do Toninho, mas vale saber que eles fizeram parte dessas histórinhas :)
Temos aqui, na minha produção, apenas quatro discos dessa série. A qualidade do som deixa muito a desejar, principalmente pelo estado lastimável dos vinis. Tenho a esperança de ainda conseguir um áudio em melhor estado, quem sabe até outros novos lps (e na caixa, porque não? hehehe...).
Ah! Já ia me esquecendo... No pacote eu incluí, já separadas (e mais tratadas), as músicas de todas as histórinhas. Vale um outro disco. Aliás, ao todo são quatro. Presentão, heim?!
Salve a Criança que ainda vive em todos nós!

cocori, o galo que diminuiu
o cuco fujão
história do passarinho que era uma jóia
a galinha dos ovos de ouro
o burrinho quixadá
o grilhinho desprezado
o passo do elefantinho
a borboleta e a bruxa
o pedido do perú

Aécio Flávio - Músicas
cocori, o galo que diminuiu
o cuco fujão
o cuco fujão II
tema de yasmimim
tema da galinha dos ovos de ouro
o elefantinho
tema do elefantinho
a borboleta e a bruxa
o perú alexandre
pavanito


PS. não resisti... os nomes para os temas musicais são apenas sugestão, uma maneira de identificação, claro :)

sábado, 24 de setembro de 2011

Falam De Mim - 4 Versões (2011)

Na sequência da dobradinha, aqui vai meu desabafo em forma de canção. Quatro versões de um samba de Aníbal Silva, Éden Silva e Noel Rosa de Oliveira: "Falam de mim". Uma delícia musical interpretada por Zé da Gilda, Nana Caymmi, Jards Macalé e Elza Soares. Gosto de todas as quatro versões. Maravilha de samba, que representa aqui o meu momento.
Para completar, vai aqui um texto, bem apropriado, que me foi enviado pelo amigo Fred, da escritora e filósofa americana Ayn Rand que diz o seguinte:
"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que a sua sociedade está condenada."



domingo, 18 de setembro de 2011

II Festival De Música Das Rádios MEC E Nacional (2010)

Mais uma vez estou eu aqui de volta neste sábado, tentando preenchê-lo com outra postagem. Afinal, a Nara Rara é boa, mas já estava meio batida, sei lá... Fiquei pensando que ainda caberia mais uma postagem de bônus. Daí me lembrei desta coletânea, reunindo as músicas classificadas no II Festival de Música das Rádios MEC e Nacional. Temos aqui 21 músicas, todas muito boas, que mereceram a classificação. Não sei se neste Festival houve vencedores (primeiro, segundo e terceiros lugares). Não encontrei na rede nenhuma informação a este respeito. Estranho... O fato é que temos aqui músicas de qualidade, interpretadas também por gente de gabarito, compositores e intérpretes.
"O Festival visa revelar e divvulgar gravações de obras musicais inéditas, abrindo espaço na programação das Rádios MEC e Nacional par cantores, compositores, instrumentistas e arranjadores, valorizandoa produção dos artistas do Rio de Janeiro."
Agora em 2011 teremos a terceira versão do Festival, novas músicas, novos compositores e interpretes. Entre no site para saber mais sobre esse Festival e também para votar, escolhendo a música que mais agrada.

vestida de luz - márcio lott
valsa de índio - gustavo melo e banda
baobá - augusto martins
o que deseja a alma - marcelo lehmann
pega pra capar - quinteto vera cruz
marcas do coração - carlos mariano
a cordilheira e o rio - antonio carlos mariano
canto da mata - leo gandelman
sofro sim - gabi buarque
peixada de uribaco - quinteto vera cruz
vento - gabi buarque
sob velha direção - gustavo borner
o amor é um som - augusto martins
solitário suspiro fiofólico - alexandre dacosta
varandas - carlos mariano~
tango de periquitos - gustavo melo e banda
bossa chorosa - leo gandelman
na correnteza - leandro e mussa samba combo
moonlight choroneide - carlos acselradsanto de casa - patriota
doce magia - bira da vila


sábado, 17 de setembro de 2011

Nara Leão - Nara Rara - Coletânea Toque Musical (2011)

Olá amigos cultos e ocultos! Hoje, sábado, dia de coletânea, estou trazendo de volta esta coletânea da Nara Leão que eu havia feito e postado há pouco mais de um mês e que misteriosamente foi (totalmente) removida do blog. Essa eu não consegui resgatar nem no rascunho. Pelo jeito que as coisas vão, pelas nuvens cinzas que pairam no nosso céu musical, não demora muito as 'eminências pardas' bloquearem o nosso Toque Musical de vez. Felizmente eu já fiz uns três clones dele, prontos para entrar no ar assim que o bicho começar a pegar por aqui.
Estou postando novamente essa minha coletânea, que com certeza corre o risco de ser novamente deletada. Mas desta vez o papo aqui continua no Grupo do Toque Musical. Quem quiser baixar e ouvir essa coletânea, vai ter ser através desse novo canal de comunicação. Quem ainda não se inscreveu, basta fazê-lo usando a caixa do Grupos Google que se encontra na barra lateral do blog.
Segue então a Nara Leão com uma seleção de 26 momentos raros. Músicas e gravações que não se encontram juntas facilmente. Um tipo de compilação musical que teria sido um ótimo projeto fonográfico para se lançar por aí. Talvez, por isso mesmo, é que 'eles' o retiraram do mapa. Modéstia a parte, ficou mesmo muito boa. Quem quiser conferir, já sabe... só lá no GTM (Grupo Toque Musical).

pinóquio
menina da agulha
maria
o mundo fantástico do uirapuru
sublime pergaminho
nordeste, seu povo, seu canto e sua glória
vinte anos
pai e filho
o estrangeiro
era uma vez um jardim
dorão do zepelin
o profeta
taí
mal de amor
insensatez
por causa de você (com roberto menescal)
áudio da primeira apresentação de nara
traduzir-se (com fagner)
noite dos mascarados (com mpb-4)
duelo (com chico buarque)
joana francesa
camisa amarela
preconceito
as tears go by
a estrada e ovioleiro (com sidney miller)
pra mode chatear

sábado, 10 de setembro de 2011

Catálogo Karmim - 10 Anos (2000)

Boa noite amigos cultos e ocultos! Acabo de voltar da Feira do Vinil e CD Independente. Oito horas ouvindo, vendo, comprando, vendendo, trocando e falando de discos. Uma verdadeira maratona musical, que mesmo sendo ótima, chega um momento que cansa. Voltei 'esbudegado', como dizia um amigo meu. Para o meu desgosto, no prédio vizinho, por sinal um condomínio chique, de gente abonada, está rolando um festa. Ou melhor dizendo, um pagodão, daqueles que  me deu vontade de dar meia volta. Não fosse o meu cansaço e a necessidade de um banho, teria mesmo voltado para rua. Ô dureza!!! Se pelo menos fosse um pagode de verdade, uma roda de samba, mas não... é aquela coisa horrorosa que serve para transformar tudo em pagode. Os caras lá em baixo estão tocando Legião Urbana, Belo e Lulu Santos do mesmo jeito. Para eles é tudo samba. Mas, sinceramente, o que está pegando mesmo e a altura do som. Não sei como ninguém ainda não reclamou. Chega mesmo a se uma agressão e muito deselegante, vindo de gente tão fina. Está certo que hoje é sábado e ainda não são 22 horas, mas convenhamos... ninguém merece. Está difícil me concentrar na resenha, mesmo com tampões nos ouvidos. Mas vamos lá...
No contra ataque, eu estou trazendo para vocês, neste sábado de coletâneas, um disquinho (CD) que veio a cair como uma luva. Tenho aqui uma coletânea interessantíssima do catálogo do selo mineiro Karmim, lançado quando ele completou 10 anos de atividades, produzindo os músicos e artistas de Minas Gerais. São 18 músicas que dão uma boa mostra do nível e qualidade dos trabalhos editados pela Karmim. Este cd eu recebi da Carla, represente do selo, que esteve lá na feira levando um pouco da produção para as pessoas conhecerem. Ela me contou que a Karmim está agora passando por uma transformação, se dedicando apenas à projetos culturais definidos e aprovados. Seu catálogo, ricamente variado, com dezenas de artistas, títulos e gêneros não serão reeditados. Eles estão trabalhando com seus estoques finais, edições em cd e vinil que podem ser adquiridas diretamente no site. O catálogo coletânea, por certo, não representa a produção dos 18 anos do selo, mas atiça o desejo e curiosidade daqueles que não abrem mão de uma boa música. Após ouvirem esta seleção musical, eu acredito que os amigos, principalmente os cultos, não deixarão de dar um conferida no site da Karmim.  Para aqueles que não conseguirem adquirir os discos do catálogo, não se desesperem. Eles ainda chegaram por aqui ;)

valsinha - arthur moreira lima
odeon - tânia mara lopes cançado
canção do amanhecer - gilvan alves
nesta rua - coral infanto juvenil do c.m.i. da escola de música da ufmg
cantiga para tereza - gilvan de oliveira
grande valse brilhante - eduardo hazan
suite para flauta e piano jazz - tâna mara lopes cançado
samba do neném - gilvan de oliveira
flor do tempo - weber lopes
paraju - carlos ernest
do cravo bem temperado (prelúdio e fuga em mi maior) ana cecília tavares
oceano - thadeu ventura
área 51 - vande lima
diversão infantil - edição brasileira
manuel o audaz - violões horizonte
invierno porteño - fernando araújo
encruzilhada - geraldo vianna
tambgará - cleber alves


Wilson Simonal - Compactos (1964 e 68) REPOST

Eu já estava quase desistindo desta segunda postagem. Ninguém comentou nada, eu entendi que não tivessem gostado. Mas como sou uma pessoa de palavra, não poderia deixar de cumprir o prometido. Dessa forma, temos então para encerrar a noite dois compactos do Wilson Simonal. O primeiro é de 1964 e traz "Nana" e "Lobo Bobo". O segundo, de 68, é um compacto duplo com duas músicas de cada lado. Não vou nessa altura do campeonato entrar em detalhes sobre os disquinhos, cujo conteúdo é bem é puro balanço. Simonal é Simonal :) Um disco a mais não vai fazer mal.

nana
lobo bobo
correnteza
meia volta
a saudade mata a gente
terezinha de jesus


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Wilson Simonal - Compactos Do Toque Musical (2009) REPOST

Como disse o amigo culto, Simonal nunca é demais. Sem dúvida não é mesmo. Embora a postagem de ontem tenha sido um 'repeteco' do que já foi postado na blogosfera, percebo que muita gente ainda quer ouvir. Está dando o maior 'ibope'. E eu pensando que não foi uma boa, acabei preparando outro Simonal para compensar. Acredito, diante aos resultados, que esta produção exclusiva do Toque Musical será mais do que um simples complemento.
Temos aqui uma seleção de cinco compactos lançados por Wilson Simonal durante mais de uma década, no período que vai de 1965 a 78. Obviamente, esta coletânea não corresponde ao melhor do artista. Seria difícil criar um álbum simples com o melhor de Simonal. O cara tem bagagem, num 'the best,' para mais do que um álbum tripo. Por outro lado, em minha seleção, procurei reunir os disquinhos que abrangem vários momentos, criando assim um álbum conceito, exclusivo para os amigos cultos e ocultos. Este fica sendo mais um presentinho de natal, daqueles que chegam depois. Uma agradável surpresa :)

juca bobão (1965)
garota moderna (1965)
mangangá (1966)
se você gostou (1966)
o apito no samba (1967)
o milagre (1967)
viva em paz (1973)
homem de verdade (1973)
nós somos filhos do mesmo deus (1978)
quando ele dormir (1978)
macumbancheiro (1978)
vamos vencer (1978)


sábado, 3 de setembro de 2011

Coletânea A Bossa Em Inglês Do Loro (2011)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Como dizem, há males que vem para o bem. Deve ser mesmo uma verdade, pois o que a princípio parecia ruim, agora já está ficando bom. Eu explico...
Diversas das minhas postagens tiveram suas publicações suspensas, como todos já sabem. Fiquei chateado, principalmente porque, na medida em que eu ia regularizando essas postagens elas começaram a aparecer no que seria a postagem do dia. Achei, a princípio que isso iria bagunçar o coreto do Toque Musical, mas depois percebi que a coisa ficou melhor, longe do que eu imaginava. Por conta da maneira como eu os estava repostando, os títulos aparecem com sendo a última postagem. Foi ótimo porque todos esses discos acabaram ficando novamente em evidência. As inúmeras pessoas que passam por aqui, muitas vezes não fazem ideia do que temos em estoque. Não chegam a explorar direito, perdendo a chance de encontrar aquele álbum que procuravam há tempos. Foi ótimo ter acontecido essa sacudida. Tirou o pó e deixou mais à vista o que havia passado batido. Agora, todos os dias teremos ao invés de uma, duas postagens, a do dia e o REPOST. Quero lembrar aos amigos que para essas repostagens (vigiadas) não haverão links. O toque, nesse caso, tem que ser solicitado através de e-mail, ok? Melhor assim do que nada, não acham?
Aproveitando a ocasião, eu hoje, neste dia de coletâneas, criei esta seleção musical, a qual eu chamo de "A Bossa em inglês do Loro". Nela podemos encontrar 33 músicas extraídas de alguns dos muitos discos postados no falecido Loronix. Espero que os 'orfãos' aprovem a ideia. São todas músicas (não necessariamente Bossa Nova) interpretadas na língua inglesa por diversos artistas nacionais. De última hora resolvi também incluir duas músicas cantadas pelo grupo americano The Hi-Lo's. Afinal, havia já incluido o Lennie Dale, que era americano. Assim sendo, formei uma lista com 33 músicas. Optei pelas cantadas em inglês no sentido de harmonizar com o estilo internacional do Zecaloro.
Fica aqui a minha coletânea e homenagem ao parceiro com quem troquei tantas figurinhas :)

so nice - sergio mendes trio
and roses and roses - sylvia telles
double rainbow - miúcha, joão gilberto e stan getz
pardon my english - quarteto em cy
uselesse landscape - sylvia telles
girl talk - bossa rio
let me - sergio mendes trio
in my automobile - luiz henrique
the night has a thousand eyes - bossa rio
the face i love - quarteto em cy
secret love - sonia rosa
listen to me - luiz henrique
dindi - sinatra e jobim
days of wines and roses - os três brasileiros
dreamer - tom jobim
watch what happenes - elis regina
how insensitive - elis regina
there will never be another you - leny andrade
keep talking - mario castro neves
once i loved you - wanda sá
two ladies in the shade of the banana tree - lennie dale
wave - lenita bruno
live for life - o quarteto
the shadow of your smile - sonia rosa
once more - mario castro neves
just one of those things - miúcha, joão gilberto e stan getz
with feeling - sonia rosa
lover/bim bom/dance bossa nova/o passarinho - lennie dale
forever green - tom jobim
baubles, bang - sinatra e jobim
winter moon - lenita bruno
the gift - the hi-lo's
no more blues - the hi-lo's


João Gilberto - Registros Na Casa De Chico Pereira (1958) REPOST (Sempre!)

Começamos a semana ainda em tom de curiosidade. Ou melhor dizendo, em João de curiosidade (e raridade). Isso mesmo, João Gilberto. Temos para hoje um raro e lendário registro do pai da Bossa Nova. Não se trata de um disco, mas sim de uma gravação amadora feita no apartamento do fotógrafo Chico Pereira em 1958. Trata-se de um registro anterior ao disco de estréia de João Gilberto e da própria Bossa Nova. Um dado histórico e muito importante da nossa música. Vai bombar, com toda certeza.
Recebi essa preciosidade há um tempo atrás de um amigo músico, Christophe Rousseau. Ele também é um exímio engenheiro de som e durante um bom tempo passou trabalhando este áudio. O resultado ficou formidável, pois a gravação é caseira e muito antiga. Segundo ele me informou, nunca antes essas gravações vieram a púbico (e com essa qualidade).
Recentemente é que a questão voltou a baila, quando no livro “Chega de Saudade”, Ruy Castro comenta o episódio dos encontros e das gravações. Desculpe, eu não li o livro e pouco sei sobre essa história. O fato é que nesta gravação temos um registro livre e descontraido, feito na casa de Chico Pereira. Somente João e seu violão ao lado dos amigos Toninho Botelho, Astrud, Chico e sua esposa. Para este áudio histórico eu resolvi criar uma capinha (versão cd e lp), assim como sempre faço, para a apresentação. A listagem a baixo refere-se apenas às musicas identificadas, muitas delas inclusive são inéditas e nunca foram gravadas por João. Há também incluídas algumas outras músicas que até então não foram reconhecidas. Eu também não consegui identificar, mesmo ao ouvi-las várias vezes. Outro dado importante desta gravação são os momentos de conversa entre eles. Sem dúvida um documento sonoro dos mais importantes. Espero que vocês gostem ;)

um abraço no bonfá
chega de saudade
bim bom
ho ba la la
é luxo só
desafinado
saudade fez um samba
esse seu olhar
a felicidade
preconceito
caminhos cruzados
mágoa
lobo mau
brigas nunca mais
louco
trevo de quatro folhas
o pato
aos pés da cruz
rosa morena
joão valentão
chão de estrelas
nos braços de isabel
lá vem a baiana
doralice
você não sabe amar
beija-me


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Ary Toledo, Geraldo Vandré, Ana Lúcia, Os Cariocas, Paulinho Da Viola & Zé Kéti - Compactos REPOST

Para o nosso domingo ser mais feliz, passamos de quatro para seis compactos. O bom de colocar assim é que podemos ter uma maior variedade, agradando 'gregos e troianos'. No caso da postagem de hoje, quero primeiramente agradar a mim mesmo - estes moram no meu repertório de assobios e cantaroladas. Isto também para não dizerem que por aqui só rola coisas estranhas. Na verdade a única coisa estranha aqui sou eu, hehehe... Muito estranho... vou da água ao vinho, da sopa ao mingau. "O importante é que a nossa emoção sobreviva!"
Então, temos na postagem do dia, seis compactos super bacana: Ary Toledo, nos tempos em que ele cantava mais do que fazia piadas. O quarteto Os Cariocas, sempre com muita bossa. Geraldo Vandré num compacto simples com duas músicas que fizeram parte da trilha sonora do filme "A hora e a vez de Augusto Matraga". Segue outro Vandré ao lado da cantora Ana Lúcia numa gravação e compacto que é raridade total. Temos também o Paulinho da Viola num compacto duplo com quatro pérolas de sua autoria. E para finalizar, temos o Zé Kéti num compacto simples da Rosenblit. Este último disquinho traz a faixa "Acender as velas", música esta que não consta no seu lp da mesma gravadora. Acho até que amanhã irei postar o álbum, assim a semana começa 'nos trinques'. Podem aguardar... ;)

Ary Toledo
maria clara
o que será que as outras tem que a linda não tem
+
Geraldo Vandré
cantiga brava
modinha
+
Geraldo Vandré & Ana Lúcia
samba em prelúdio
você que não vem
+
Os Cariocas
minha namorada
nem o mar sabia
+
Paulinho da Viola
foi um rio que passou em minha vida
nada de novo
ruas que sonhei
sinal fechado
+
Zé Kéti
máscara negra
acender as velas


sábado, 27 de agosto de 2011

Elas Cantam Ao Vivo - Coletânea Toque Musical (2011)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aqui estamos nós para mais um encontro com as coletâneas. Hoje eu tive mais tempo e pude preparar uma seleção musical bem interessante. A coletânea de hoje é dedicada às apresentações ao vivo, feitas por algumas de nossas grandes cantoras. A minha seleção de músicas não obedecesse a nenhuma regra além de serem gravações feitas ao vivo, extraídas de discos e outros registros não oficiais. Encontraremos aqui cantoras de épocas distintas, tanto das antigas, quanto das mais recentes. Por certo, as doze cantoras escolhidas não são as únicas ou preferidas por mim. Se pudesse, faria um selecionado maior, porém, para o começo está de bom tamanho. Vamos conferir?

gosto do que é bom - shirley e o tuca trio
samba da benção - bebel gilberto
se todos fossem iguais a você - maysa
o dinheiro que eu lhe dei - elis regina
falsa baiana - gal costa
risque - marita luisi
meditação - castigo - a banca do distinto - isaura garcia
vingança - isaura garcia
feitio de oração - helena de lima
vem ver - shirley e o tuca trio
saudade de itapoã - marita luisi
é luxo só - elizeth cardoso
hotel maravilhoso - marina machado
moça flor - leny andrade
a bela da chuva - marina machado
álibi - maria bethania
influência do jazz - leny andrade
bananeira - bebel gilberto
deixa que anoiteça - helena de lima
cai dentro - elis regina
demais - meu mundo caiu - eu preciso aprender a ser só - maysa
coração vagabundo - gal costa
mulata assanhada - elizeth cardoso
molambo - maria bethania


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Blecaute - Ao Vivo Na Radio Bandeirantes (2011)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje é sexta feira, dia do disco/artista independente. Decidi, independente de qualquer coisa, fazer diferente, trazer uma produção da casa. Na verdade, apenas na embalagem. Mas, de qualquer forma, assegurando uma identidade para um registro musical dos mais interessantes. Temos aqui um programa de rádio. A gravação de um programa da Rádio Bandeirantes, onde o cantor Blecaute é o convidado especial. Aqui ele canta e nos conta fatos interessantes de sua carreira. Um registro histórico que merecia ter virado disco, ou nos dias de hoje, uma postagem como a do Toque Musical.
Esta gravação eu não me lembro mais quem foi que me enviou. Ficou guardada aqui, como tantos outros áudios, no fundo da minha gaveta :) Hoje, agora a pouco, eu estava animado e folgado, daí montei o disquinho exclusivo para o deleite de vocês.
PS. Me faltou infomações sobre essa gravação. Não sei nem a data. Alguém aí assistiu ao programa?

general da banda
tristeza do jeca
gosto que me enrosco
arrasta a sandália
oh, seu oscar
leva meu samba
acertei no milhar
pedreiro waldemar
chegou a bonitona
tô aí nessa boca (samba bom)
falando de joão da baiana e heitor dos prazeres
mulher de malandro
falando sobre chico alves
eu agora sou casado
carioca bonita
relembrando nomes
o meu guarda chuva
oito mulheres
joãozinho boa pinta
dia dos namorados
natal das crianças
blecaute relembrando
maria candelária
maria escandalosa
papai adão
dona cegonha
rei zulú
quero morrer no rio
romeu e julieta


sábado, 20 de agosto de 2011

Elas Cantam Samba Vol. 2 - Seleção Toque Musical (2011)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Neste mês de agosto eu tenho andado meio apertado, cheio de tarefas, como você já sabem. Mas, na medida do possível, venho tentando manter as postagens e também atender ao pedidos para reativação de alguns toques. Segura aí que chega a sua vez ;)
Hoje, dia de coletânea, estou trazendo para vocês uma seleção que denominei "Elas Cantam Samba, Vol. 2". Uma sequência bem selecionada de cantoras interpretando sambas. Desta vez, procurei focar nas novas intérpretes, cantoras atuais e que eu gosto muito. Também inclui dois sambas com a saudosa Miriam Batucada, um nome das antigas, mas que cai bem neste grupo. É claro que muitas outras cantoras atuais, injustamente, ficaram de fora, mas haverá oporutnidades para volumes 3, 4, 5... é só esperar ;)
Confiram e comentem se está ao gosto ;)
*Para quem não viu e nem ouviu, o Volume 1 também é ótimo!

cabrochinha - mônica salmaso
alagoas - ana caram
me deixa que eu quero sambar - aline calixto
apanhei um refriado - miriam batucada
canto em qualquer canto - ná ozzetti
meu - ana paula lopes
sempre amor - julia ribas
ponto de vista - amélia rabello
labareda - mônica salmaso
jogo fora - júlia ribas
amor errado - fernanda porto
sócrates brasileiro - ná ozzetti
vai trabalhar vagabundo - bárbara casini
samba e amor - bebel gilberto
samba do avião - camila benson
aquarela do brasil - bábara casini
o morro não tem vez - ana paula lopes
reza forte - aline calixto
declaração de amor à mangueira - amélia rabello
august day song - bebel gilberto
retrato em branco e preto - camila benson
samba torto - ana caram 
 sambassim - fernanda porto
vou mandar em você - júlia ribas 
eu quero é botar meu blog na rua - miriam batucada


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Bob Tostes, Marcelo Gaz & Convidados - Show De Lnaçamento Do CD "Horizonte" (2011)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Ontem eu cheguei tarde, já no fim do dia (ou noite?), mas ainda assim marquei o ponto, fiz lá a postagem. Só me esqueci de publicá-la, hehehe... Agora cedo foi que eu percebi isso, quando me preparava para a de hoje. Como o tempo é curto, vou novamente investir nos 'discos de gaveta'. A bem da verdade, o que tenho aqui não é exatamente um disco, mas vai encaixar bem nesta sexta feira independente e como sempre, tem tudo a ver com as postagens do Toque Musical.
Em maio deste ano aconteceu em Belo Horizonte o lançamento do novo trabalho de Bob Tostes em parceria com o cantor e compositor Marcelo Gaz, "Horizonte", um cd nota 10! Quem ainda não o ouviu, eu aconselho. É um disco dos melhores. Atrevo até a dizer que, neste ano, este foi um dos lançamentos musicais mais bonito que eu ouvi. Para abrilhantar ainda mais a qualidade e a sensibilidade desses dois, o disco traz uma constelação de músicos e artistas de primeiríssima linha. Figuras como Affonsinho, Roberto Menescal, Fernanda Takai, Jane Duboc, Carlos Malta, Juarez Moreira, Renato Motha, BossaCucaNova, além da irmã, a cantora Suzana Tostes. Quem estiver interessado em adquirir o disco (cd), basta entrar no blog Horizonte, criado especialmente para este lançamento. Tenho certeza de que vocês não irão se arrepender ;)
Como aqui no Toque Musical ouvir é mais importante que falar, eu não poderia deixar nesta postagem a música de fora. Daí eu estou trazendo para vocês, não o disco, mas sim alguns trechos do show de lançamento, que ocorreu no Museu de Arte da Pampulha. Aqui encontramos quatro momentos interessantes do show, com participações de Jane Duboc e o saxofonista (fera) Carlos Malta, o nosso querido Célio Balona e Mister Roberto Menescal. Por certo, algumas das músicas interpretadas aqui não fazem parte do disco lançado, mas deram ainda mais força ao show. Eu tive a sorte de poder assistir e também de fotografar e gravar parte do espetáculo. A qualidade da minha gravação não é lá essas coisas, foi feita a partir da minha própria câmera fotográfica, um sonzinho médio, que não chega nem a ser estéreo. Mas de qualquer forma, vale essa produção 'made in TM', feita com o consentimento dos artistas e autores. Vale uma conferida...
Ah, já ia me esquecendo... no show participaram, além de alguns dos artistas convidados, os músicos da banda de apoio (todos feras!): Christiano Caldas no piano, Frederico Heliodoro no contrabaixo e Felipe Continentino.

bob tostes e jane duboc
célio balona e jane duboc
jane duboc e roberto menescal
jane duboc, marcelo gaz e bob tostes


sábado, 6 de agosto de 2011

Bresil En Rose - Coletânea BossaNovaBrasil (2011)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Cheguei no último momento do dia, que aliás foi bem puxadão. Passei o sábado inteiro na Feria do Vinil, que acontece agora todo mês na galeria de um prédio, na esquina de Rua Pernambuco com Inconfidentes, aqui em Belo Horizonte. Acabei tendo ainda outras pendências que me roubaram o resto do dia, por isso só agora, já babando de sono é que conseguir chegar em frente do computador.
A postagem de hoje eu queria iniciar falando a respeito dos últimos acontecimentos, em relação ao pedido de retirada de links nas postagens dos discos da Musidisc. Gostaria de me retratar, frente a coisas que a gente fala e escreve e depois se arrepende. Mas esse é um assunto que para o meu momento de agora fica impossível. Estou muito cansado e preciso dormir. Por isso , deixo esse papo para a postagem de amanhã.
Por hora, quero apenas deixar aqui o toque do dia (ou noite?). Nos últimos segundos do sábado aqui vai a coletânea do dia. Estou trazendo para vocês mais uma seleção musical, muito interessante, enviada pelo amigo Thierry, do blog Bossa Nova Brasil. Ele, mais uma vez selecionou uma dúzia de canções, música popular brasileira, interpretada e cantada em francês. Temos aqui uma série de artistas famosos não só na França, em versões bastante curiosas e interessantes para o público brasileiro. Pessoalmente, acho um charme a música brasileira cantada em francês. Esta coletânea chegou bem na hora e me salvou o sábadão de  variedades. Espero que vocês gostem. A capinha, feita às pressas, não ficou lá grandes coisas, mas está digna para complementar 'cette sélection musicale'. Vérifiez...

la chupeta - maurice chevalier
si tu vás à rio - dario moreno
brigitte bardot - dario moreno
oh mon dieu, qu'elle est mignonne - sheila
avec des je avec des ja - christiane legrand
corcovado - sasha distel
qui c'est celui-la - pierre vassiliu
tais-toi - pierre vassiliu
a quoi tu joues - marcel zanini
la bébête - annie cordy
pars - jean-louis murat
bidonville - claude nougaro


sábado, 9 de julho de 2011

Billy Blanco - Definitivamente (2011)

Boa noite, amigos cultos e ocultos. Mais uma vez eu estou chegando na última hora. Passei o dia na Feira do Vinil, ouvi de tudo um pouco. Só faltou mesmo dinheiro para comprar os incontáveis albuns que eu tive por lá. Mas eu não me esquento, eles, aos poucos vão chegando definitivamente para mim ;)
E por falar em 'definitivamente', este é o nome que dei a uma super coletânea do Billy Blanco. Ontem, infelizmente, ele faleceu. Uma grande perda para a Música Popular Brasileira. Mas como a maioria de nós ainda não atingiu o centenário, depois do 70, o negócio é ir para a fila...
Fiquei chateado com a morte do Billy Blanco e eu que nunca postei um disco dele aqui no Toque Musical. Desta vez, definitivamente, faço a minha postagem, em memória ao talento deste grande compositor brasileiro. Reuni nesta coletânea bem mais que algumas músicas consagradas. Temos uma seleção que contempla inteiramente dois de seus discos, apresentações e interpretações de diversos outros artistas de suas músicas.
Temos reunidas 58 músicas, algumas se repetem, mas em interpretações diferentes.
O arquivo desta coletânea vem compactado em 4 partes, de maneira que para abri-lo, basta apenas o primeiro.

sinfonia do rio de janeiro - radamés gnattalli
viva meu samba - silvio caldas
samba de doutor - paulo marquez
obrigado excelências - paulo marquez
camelô - paulo marques
minha vida com teresa - paulo marquez
coringa - paulo marquez
na janela do mundo - paulo marquez
feiúra não é nada - paulo marquez
viva meu samba - paulo marquez
vaca de presépio - paulo marquez
requerimento ao prefeito - paulo marquez
se papai fosse eleito - paulo marquez
estatuto de boate - paulo marquez
joão da silva - conjunto cpc une e nora ney
banca do distinto - isaura garcia
feiúra não é nada- isaura garcia
lado bonido de um mal - elizeth cardoso
amanhecendo - coral
receita de mandar mulher embora - billy blanco
desencanto - anna lemgruber
o moço é - billy blanco
se a gente grande soubesse - kades singers & adair
tereza da praia - billy blanco e billy blanco jr
descende o morro - jorge goulart
corinthians campeão do centenário - jamelão
rua augusta - sinfonia paulista
sinfonia paulista - billy blanco e billy blanco jr
pano legal - maria bethania
o céu de são paulo - claudette soares
mocinho bonito - billy blanco
rio do meu amor - billy blanco
minha vida com teresa - billy blanco
banca de neve - billy blanco
tio alfredo - billy blanco
a secretária - billy blanco
domingo azul - billy blanco
tchau mesmo - billy blanco
praça mauá - billy blanco
estrada do nada - billy blanco
requerimento ao prefeito - billy blanco e radamés
obrigado excêlencias - billy blanco e radamés
camelô - billy blanco e radamés
o amor é cego - billy blanco e radamés
minha vida com teresa - billy blanco e radamés
coringa - billy blanco e radamés
na janela do mundo - billy blanco e radamés
feiúra não é nada - billy blanco e radamés
se papai fosse eleito - billy blanco e radamés
viva meu samba - billy blanco e radamés
estatuto de boate - billy blanco e radamés
vaca de presépio - billy blanco e radamés
estatutos de gafieira - elza soares
o amor é cego - paulo marquez
o cafeznho - paulo araujo e berta loran
viva meu samba  - josé carlos
confraria - moacyr franco
passado presente e futuro - laila



sábado, 2 de julho de 2011

Grupo Musa - Coisas Nossas (1974)


Boa noite, amigos cultos e ocultos! Nesta sexta independente, como eu disse, teremos duas postagens. Segue agora a segunda, trazendo o Grupo Musa, um conjunto musical formado nos anos 70, em São Luís, do Maranhão. Descobri esse grupo há pouco tempo atrás, quando procurava informações sobre o I Festival da Música Popular Brasileira no Maranhão. Alguns de seus integrantes participaram também deste festival. Fiquei então curioso para saber mais sobre eles. O Musa (Movimento Universitário de Som e Arte), foi formado por estudantes da Escola Engenharia do Maranhão e teve seu momento de expressão na cena musical e artística de São Luís, nos primeiros anos da década de 70. A história toda do grupo pode ser lida no site do professor e engenheiro civil, João Augusto Ramos e Silva, um dos integrantes do grupo. Em contato com este, consegui alguns registros de gravação feito por eles na época. Acho interessante incluirmos aqui esse trabalho, como forma de mostrar o que foi produzido musicalmente no Maranhão, naquela época. Embora o grupo não estivesse interessando em se profissionalizar, tiveram bons momentos, se apresentando em diferentes eventos culturais da cidade. Conforme conta João Augusto, a fase das apresentações e a própria existência do Musa, culmina com o show "Coisas Nossas", produzido por eles e apresentado no Clube do Congresso, em Brasília, na programação da Festa dos Estados, em 1974. Aproveitando a viagem de Estágio Supervisionado do Curso de Engenharia, eles levavam também os seus instrumentos musicais  na bagagem e em todas as paradas, faziam ali as suas apresentações. O Musa durou o tempo em que os colegas estiveram juntos durante o Curso. Depois de formados, cada um seguiu um caminho dentro da profissão de engenheiro. Apenas um deles, Ronaldo Mota, continuou na música e no teatro, indo morar e trabalhar no Rio de Janeiro. A música entre eles ficou prorrogada, mas não deixou de estar sempre presente em suas vidas. Tanto assim que eles ainda pensam em um retorno, para quem sabe, agora, se dedicarem aos seus sonhos. 
O que temos aqui então, são algumas de suas músicas, gravadas na época, recuperadas por João Augusto, que acrescentou na remasteriazação uma nova base instrumental. 
Para compor esse trabalho, criei para eles uma nova capinha, que só não deu para caprichar mais porque a sinusite resolveu baixar de novo. Êta noite brava, sô!

ciumenta
eros nº 1
como é que vai
ponto de espera
juçara-ê
ex-centro da cidade
coceira
mato velho