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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Chico Buarque - Compactos (1967-68)

Bom dia das crianças, amigos cultos e ocultos! Já faz um tempinho que eu não promovo aqui uma semana temática. Resolvi então iniciar esta, não exatamente com um tema, mas dedicada à um tipo de disco muito comum nos anos 60 e 70, os compactos, aqueles disquinhos de 7 polegadas que traziam geralmente uma música de cada lado. Os compactos, ou 'single play' foram lançados no final dos anos 50 e era discos de 17 cm de diâmetro que tocavam em 45 rpm. No Brasil eles surgiram em 33 rpm e sua capacidade era a de até 5 minutos de cada lado. Esses disquinhos eram geralmente utilizados para difundirem as músicas de trabalho de um álbum. Era uma espécie de pré lançamento, um 'test drive' para sentir a aceitação do público. Em alguns casos eram como amostra grátis, mas no Brasil se tornaram também uma alternativa econômica para aqueles que se aventuravam no mundo fonográfico, artista em seu primeiro disco e coisas assim. A popularidade dos compactos no Brasil durou até o início dos anos 80, quando então vieram os chamados 'maxi single', discos de 12 polegadas, mudando todo o conceito e matando de vez os compactos. Mas quem, na faixa dos 40, nunca teve nas mãos (ou na vitrola) um compacto? Quem não se lembra pelo menos daqueles disquinhos coloridos de estórias infantis? Hoje, Dia da Crianças, bem que eu poderia ter iniciado com um daqueles, mas prefiro deixar os discos infantis para quem já é especialista, o Cantos & Encantos. Vou começar nossa mostra de compactos abrindo com chave de ouro e também em homenagem ao retorno do meu amigo Chris Rousseau, recém chegado do 'Velho Continente'. Para ele e também para todos vocês, estou postando dois compactos do Chico Buarque de Holanda, um de 67 e o outro de 68. Acho que não carece falar sobre o artista e suas músicas. Chico é figura notória e suas músicas também. Apenas complemento dizendo (ou escrevendo?) que os dois discos que temos aqui são mais que simples amostras de pré lançamentos. Temos o compacto simples de 1967 com a presença do MPB 4 em "Roda Viva". No de 68 o compacto é duplo, quer dizer, com duas músicas de cada lado, sendo a faixa "Sem Fantasia" com a participação da irmã, Cristina Buarque. Temos assim, seis músicas, quase um lp.

1967:
roda viva
até pensei

1968:
bom tempo
pedro pedreiro
sem fantasia
sonho de um carnaval


7 comentários:

Pablo Ramos disse...

A cada post este blog me surpreende mais. Eu que pensava ter tudo do Chico... Como fã incondicional deste que é o maior compositor brasileiro (e deste que é um dos melhores blogs que conheço) me sinto na obrigação de agradecer milhares de vezes.

Vida longa ao Toque Musical !!!

Qual delas? disse...

Curiosidade prá mim: a gravação de "Até pensei" não é a mesma (e eu não conhecia) do LP "Chico Buarque de Holanda - Vol. 3" lançado em 1968 com arranjo do maestro Lindolfo Gaya. Já a gravação de "Roda Viva" com o MPB-4 é a mesma da apresentação no Festival da Record em 67.

Maravilha.

Augusto TM disse...

Compactos tem disso, sempre um diferencial :)

Thiago Amorim disse...

Fiquei tão emocionado com seu post que me deu logo vontade de ouvir Chico Buarque! Infelizmente, como estou de férias, não tinha comigo nenhum CD do Buarque. Mas alguém inventou a web para estas coisas também! Acabei achando um site bacano com rádios que tocam música brasileira a toda a hora:
http://cotonete.clix.pt/
Passa por lá, eu fiquei grudado!

Anonymous disse...

muito obrigado!!
esse post valeu muito!

Samuel Machado Filho disse...

Curiosamente, o MPB-4 gravou "Roda viva" duas vezes: nesta versão, com o próprio Chico Buarque e em outra, sem ele, no primeiro dos três LPs oficiais do Festival de MPB da Record de 1967, lançados pela Philips, da qual o grupo vocal era contratado na época. "Bom tempo" foi apresentada por Chico na Bienal do Samba, também da Record, um ano mais tarde. "Sonho de um carnaval" foi defendida por Geraldo Vandré no Primeiro Festival de MPB, promovido em 1965 pela finada TV Excelsior, e vencido por "Arrastão", de Edu Lobo e Vinícius de Moraes, cantada por Elis Regina. Logo depois, Chico gravou em compacto simples esta música e "Pedro pedreiro", aqui também incluída. "Sem fantasia", que ele interpreta aqui com Os Três Morais (cuja cantora, Jane, formou famosa dupla de música romântico-brega com o então marido Herondy) foi regravada pelo próprio Chico em 1975, durante um show que fez com Maria Bethânia no Canecão do Rio de Janeiro. Aliás, aqui vai uma novidade: o MPB-4 regravou "Roda viva" especialmente para a abertura da novela "Amor e revolução", que estreia em abril próximo no SBT!

Zé disse...

precisa renovar este link Augusto amigo.